AIE defende energia atômica na transição energética global

AIE defende energia atômica na transição energética global

08h23 - 28/05/2019

Fonte: EFE

A Agência Internacional de Energia (AIE) está preocupada com a queda da produção de energia a partir de fontes nucleares, que, na avaliação do órgão, deveria ter um papel-chave na transição para um sistema sem emissão de carbono.

Em relatório divulgado nesta segunda-feira, a AIE ressalta que, para cumprir as metas do Acordo de Paris e conter a mudança climática, a produção de energia que não gera dióxido de carbono (CO2), como as renováveis e a nuclear, teria que avançar em um ritmo três vezes mais rápido do que o atual.

Atualmente, 36% da eletricidade produzida do mundo é livre de carbono. A meta é chegar a 85% em 2040, mas, para isso, não faltam apenas investimentos maciços em tecnologia, mas também em eficiência energética. Por isso, a AIE recomenda que a capacidade das usinas atômicas sejam ampliadas em 80% no mundo todo.

A energia nuclear representa 10% de toda produção de eletricidade global, um índice que sobe para 18% nos países desenvolvidos. Por outro lado, a energia produzida com fontes que não emitem CO2 chegou a 36% do total em 2018, o mesmo percentual de 1998. Segundo o relatório, isso ocorreu porque a demanda cresceu junto com a oferta. 

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