Unila prepara ações para recepção dos estudantes que chegam em 2019

Unila prepara ações para recepção dos estudantes que chegam em 2019

08h30 - 08/01/2019

Fonte: Unila

A Unila está preparando diversas atividades para receber os calouros de 2019. A intenção é afirmar o momento de chegada como o da descoberta da Universidade e da cidade. A programação de recepção e acolhimento começa na matrícula – 25 de fevereiro – e se estende por todo o primeiro semestre.

Na matrícula, os novos alunos irão receber o Manual do Calouro e a programação de atividades de recepção e acolhimento, que será consolidada no início de fevereiro – confira a programação inicial. Também haverá visitas guiadas. A programação está sendo organizada de forma conjunta pelas Pró-reitorias, Institutos e estudantes ligados aos Centros Acadêmicos.

O calendário acadêmico reserva os dias 7 e 8 de março e 1º e 2 de abril para atividades de recepção, como a apresentação dos projetos pedagógicos dos cursos (PPCs) e visitas guiadas. Também haverá oficinas, mesas-redondas e debates, além do trote solidário, com a doação de sangue e o mutirão em biblioteca comunitária.

Além das atividades pontuais de recepção, a Unila definiu ações de acolhimento, selecionadas em edital conjunto da alta gestão, e que se prolongam até, pelo menos, o mês de julho. “Isso é para que a gente tenha condições de acompanhar o discente na perspectiva de acolhida e integração à Universidade e à cidade. Algumas ações do acolhimento começam na recepção, mas a ideia é que elas continuem”, comenta a pró-reitora de Assuntos Estudantis, Ana Paula Araújo Fonseca.

A ideia de acolhimento, segundo ela, está relacionada com as características da Unila e dos estudantes que chegam à Universidade, vindos de todo o país e de outros países da América Latina e Caribe. Em 2019, essa diversidade será ampliada com a matrícula de refugiados e portadores de visto humanitário e de indígenas aldeados, selecionados em editais específicos. Esses estudantes enfrentam dificuldades naturais de adaptação geradas pelas diferenças da língua materna, culturais, alimentares e mesmo climáticas. “É uma especificidade da Unila, e estamos tentando criar uma proposta que cuide dessa dimensão, que é muito importante”, diz.

Ana Paula também destaca que a chegada de refugiados e indígenas vai exigir ainda mais atenção da Universidade. “Os coletivos de países atuam na recepção de quem chega porque são referência, mas não será assim para os indígenas – do Brasil e de fora do Brasil –, que não terão coletivos. Em função de todas essas características, o edital que selecionou as ações de acolhimento também foi elaborado para induzir ações que pensassem em públicos específicos, como os indígenas e refugiados, para além de nossos estudantes nacionais e internacionais, o que já é da missão da Universidade.”

Envolvimento

O edital de acolhimento buscou iniciativas na comunidade acadêmica, além das que já são desenvolvidas formalmente pela instituição. “Queríamos mobilizar a comunidade acadêmica. Assim, temos uma perspectiva mais ampliada e menos formal, no sentido de que tem a ver com essas redes que vão se construindo a partir das pessoas que propuseram as ações, e não apenas a partir dos servidores que formalmente estão à frente de pró-reitorias específicas ou cursos”, explica. Cada projeto deverá realizar, pelo menos, uma atividade por mês, paralela à rotina da sala de aula.

Alimentação, saúde, atividade física e cultura estão entre os temas das ações propostas no edital e necessárias para a integração dos novos estudantes, não só à UNILA, mas também à cidade. “Houve uma preocupação muito grande de dar essa dimensão territorializada para que o estudante possa entender o que pode usufruir e o que ele pode oferecer à cidade.” Os projetos são coordenados por docentes, servidores técnico-administrativos e estudantes.

Em outra frente de preparação para a recepção dos estudantes, foi realizado em dezembro o curso “Experiências pedagógicas no ensino superior”, organizado pela Pró-Reitoria de Relações Institucionais e Internacionais (PROINT) e pela Pró-Reitoria de Graduação (PROGRAD). “O objetivo principal era justamente abrir um espaço compartilhado por docentes, discentes e técnico-administrativos, sobre as nossas práticas cotidianas, tanto pedagógicas como de convivência e coexistência”, destaca a pró-reitora de Relações Institucionais e Internacionais, Diana Araújo Pereira.

A ampliação do escopo de atuação da UNILA, com a inclusão de novos perfis de estudantes – indígenas e refugiados e portadores de visto humanitário –, também foi uma preocupação nos debates programados no curso. “Com esses novos estudantes, chegam também línguas e culturas diferentes, e temos que estar preparados, como comunidade acadêmica, para receber e acolher esses perfis. Com isso, crescemos como Universidade para a diversidade, para a interculturalidade”, destaca.

Sobre as atividades de acolhimento programadas, Diana lembra que, desde outubro, vêm sendo realizadas reuniões com a prefeitura e diversos órgãos com atuação em Foz do Iguaçu, como a Secretaria de Direitos Humanos e a de Assistência Social, Guarda Municipal, Polícia Federal, Fundação Nosso Lar e Itaipu. “O objetivo é construir uma rede de apoio aos estudantes ingressantes, cujo objetivo é garantir e qualificar a sua permanência na Universidade.”

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