PTI prepara nova versão de aplicativo para leitura dos instrumentos

PTI prepara nova versão de aplicativo para leitura dos instrumentos

10h00 - 05/07/2019

As muitas planilhas de papel utilizadas pela equipe de leituristas que faz a coleta dos dados da instrumentação da barragem da Itaipu Binacional aos poucos vêm sendo substituídas. O processo foi modernizado graças a um aplicativo desenvolvido pelo Centro de Estudos Avançados em Segurança de Barragens (Ceasb) e pela área de TI do Parque Tecnológico Itaipu (PTI).

Desde outubro de 2017 o aplicativo Coletores é usado na usina. Uma segunda versão do sistema está sendo desenvolvida pelo Ceasb a partir de sugestões de melhorias feitas pelos integrantes da equipe de leituristas, a fim de deixá-lo mais adequados às necessidades do trabalho diário.

A ampla instrumentação – são mais de 2.500 instrumentos – é um dos fatores que atestam a barragem de Itaipu como uma das mais seguras do mundo. Nessa medição, eles coletam dados de variados tipos de grandeza, como temperatura, vazão, pressão e deslocamentos. Esses dados servem para comprovar que o comportamento da estrutura é conforme previsto em projeto.  

Todo o processo de leitura dos instrumentos era feito de forma manual – os técnicos iam a campo com planilhas de papel, anotavam os dados e, quando voltavam para o escritório, lançavam os dados no sistema de análise dos dados. Agora, com o uso dos tablets, os leituristas inserem as informações no aplicativo e quando voltam para suas salas apenas sincronizam os dados com o sistema.

De acordo com o analista do Ceasb, Rodrigo de Lima Rodrigues, o Coletores traz ainda o valor da última leitura do instrumento e utiliza os dados registrados nos últimos seis meses para verificar se as informações estão condizentes com o período.

"Aumenta a eficiência, informatiza o processo de leitura, reduz o trabalho manual dos leituristas e elimina a utilização de papéis em campo”, comenta, sobre os objetivos do uso do aplicativo.

Como muitos instrumentos ficam em áreas onde não há conexão de internet, o aplicativo funciona no modo offline. O coordenador da equipe de coleta de dados da Itaipu, Diego Liska (SOOC.DT) explica que outro ganho para a hidrelétrica com o uso do sistema é a redução da possibilidade de equívocos. “Eu vou a campo, digito o dado diretamente no aplicativo e quando chego na minha sala ele conversa com o meu sistema e insere esses dados para mim. Basta que eu confira. Eu tenho um passo a menor no processo e isso diminui também a possibilidade de erro”.

Assim que o aplicativo do Ceasb ficou pronto, Diego conta que foi feito um processo de testes em que foram sugeridas algumas melhorias, mas foi a partir do uso da equipe de 15 leituristas que foram identificadas mais alterações para que o sistema fosse bem adequado às necessidades do trabalho. Uma entrega parcial da segunda versão deve ser feita ainda neste mês e a finalização está prevista para outubro deste ano.

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