Enxugamento de escritório trará uma economia de R$ 7 milhões

Enxugamento de escritório trará uma economia de R$ 7 milhões

13h04 - 31/05/2019

Até 2024, ou seja, dentro de cinco anos, a usina de Itaipu deverá ter uma economia de aproximadamente R$ 7 milhões com o enxugamento do escritório de Curitiba e, por consequência, a transferência de quase 150 empregados da capital paranaense para Foz do Iguaçu.

Reunião da diretoria brasileira, nesta sexta-feira (31), discutiu o plano de migração dos empregados de Curitiba. Fotos: Kiko Sierich.

Os dados foram apresentados nesta sexta-feira (30) pela secretária executiva da Diretoria-Geral Brasileira, Rosimeri Fauth Ramadas Martins, aos diretores brasileiros da Itaipu, durante reunião de Diretoria. Rosimeri é a coordenadora do plano de migração, que prevê, entre outras medidas, o estudo de realocação de atividades da Responsabilidade Social, Mobilidade Elétrica e Energias Renováveis.

Itaipu manterá em Curitiba apenas uma unidade de representação, a exemplo de Brasília (DF). A medida de austeridade adotada pelo general Joaquim Silva e Luna dá um recado importante à sociedade, já que o comando da usina é em Foz do Iguaçu, onde os próprios diretores estão lotados. Silva e Luna é o primeiro diretor-geral brasileiro no cargo a fixar residência na cidade. 

Rosimeri Fauth Ramadas Martins detalhou o projeto e a economia que a empresa terá com a migração.

Otimização de estruturas

Mesmo com o impacto inicial de 13% na folha para os empregados transferidos a Foz, previstos como adicional de fronteira, no primeiro ano da transferência, a economia já será de R$ 500 mil. No segundo ano, em 2021, o saldo acumulado será de R$ 2,5 milhões. Em 2022, esse valor sobe para R$ 4,2 milhões; em 2023, salta para R$ 5,7 milhões; e, em 2024; R$ 7 milhões.

De acordo com o plano, as atividades de sombreamento e duplicidade serão revistas, para otimizar estruturas e processos e equipes. Os empregados atualmente lotados em Curitiba e suas respectivas funções deverão ser realocados em Foz do Iguaçu, preferencialmente pela diretoria de origem.

Plano de migração começa em julho e deverá ser concluído até janeiro de 2020.

Premissas

De acordo com a Resolução da Diretoria Executiva, a transferência de pessoal entre áreas, quando necessária, será facilitada, em proveito do interesse empresarial e profissional, considerando-se a formação e as competências dos empregados.

O apoio para as transferências será dado pela Superintendência de Serviços Gerais (SG.AD), que buscará instalações, mesmo que provisórias, a cada empregado ou equipe, à medida que forem transferidos para os escritórios de Foz do Iguaçu. Os casos excepcionais que envolvam o Programa Permanente de Desligamento Voluntário (PPDV) serão analisados individualmente pelo Grupo de Trabalho responsável pelo processo de migração.

A transferência de pessoal entre áreas será facilitada, em proveito do interesse empresarial e profissional.

Até janeiro

A migração começa em julho e será concluída em 31 de janeiro de 2020. Ela poderá ser gradual, atendendo às necessidades dos empregados, mas sempre condicionada à preservação dos processos e atividades, atendendo o interesse empresarial.

O Grupo de Trabalho é formado por Rosimeri, Bruno Genovezzi Motizuki (AS.GB), Daniel Ribeiro (PE.GB), Zaqueu Cabral Pereira (SITT.GG), Ivone Nagamatsu (RHGR.AD), Anderson Sacomori (RHG.AD), Henrique Vital (SGI.AD) e José Ricardo Áureo Ferreira (AS.CD).

Planilha de intenção

Até o dia 5, as diretorias deverão apresentar uma planilha de intenção com data sugerida pelo próprio empregado para dimensionar instalações, avaliar necessidades de reforma e definir o cronograma para composição do plano de migração. A ideia é promover a conversa individual entre o gerente e o empregado.

O processo de migração será sempre por meio do diálogo, em busca de tudo o que facilite a mudança, embora o contrato CLT entre Itaipu e os empregados já preveja que cada um pode ser remanejado de acordo com a necessidade empresarial. Mesmo assim, foi fixado um prazo maior para minorar as dificuldades que alguns podem enfrentar mais que outros.

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