Governo e empresas colaboram para aumentar a segurança cibernética no Brasil

Governo e empresas colaboram para aumentar a segurança cibernética no Brasil

18h20 - 05/07/2019

O Exercício Guardião Cibernético 2.0 (EGC 2.0) proporcionou um aprendizado recíproco entre o Comando de Defesa Cibernética (ComDCiber) e as diversas empresas participantes do treinamento, que aconteceu de terça (2) a quinta-feira (4), em Brasília (DF). A Itaipu foi uma das entidades convidadas que, por um lado, puderam testar a análise, reação, sugestão de medidas preventivas e a indicação dos possíveis efeitos de ataques virtuais simulados. Por outro, o governo federal obteve subsídios para melhorar o preparo às ameaças cibernéticas de setores críticos à segurança nacional. 

Equipe da Itaipu no auditório do Estado-Maior do Exército, onde aconteceram as apresentações dos ensinamentos do EGC 2.0. Foto: arquivo Henrique Ribeiro.

O EGC 2.0 foi conduzido pelo ComDCiber, do Ministério da Defesa, e aconteceu no Forte Marechal Rondon e na sede do Estado-Maior do Exército, com a atuação colaborativa entre Forças Armadas, órgãos parceiros e representantes dos setores elétrico, financeiro, nuclear e de telecomunicações. Foi a segunda edição do exercício – a primeira com a participação do setor elétrico. Além da Itaipu, Furnas, Operador Nacional do Sistema (ONS) e Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista (ISA/CTEEP) também compareceram. 

Na avaliação do chefe da Assessoria de Informações (IN.GB), Francisco Ronald Fernandes, a presença da binacional foi de suma importância, considerando que o cenário mundial “conduz a uma elevada necessidade de proteção no campo cibernético”. Nesse sentido, a Itaipu buscou ampliar o seu preparo para mitigar vulnerabilidades neste campo. “O treinamento nos ajuda a encarar os verdadeiros desafios, evitando erros e poupando significativos recursos da empresa”, afirmou.

Gabiente de Crise da Itaipu durante os ataques simulados no EGC 2.0. Foto: Exército Brasileiro.

A equipe da Itaipu também foi composta por David Rodrigues Krug, assistente da Diretoria Técnica Executiva (AS.TE); Douglas Teixeira Barreto e Henrique Gomes Ribeiro, da Divisão de Operação da Usina e Subestações (OPUO.DT); Filipe Muggiati e Paulo Neis, do Grupo de Suporte de Sistemas (GSS) da Superintendência de Operação (OP.DT); e Flávio Miranda, gerente da Divisão de Imprensa (CSIM.GB). O planejamento da Itaipu no exercício foi feito por Rui Jovita da Silva, superintendente de Operação (OP.DT). 

Dinâmica do exercício

Representantes de empresas de tecnologia da informação, parlamentares e militares do Brasil e do exterior também acompanharam o exercício. Os participantes de cada empresa foram divididos em quatro atividades básicas: Gabinete de Crise, Direção do Exercício (Direx), Simulador de Operações Cibernéticas (Simoc) e Grupo de Estudos. No total, sete casos de ataques cibernéticos, em diferentes níveis críticos, foram analisados durante os dois primeiros dias. Para o setor elétrico, a maior parte dos incidentes simulou o comprometimento dos sistemas de operação, alguns com reflexos na produção de energia.

Fábio Cortes, do ONS, apresenta a conclusão das simulações feitas no setor elétrico. Foto: Flávio Miranda.

No terceiro e último dia foi feita uma avaliação geral do evento e a apresentação dos ensinamentos obtidos por cada setor.

“Testamos e permitimos a interação entre nossas infraestruturas críticas para melhorar o nível de proteção cibernética”, destacou o Comandante de Defesa Cibernética do Brasil, general Guido Amin Naves. “Esse exercício aumentou o nível de resiliência da sociedade brasileira, de suas empresas e instituições e, em última análise, do Estado brasileiro com relação à ameaça cibernética, que é atual”, firmou o general. “Isso é importante para nos conduzir de maneira mais segura nesse ambiente altamente tecnológico de hoje em dia.”

O JIE publicou

Itaipu participa do Exercício Guardião Cibernético 2.0, em Brasília

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