Força conjunta faz apreensões de material de pesca durante a Piracema

Força conjunta faz apreensões de material de pesca durante a Piracema

15h13 - 13/03/2019

O trabalho dos agentes de segurança da Itaipu, em parceria com a Polícia Ambiental e os agentes terceirizados da empresa Veper, ajudaram a coibir a pesca ilegal no reservatório e no Rio Paraná durante a Piracema, entre 1º de novembro de 2018 e 28 de fevereiro de 2019. Durante o período, foram apreendidos vários materiais como varas, molinetes, linhadas, anzóis, redes de pesca, entre outros. 

As três instituições unidas combateram a pesca ilegal. Fotos: Nilton Rolin

De acordo com o gerente da Divisão de Segurança Externa (SEOE.AD), Francisco Correa Lugon, o monitoramento e o patrulhamento acontecem diariamente em parceria entre os três órgãos. “Esta sinergia é importante para logramos êxito no trabalho de fiscalização”, explica Correa. “O objetivo é garantir a preservação das espécies, principalmente, na época do Defeso”.

Segundo os coordenadores das equipes, o monitoramento e o patrulhamento são feitos o ano todo.

Os agentes de segurança do quadro são responsáveis pelo monitoramento do Canal da Piracema, do Rio Bela Vista até chegar ao Rio Paraná. Já os terceirizados zelam pelo Refúgio Biológico Bela Vista e, por sua vez, a Polícia Ambiental dá o suporte de polícia, fazendo a prisão, quando necessário.

Segundo o gerente da Divisão de Segurança da Central (SEOC.AD), Wilson José de Souza, na época da Piracema aumenta o índice das invasões, daí a intensificação da patrulha e monitoramento. Ele explica que os agentes fazem um cordão de isolamento para evitar que os pescadores cheguem até a barragem, próximo ao canal de desvio.

Na Piracema, a proibição atinge todas as espécies nativas do Paraná, como pintado, dourado, jaú, bagre e lambari. A multa para pesca no período é de cerca de R$ 700 por pescador e mais R$ 20 por quilo de peixe pescado, com apreensão do material usado. O transporte e a comercialização também são proibidos.

Material apreendido será destruído. 

“As pessoas chegam para pescar, mas acabam partindo para outros crimes, como o roubo de cobre”, explica. Segundo Wilson, além do crime ambiental, estas pessoas incorrem em outros atos como a invasão de propriedade. “Aumentaremos o controle com a construção de muros [entre o Canal da Piracema e a Vila C] e aumentando a identificação com placas de proibido o acesso”, conclui.

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