DGB convoca equipe de Curitiba a ser protagonista das mudanças

DGB convoca equipe de Curitiba a ser protagonista das mudanças

10h47 - 27/05/2019


Silva e Luna reforçou com os empregados que“somos agentes públicos, ou seja, gestores de recursos públicos”. Fotos: Romeu de Bruns

"Comecemos juntos." Este foi mais que um chamado ou um mero convite; foi um pedido de reflexão do diretor-geral brasileiro de Itaipu, general Joaquim Silva e Luna, aos empregados lotados em Curitiba. Foi uma convocação para que, todos juntos, façam as mudanças necessárias para que Itaipu cumpra a sua missão ampliada, respeitando o espírito de equipe e combatendo o desperdício, com foco no legado para a sua região de influência e o Paraná.

O primeiro contato do diretor-geral brasileiro diretamente com o corpo funcional da capital foi nesta segunda-feira (27), logo depois do anúncio do processo de migração para Foz do Iguaçu, há pouco mais de dez dias. Também participaram do encontro os diretores Mauro Corbelini (técnico), João Pereira dos Santos (administrativo), Cezar Ziliotto (jurídico) e Anatalício Risden Júnior (financeiro), mostrando espírito de coesão para um mesmo propósito: unificar a empresa.  O público ouviu atentamente as palavras do diretor.

Migração


Migração começa em julho e segue até janeiro do ano que vem.

Um Grupo de Trabalho, coordenado pela secretária executiva da Diretoria-Geral Brasileira, Rosimeri Fauth Ramadas Martins, está cuidando de todos os detalhes do processo de migração para Foz do Iguaçu. Os quase 150 empregados e empregadas do Edifício Parigot de Souza serão transferidos, a partir de julho e até o começo do ano que vem, para a cidade que agora é de fato o centro de comando da usina e onde os próprios diretores estão lotados.

A ideia da palestra foi convocar todos para serem partícipes da nova diretriz da empresa. A mudança de lotação e o enxugamento do Escritório de Curitiba fazem parte da política de austeridade adotada pelo diretor-geral brasileiro desde que assumiu, em 26 de fevereiro, em consonância com as diretrizes do governo federal de combate ao desperdício e respeito ao dinheiro público.

Com todos na frente de combate de Itaipu, que é a usina onde se gera energia, o general afirmou que as despesas serão reduzidas e a governança e o espírito de equipe automaticamente prevalecerão.

Agentes públicos

Entre outras medidas de austeridade adotadas dentro do contexto da nova política de Itaipu, Silva e Luna lembrou a redução do escopo de alguns convênios e patrocínios e o encerramento de outros que não tinham aderência à missão da empresa. Todos os gastos e custos estão sendo analisados criteriosamente, e isso inclui a redução da estrutura do Escritório de Itaipu.

Segundo o diretor-geral brasileiro, é preciso não perder de vista que “somos agentes públicos, ou seja, gestores de recursos públicos”. E, por isso mesmo, “nossas ações estão sendo avaliadas por quem paga impostos e, no nosso caso, também paga pela energia elétrica que produzimos”.

Centralização


Migração dos empregados vai otimizar o trabalho em benefício dos objetivos estratégicos de Itaipu.

Com a centralização em Foz do Iguaçu, onde agora está o centro de decisão de Itaipu, será possível resolver o problema das estruturas replicadas, chamadas de sombreamento, existentes em Foz e em Curitiba. A reestruturação, minuciosamente estudada para otimizar os serviços, terá efeito direto na administração da empresa e no melhor aproveitamento de pessoal, o que será bom para todos.

A economia com a transferência terá impacto inicial na folha, mas esse custo deverá ser absorvido a curto prazo, com economia de recursos. Os cálculos foram feitos e estão sendo revisados, para serem divulgados em breve.

Benefícios e auxílio na migração


Diretores e empregados participaram da palestra.

Como empregados enquadrados no regime CLT, os trabalhadores de Itaipu têm inúmeras vantagens em relação ao mercado de trabalho, de benefícios à remuneração. Para a migração a Foz do Iguaçu, cada empregado receberá auxílio para a mudança e terá sua individualidade respeitada dentro do prazo estipulado para a transferência.

Silva e Luna convocou os empregados lotados em Curitiba a começarem juntos essa mudança de paradigma da empresa. “Não deixemos para nos juntar no final. Ao longo da viagem vamos melhorando o caminho com as sugestões dos caminhantes”, conclamou. Disse, ainda, que é preciso deixar de lado o individualismo, para encontrar a felicidade. “Procurando a felicidade dos outros, encontrará a sua”, afirmou.

Pelo Paraná


Após o evento, DGB participou do café em homenagem aos 45 anos de Itaipu, completos no último dia 17, e aos aniversariantes de abril e maio.

O general lembrou que, mesmo com mudanças no foco de atuação, Itaipu continuará trabalhando em favor da região onde está inserida, lembrando, por exemplo, a construção da segunda ponte entre o Brasil e o Paraguai e o investimento na ampliação do Hospital Ministro Costa Cavalcanti (HMCC), além de várias outras ações, que incluem a conclusão do mercado municipal e o apoio à implantação do Centro Integrado de Segurança da Fronteira, recém-anunciada.

Internamente, o trabalho mais importante que está sendo iniciado é a atualização tecnológica da usina, para que Itaipu continue a ser a maior geradora de energia do mundo nos próximos anos.

Sincronia

Silva e Luna explicou aos empregados que toda a equipe de Itaipu precisa ter um alinhamento de percepção numa mesma direção. “Essa engrenagem tem que trabalhar sincronizada”, afirmou. O planejamento estratégico da empresa inclui uma série de responsabilidades, como o cumprimento da missão - a básica é aquela para qual a usina foi feita, produzir energia.

Para isso, há uma sintonia do Conselho de Administração, que aprova a estratégia da empresa, assim como da Diretoria Executiva, que propõe e executa ações com base no planejamento proposto e desenvolvido pela Diretoria Geral-Brasileira.

O diretor-geral brasileiro lembrou, ainda, que o planejamento é a alma da organização. “Uma instituição que não tem um sonho pode até resolver problemas, mas não tem alma”. Segundo ele, “dizem que o segredo é a alma do negócio, mas não é: é a alma que é o segredo do negócio”. E é dentro desse contexto que se define o planejamento, completou.

Questões a considerar

De acordo com o general, para executar essa missão, como ele define o planejamento estratégico, é preciso primeiramente considerar as pessoas. E é exatamente por isso que ele fez questão de conversar com os empregados que serão transferidos para explicar o conceito da proposta, que inclui a humanização de todo o processo.

A cadeia de valores de Itaipu, disse o DGB, inicialmente passa pelo ser humano, com o reconhecimento dos resultados do trabalho de cada empregado. Depois, pela integração binacional. O processo inclui ainda fatores como a proatividade e a inovação; a sustentabilidade empresarial; e o desenvolvimento sustentável regional. Tem ainda como fundamentos básicos a responsabilização de cada ato executado e a prestação de contas dentro da ética e da integridade.

Respeito


Café também foi um momento de confraternização e esclarecimento de dúvidas sobre a migração.

E o que é respeito ao ser humano? Silva e Luna definiu como “reconhecer e respeitar a dignidade, os direitos individuais, a cidadania e os aspectos que constituem a diversidade humana no que tange a gênero, religião, cultura, raça, etnia e capacidades diferentes, dentre outros aspectos”, políticas que a Itaipu Binacional segue rigorosamente.

Silva e Luna disse que no mundo nada é estável. “Tudo está sob tensão”, porque o mundo muda o tempo todo e a informação chega na velocidade da luz. “A mudança muitas vezes é necessária, sem ela não chegamos a lugar nenhum”, disse. “Para chegar ao ponto B é preciso saber o que fazemos no ponto A, ou seja, ter clareza da nossa missão”, completou. 

Versão para impressão