Maio Amarelo: trânsito seguro para todos é tema de palestras

Maio Amarelo: trânsito seguro para todos é tema de palestras

15h20 - 29/05/2019


Colega falou sobre segurança de motociclistas, um dos públicos que corre mais perigo no trânsito. Fotos: Kiko Sierich/PTI.

Certamente, teve gente que achou estranho: por que chamar um piloto de motovelocidade para fazer uma palestra sobre segurança no trânsito? Pois o colega Márcio Bortolini, que é também instrutor de pilotagem, não só deu dicas valiosas para os motociclistas, como chamou atenção para alguns pontos importantes para todos os envolvidos no trânsito – motoristas e pedestres. 

Foi uma manhã de aprendizado e troca de ideias para os cerca de 40 participantes do ciclo de palestras do Maio Amarelo, evento organizado pela Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa) na manhã desta quarta-feira (29), no Auditório Integração. Num clima de bate-papo, todos puderam esclarecer dúvidas sobre diversos temas relacionados ao trânsito seguro. 

Márcio faz parte da comissão de segurança do campeonato de motovelocidade.

“Uma coisa muito importante no trânsito, seja com motocicleta ou automóvel, é conhecer seus limites”, comentou Bortolini. “Eu sei que, se estiver em uma moto, posso cair na tentação e acelerar, o que é um risco. Então, comprei uma Scooter, que tem menos potência, para usar no dia a dia”, exemplificou.

E, por falar em investir, ele reforçou a importância de usar bons capacetes e jaquetas que minimizam impactos. “O motociclista também deve aprender a cair”, enfatizou. “É melhor se encolher do que estender os braços, que é a primeira reação que temos quando vemos que vamos cair. Encolhidos, corremos menos risco de quebrar algum membro”.

Outro problema que ele apontou foi a questão da frenagem. Segundo ele, frear corretamente uma moto é difícil e poucos estão preparados adequadamente. “Aproveito para convidar os colegas motociclistas a irem ao Kartódromo de Foz nesse domingo, às 9h – se não estiver chovendo –, para praticar a forma certa de frear as motos”, chamou Bortolini. 

Fator humano

Cerca de 40 pessoas assistiram às palestras. 

A agente Luíza Lux, da Polícia Rodoviária Federal (PRF), falou sobre alguns dos fatores responsáveis por acidentes: uso de álcool, excesso de velocidade e falta de uso dos equipamentos de segurança (cinto, capacete e cadeirinha). Juntos, esses quesitos são responsáveis por mais de 90% das mortes no trânsito brasileiro. 

Utilizando um etilômetro (o famoso “bafômetro”), Luíza mostrou aos participantes como até mesmo a ingestão de um bombom de licor pode levar a um resultado acima do limite aceitável e, consequentemente, a uma infração gravíssima. “Não adianta pensar que dá para beber uma cerveja ou uma taça de vinho”, disse ela. “A absorção depende de cada metabolismo, então, para algumas pessoas, mesmo pouco álcool já pode resultar em alteração.” 

Enxaguantes bucais também podem aumentar o nível de álcool e causar resultados altos no bafômetro.

Os colegas aproveitaram o momento também para tirar dúvidas. Por exemplo: crianças só podem andar no banco traseiro; então, como proceder em caminhonetes? “Nesse caso, é permitido às crianças irem no banco da frente, desde que estejam na cadeirinha”, explicou Luíza. Caso sejam transportadas quatro crianças com menos de dez anos em um automóvel, não coloque todas atrás: a que tiver maior estatura deve ir no banco da frente. 

O que não poderia deixar de ser lembrado, numa cidade de fronteira como Foz do Iguaçu, é a questão dos motoristas estrangeiros, tidos por muitos como “barbeiros”, por atrapalhar o trânsito. Mas, você sabia que na Argentina a faixa da direita é para veículos rápidos? Eles só estão seguindo a norma que conhecem. Uma boa dose de empatia também ajuda a criarmos um trânsito mais seguro. 

Vacinados

A terceira palestra do dia foi ministrada pelo colega Heriberto Velázquez, da Divisão de Engenharia e Segurança do Trabalho (RHSS.AE), e abordou justamente a questão dos valores no trânsito. “Depois que aprendemos a dirigir, deixamos de prestar atenção no que está ao nosso redor e já não respeitamos mais os pedestres como deveríamos”, comentou Velázquez. 

Heriberto Velázquez enfatizou a importância de respeitar o pedestre.

Para ele, o que precisamos para ter um trânsito melhor é de uma “vacina de valores”: amor, respeito, responsabilidade, empatia, tolerância, paciência, solidariedade e humildade. “Vamos priorizar o ser humano, o pedestre, a pessoa no outro carro. Todos temos direito a transitar, e temos o dever de respeitar uns aos outros”, finalizou. 

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