Show musical e palestra sobre "segurança nas alturas" marcam abertura da Sipat

Show musical e palestra sobre "segurança nas alturas" marcam abertura da Sipat

16h04 - 12/08/2019

O solo da soprano Clarice Buarque de Macedo Lira (OPSH.DT) do Coral de Itaipu na composição Laudate Dominum, de Mozart, encantou o público que lotou o Cineteatro dos Barrageiros, na manhã desta segunda-feira (12), na abertura da Semana Interna de Prevenção de Acidentes (Sipat). A apresentação do Coral abriu a programação da Sipat que teve a palestra magna “Segurança acima de tudo”, do piloto e documentarista Lu Marini.

Coral de Itaipu e camerata encantaram o público na abertura da Sipat 2019. Fotos: Sara Cheida

“Esta é uma semana que dura o ano todo”, resumiu o diretor-geral brasileiro, general Joaquim Silva e Luna. “Concentramos nossa atenção, durante esta semana, para lembrar que devemos estar atentos com a prevenção de acidentes a todo tempo”. Segundo o DGB, a programação da Sipat ajuda as pessoas a refletirem sobre alguns hábitos e corrigirem certos vícios.

Para o DGB, preocupação com a ergonomia deve acontecer o ano todo.

Neste ano, o objetivo é aprofundar o debate e melhorar a compreensão sobre a ergonomia. O tema da Sipat 2019 é “Ergonomia: compreender para transformar". Promovida pela Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa), a Sipat acontece entre 12 e 16 de agosto, com palestras, oficinas e atividades esportivas em Foz do Iguaçu, Curitiba e Assunção.

Kozerski destacou a atualização tecnológica que deverá levar em consideração a ergonomia para a execução das atividades.

De acordo com o presidente da Cipa, Alexandre Kozerski, a preocupação com a ergonomia não se resume aos trabalhos com carga, mas é um tema mais amplo que precisa ser mais bem compreendido. “A atualização tecnológica, que vai demandar uma grande mudança na Itaipu, precisa levar em conta a ergonomia tanto no processo de mudança, quanto na forma como os empregados vão trabalhar após a atualização”, diz. 

Café da manhã e aniversariantes

Antes da abertura da Sipat, os colegas participaram de um café da manhã de boas-vindas. Os aniversariantes de julho e agosto tiveram um café especial junto com o diretor Silva e Luna. “Há várias formas de se refletir sobre o aniversário, uma delas é a noção de experiência acumulada”, disse o DGB. E concluiu: “é uma satisfação comemorar esta data junto com a família Itaipu”.

Aniversariantes de julho posaram para foto com o DGB.

Os colegas que completam anos em agosto também fizeram a tradicional foto.

Coral de Itaipu 

O Coral fez uma apresentação de cinco músicas junto com a camerata. Prestes a completar 23 anos, o grupo de músicos passou por uma recente reformulação levando em conta a formação musical na região e a participação de atividades em instituições filantrópicas. “Estamos fazendo uma pesquisa na música brasileira que vai do popular ao erudito”, explicou o maestro Gustavo Henrique Pinto.

Repertório de Coral da Itaipu vai do popular ao erudito.

No repertório, o grupo mesclou o erudito Kirie Eleison, de Capiba, com o pop Because, de John Lennon e Paul McCartney. Também apresentaram Gloria, de Carole Sthephens; Laudate Dominum, de Mozart; e Recuerdos de Ypacarai, de Demetrio Ortiz, que foi acompanhado pela dança do cântaro, tradição paraguaia.

A música Recuerdos de Ypacarai foi acompanhada pela dança com cântaro, executada pela colega Mirian Graciela Roman Paez (ENEE.DT).

"Segurança acima de tudo"

Em seus voos de paramotor, o empresário Lu Marini já reuniu uma grande experiência para saber como tomar todos os cuidados e evitar acidentes. Em sua carreira, foram 10 expedições, que renderam 10 séries de tevê, mais de 20 mil quilômetros rodados, 256 dias de voos, e 25 estados e 636 cidades visitadas. Para uma atividade tão perigosa, afirma o piloto, a segurança deve estar acima de tudo. 

Lu Marini explica que, no trabalho ou nos voos de paramator, é preciso sempre ter atenção para o imprevisível.

“Cada expedição tinha uma condição específica que gerava a necessidade de um planejamento para tudo dar certo”, afirma. Em um sobrevoo na praia, por exemplo, é preciso calcular o melhor local do pouso e se preocupar com a força do vento. Já no Pantanal, a preocupação era encontrar, no pouso, um animal como onça ou jacaré.

“Na Amazônia”, continua Lu Marini, “sobrevoei grandes áreas de florestas. Se acontecesse algo errado, teria que posar na copa das árvores e o resgate demoraria dias”. Sobre o Rio Tietê, as questões foram tráfego, a poluição e a comunicação com as torres de voo. No voo sobre o Rio Doce, ele destacou a tristeza com a tragédia que assolou aquela região em Minas Gerais após o rompimento de uma barragem de dejetos da mineração.

Encontro de pilotos: o superintendente de Serviços Gerais, Valtermir de Souza Pereira, o Billy - que já foi piloto de paramotor e hoje faz sobrevoos com seu paratrike - abraça o velho conhecido Lu Marini.

Para o piloto, cada voo gera um cuidado específico, assim como as nossas atividades no dia a dia de trabalho. “Devemos estar preparados para o imprevisível. Sempre ter um plano B caso algo saia do esperado”, concluiu.

A programação da Sipat chega até o dia 16. Confira a programação completa neste link.

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