Simulador do sistema anti-incêndio contribui para aprendizado na Manutenção

Simulador do sistema anti-incêndio contribui para aprendizado na Manutenção

08h12 - 25/06/2019

Rogério Barth (SMMG.DT) mostra o simulador. Fotos: Alexandre Marchetti.

Nem sempre é possível utilizar as unidades geradoras para fazer treinamentos da equipe de manutenção, simular falhas, testar possíveis melhorias e prever comportamentos nas máquinas. Portanto, essas tarefas podem ser realizadas com a utilização de simuladores, que devem ser o mais semelhante possível ao equipamento real. 

A Superintendência de Manutenção conta com vários simuladores diferentes, para diferentes sistemas. Um deles, porém, se mostra especial por reunir, em um único gabinete, instrumentos que, no momento de atuação, não podem ser verificados simultaneamente. É o simulador do Sistema de Detecção e Combate a Incêndio das Unidades Geradoras.

Gabinete reúne diversos instrumentos em um só lugar.

Um dos técnicos responsáveis pelo projeto, Rogério Barth, da Divisão de Manutenção de Equipamentos de Geração (SMMG.DT), explica que os componentes utilizados no simulador são idênticos àqueles encontrados em cada uma das 20 unidades geradoras da Itaipu. 

“Utilizamos os componentes reserva, semelhantes aos que são utilizados nas unidades geradoras, para montar este painel. A diferença é que, aqui, está tudo junto, em um lugar só, para facilitar a visualização e o treinamento da equipe”, diz Barth. 

À esquerda, um dos lados do simulador; à direita, os painéis que podem ser encontrados na Cota 108.

Em um dos lados do gabinete, são simulados os painéis e chaves localizados na sala de controle, na Cota 108. No outro, o estado das válvulas que ficam na elevação 115; além dos sensores e sirenes, que ficam no interior do gerador. Na atuação em tempo real, não é possível verificar todos simultaneamente – mas é essencial saber como funcionam de forma interligada.

Do outro lado do simulados ficam os acionadores manuais e chaves de bloqueio, semelhantes às encontradas do lado de fora do gerador. 

Proteção

A tecnologia de detecção e combate a incêndio nos geradores da Itaipu foi atualizada recentemente, obedecendo a normas internacionais (clique aqui para ler a matéria publicada no JIE em abril de 2013). Montado em 2014, o simulador vem sendo utilizado, desde então, no treinamento de toda a equipe.

As luzes no painel se acendem para mostrar o que está acontecendo a cada momento desde o acionamento do sistema. 

Atualmente, é oferecido treinamento com o simulador, em forma de reciclagem, uma vez por ano. “O simulador foi muito importante para conseguirmos trabalhar com esses equipamentos, conhecer, aprender”, lembra Barth. 

Como o sistema de detecção de incêndio é totalmente automatizado, a atuação dos técnicos da Manutenção é garantir a funcionalidade e a confiabilidade do sistema. Isso exige que eles conheçam a fundo todos os detalhes, para identificar possíveis alterações indesejadas em qualquer um dos componentes. 

O outro lado do simulador permite uma visualização mais fácil dos sensores, que ficam dentro dos geradores (acima, à direita).

Sistema automatizado

A detecção do fogo em uma unidade geradora é feita de duas formas: fumaça e temperatura. Se ambos sensores forem acionados, ele comanda a parada da unidade e faz soar três sirenes durante um minuto. Apesar do sistema permanecer bloqueado quando alguém está no interior da unidade geradora, no caso de um disparo acidental, é tempo suficiente para qualquer pessoa sair em segurança.

A válvula (à esquerda) libera o CO2 armazenado no tanque (à direita).

Em seguida, ao longo de três minutos, todo o espaço do gerador começa a ser preenchido com grande quantidade de gás carbônico (CO2), para abafar o fogo. Nos vinte minutos seguintes, o gás continua sendo aplicado, mas em menor quantidade, para evitar novos princípios de incêndio.

Cada unidade geradora tem suas próprias válvulas. A ampola com cheiro de menta fica posicionada na linha de descarga.

Uma pequena ampola com odor de menta, que se quebra com o disparo, deixa o gás carbônico, que é asfixiante, com um cheiro característico. Isso serve de alerta para o caso de alguém ainda estar na área do incêndio. 

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