Segurança Empresarial repassa materiais apreendidos à Polícia Ambiental

Segurança Empresarial repassa materiais apreendidos à Polícia Ambiental

09h21 - 13/06/2019

Equipe da Segurança Empresarial e integrantes da Polícia Ambiental durante o repasse de materiais. Fotos: Kiko Sierich/PTI

Os materiais apreendidos pelos agentes de segurança da Itaipu, durante o trabalho em parceria com a Polícia Ambiental e os agentes terceirizados da empresa Veper, foram repassados na tarde desta quarta-feira (12) para a Polícia Ambiental. O órgão dará a destinação adequada aos objetos, que incluem desde facas de serra e lanternas até arpões.

Grande parte do material era destinado à pesca. 

Boa parte do material foi apreendida durante a última Piracema, entre 1º de novembro de 2018 e 28 de fevereiro de 2019. Segundo o coronel Marco Antonio Cagnoni, gerente do Departamento de Operação de Segurança (SEO.AD), nesse período as infrações aumentam muito. “O trabalho conjunto da Itaipu com a Polícia Ambiental e demais instituições parceiras ajuda a coibir os crimes ambientais, principalmente na área do reservatório”, enfatizou. 

Cerca de 70 quilos de redes e 350 varas de pescar de bambu estavam entre os materiais apreendidos. 

O sargento Marcos Soares, da Polícia Ambiental, explicou que os materiais predatórios serão reciclados ou, em alguns casos, repassados a instituições. “Nesse caso específico, as 216 varas de pescar sintéticas, 148 molinetes e quatro carretilhas apreendidos serão repassados ao Instituto da Caridade Universal do Brasil, que poderá revendê-los em bazares para arrecadação de fundos”, disse. 

Caminhão levou os itens para reciclagem e doação. 

Foi necessário um caminhão para transportar a carga, que incluiu 350 varas de pescar de bambu, de tamanhos diversos, remos, coletes salva-vidas, mais de 140 facas e facões e 70 quilos de rede. Bombas de encher boias, estilingues e 43 quilos de linhas e molinetes rústicos também foram repassados. 

Trabalho foi parceria entre Itaipu e Polícia Ambiental. 

Os infratores que foram pegos com esse tipo de material foram autuados e podem receber penas de um a três anos de detenção, além do pagamento de fiança. Contudo, muitos fogem ao perceber a aproximação dos agentes. 

Varas sintéticas, facões, molinetes e outros materiais apreendidos. 

“No caso da Itaipu, que se trata de área de preservação ambiental, a pessoa flagrada praticando pesca ilegal é encaminhada para a Polícia Federal e pode responder por crime ambiental. Outro crime a que fica sujeito é o de invasão de propriedade, agravando a pena”, relembrou o sargento. 

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