Corrente elétrica assume nova definição em maio

Corrente elétrica assume nova definição em maio

08h32 - 06/05/2019

Fonte: Revista Galileu

O ampere, uma das unidades de medida do Sistema Internacional (SI), vai passar por mudanças a partir de 20 de maio, Dia Mundial da Metrologia. Ele esteve sob o interesse de 60 países durante a 26ª Conferência Geral de Pesos e Medidas, em novembro do ano passado, quando uma votação unânime determinou redefinições das medidas do ampere (corrente elétrica), quilograma (massa), kelvin (temperatura) e mol (quantidade de substância).

As quatro medidas serão redefinidas com base em constantes da natureza, que são estáveis e imutáveis, a exemplo da velocidade da luz. O ampere é responsável pela medição da corrente elétrica, o que nos permite carregar dispositivos como smartphones ou laptops, por exemplo. Entenda o que muda:

Por que elas serão alteradas?
De acordo com o Laboratório Nacional de Física, no Reino Unido, a redefinição garante estabilidade ao Sistema Internacional, possibilitando medições precisas e avanços nas áreas da ciência e tecnologia, além de abrir oportunidades para o desenvolvimento de novas tecnologias.

Como ficará o ampere?
Atualmente, a definição formal do ampere diz que ele é a “corrente constante na qual, se mantida em dois condutores paralelos retos, de comprimento infinito, de seção circular desprezível, e colocados no vácuo a um metro de distância, produziria entre esses condutores uma força igual a 0,0000002 newtons por metro de comprimento”.

A curiosidade e o problema dessa explicação é que ela não tem como ser comprovada fisicamente. Com a mudança, o ampere será definido pela carga elementar elétrica, que pode ser testada por aparelhos como a bomba de transporte do elétron único, usada pelo Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia (NIST).

O que muda no cotidiano?
Na prática, nada. A mudança do ampere não afeta aparelhos eletrônicos, fiação ou mesmo choques elétricos, mas possibilita medições mais precisas. Os produtos continuarão do mesmo tamanho, mas serão definidos com maior grau de precisão. Isso beneficia a ciência e a indústria, contribuindo para fabricantes de baterias e para tecnologias como das máquinas de ressonância magnética e aceleradores de partícula utilizados pela CERN (Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear), que poderão fazer cálculos mais precisos.

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