Encontro de gerações: filhos continuam legado dos pais na SITT.GG

Encontro de gerações: filhos continuam legado dos pais na SITT.GG

10h36 - 11/09/2019

A equipe da Divisão de Teleprocessamento (SITT.GG) fez, na semana passada, um churrasco de boas-vindas ao colega Felipe Goldoni, que foi transferido para a área em julho deste ano. A chegada de Felipe marcou um encontro de gerações. Ele e o analista Otávio Colaco, que está na Itaipu desde 2017, continuam na SITT.GG a história iniciada por seus pais há mais de três décadas.

Encontro de gerações na SITT.GG. Felipe e Otávio assumiram as funções de Dorival e Osni. Fotos: Sara Cheida

Felipe, 33 anos, é filho de Dorival Goldoni, 59, conhecido como “Gordo” naquela Divisão bastante afeita por apelidos. Dorival trabalhou no Teleprocessamento de 1987 a 2016, quando conseguiu a merecida aposentadoria. Já Otávio, 31, se inspirou no pai Osni Colaço, 63, o "Camarão", para encontrar sua carreira profissional. Osni fez parte do quadro de Itaipu entre 1996 e 2011, mas, como terceirizado, trabalhou na empresa desde 1987 (na sua aposentadoria, aliás, o JIE fez uma matéria explicando de onde surgiu o apelido Camarão).

A cantral telefônica foi montada pela velha guarda e, agora, está sendo desinstalada.

Os quatro se reencontraram na sexta-feira (6) para contar suas histórias. Eles foram à antiga central telefônica e mostraram o funcionamento de uma torre de telefonia. As décadas que os separam refletem também a mudança de tecnologia na Itaipu. “Estamos desinstalando a central telefônica instalada por eles”, contou Felipe que, por ser novo na área, ainda não tem apelido. Atualmente, a antiga linha analógica foi substituída pela tecnologia IP, que faz o tráfego de dados (voz, vídeo) pela rede.

O cabeamento das redes internas da Itaipu é concentrado na SITT.GG.

Sob a torre de telefonia, que fica anexa ao prédio da SITT.GG, o quarteto também sentiu o peso do tempo. A torre foi cabeada na época de Osni e Dorival e, hoje, é mantida pela geração de Otávio e Felipe. “Tinha época que a gente ficava o dia todo aí em cima”, lembra Osni, apontando para o alto. “A gente tinha uma técnica para subir na torre e outra para descer”, complementa Dorival.

A torre foi toda cabeada pelos pais e, agora, é mantida pelos filhos.

Osni se recorda de quando, num dia de vento forte, subiu em uma torre em Guaíra para trocar uma lâmpada de sinalização: “eu estava lá no alto e tinha um menino embaixo gritando ‘ô, tio, você vai cair daí, hein?’ Eu peguei a lâmpada na mão, olhei para meu colega que estava junto, e sugeri ‘será que jogo?’”, conta ele, rindo. No final, eles apenas ignoraram o menino e terminaram o trabalho.

Nova geração

Recém-chegado ao time, Felipe passou para a SITT.GG em julho deste ano, por movimentação interna, após seis anos lotado na Divisão de Transportes (SGST.AD). Formado em Técnico em Eletrotécnica e em Gerenciamento de Redes, ele já tinha feito estágio, em 2007, na Divisão de Telecomunicações, que na época pertencia aos Serviços Gerais com a sigla SGIT.AD. “Trabalhei mais ao lado do Osni do que do meu pai”, conta. Para ele, passar para área é gratificante, tanto devido à sua formação quanto por seguir os passos do pai.

Osni, Felipe, Dorival e Otávio. As duas famílias se conhecem há décadas.

Otávio, chamado de "Toddynho" pelos colegas da área, também foi estagiário na Itaipu e, assim como o pai, trabalhou nove anos como terceirizado até entrar na empresa, em março de 2017. “Quem mora em Foz tem esta relação muito forte com Itaipu, ainda mais nós dois, que tínhamos nossos pais trabalhando aqui. Quando fiz estágio e depois, como terceirizado, sabia que aqui era a melhor empresa; eu tinha que passar no processo seletivo. Tentei duas vezes e passei na segunda”, diz Otávio.

Para os pais, ver os filhos manterem seus legados é motivo de orgulho.

A convivência de longa data entre os pais fez com que as famílias se aproximassem. “Nossas mulheres fazem aniversário no mesmo dia”, comenta Osni. Os filhos tiveram uma infância de Clube Floresta e na Assemib, sempre com a influência da Itaipu. E esta relação continua até hoje, com a criação da próxima geração: as filhas do Otávio – Maria Alice, 3 anos, e Maria Júlia, 10 meses – e do Felipe, a Giovanna, de 1 ano e seis meses.

Já os avôs, que hoje curtem a aposentadoria e as netas, têm o senso de dever cumprido na Itaipu. “Nós temos orgulho de ter trabalhado nesta empresa, então, ver nossos filhos assumindo as nossas funções e dando continuidade ao nosso trabalho é motivo de orgulho dobrado”, reflete Dorival. “Além da árvore que aqui plantamos, nós também plantamos nossos filhos.”

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