Laboratório Vivo de Cidades Inteligentes começa a operar no PTI

Laboratório Vivo de Cidades Inteligentes começa a operar no PTI

08h19 - 17/12/2018

Em um mesmo local, gestores municipais e profissionais podem conhecer uma série de sistemas capazes de tornar as cidades inteligentes, em setores como a iluminação pública, a mobilidade urbana e a adaptação de espaços às condições ambientais e climáticas. Todas essas tecnologias estão reunidas no Centro de Controle e Operações (CCO) do Laboratório Vivo de Cidades Inteligentes, instalado no Parque Tecnológico Itaipu (PTI), que entrou em funcionamento na quarta-feira (12).

O Laboratório foi criado em uma parceria entre o PTI e a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), para funcionar como uma vitrine de tecnologias e soluções para tornar as cidades inteligentes. Nessa quarta-feira, colaboradores do PTI e representantes da ABDI fizeram uma demonstração das usabilidades já disponíveis no espaço, também chamado de living lab.

O objetivo do PTI e da ABDI é, a partir do próximo ano, organizar caravanas de prefeitos para conhecer tecnologias e conferir a confiabilidade dos sistemas desenvolvidos para tornar as cidades inteligentes. Por isso, as instituições já estão em contato com a Confederação Nacional dos Municípios (CNM) e com a Frente Nacional de Prefeitos (FNP).

O novo Laboratório vai integrar uma série de soluções já desenvolvidas no PTI, como o sistema de compartilhamento de veículos elétricos e bicicletas, o monitoramento por drones, iluminação inteligente e sensores inteligentes ligados à IoT. A tecnologia nacional terá destaque. “A expectativa é que os prefeitos parem de comprar tecnologia fora e passem a promover a nossa própria tecnologia”, destaca o assessor especial da ABDI, Tiago Faierstein, que representou o presidente da Agência, Luiz Augusto de Souza Ferreira, na demonstração.

O diretor superintendente do PTI, Jorge Augusto Callado, ressalta que o objetivo é tornar as cidades não só inteligentes, mas também sustentáveis, e que as cidades inteligentes precisam de cidadãos inteligentes para usufruir das tecnologias. “O Laboratório Vivo de Cidades Inteligentes poderá ser aliado às inúmeras iniciativas de formação desenvolvidas no Parque”, disse.

Indústria

Segundo dados apresentados pela ABDI, 43% das empresas brasileiras desconhecem tecnologias da indústria 4.0, que usa conceitos como Internet das Coisas (IoT) e computação para a automação. Dentre os que conhecem, apenas 1,6% adota essas tecnologias. Um dos objetivos do novo Laboratório é difundir e fomentar a indústria 4.0 para mudar essa realidade.

Além do projeto do laboratório, a ABDI demonstrou interesse em aumentar a parceria com o Parque, ao perceber outras iniciativas desenvolvidas que têm aderência aos projetos da Agência. Duas das que foram destacas foram a tecnologia BIM (Building Information Modeling – Modelagem da Informação de Construção) e a planta de geração de biogás, combustível produzido a partir de materiais orgânicos.

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