Agentes de segurança fazem estágio de sobrevivência na selva

Agentes de segurança fazem estágio de sobrevivência na selva

10h16 - 10/01/2019

Os agentes de segurança da Itaipu já estão acostumados a se virar em ambientes inóspitos. Entre suas funções está o patrulhamento em áreas florestais como o Refúgio Biológico Bela Vista e o Parque da Piracema. Mas três colegas da SEOC.AD quiseram aperfeiçoar o conhecimento e fizeram um estágio de sobrevivência na selva. Em dezembro do ano passado, Jair Neid, Wilson Mendes e Paulo Nogueira passaram dois dias no meio do mato. E sobreviveram!

Os participantes do primeiro estágio de sobrevivência na selva, em Foz do Iguaçu. Treinamento deve retornar para a cidade este ano (fotos: arquivo pessoal de Jair Neid).

“Foi  bom relembrar muita coisa e aprender outros conceitos sobre sobrevivência na selva”, disse Jair Neid, que serviu no Exército entre 1992 e 1996, no 34º Batalhão de Infantaria Mecanizado, em Foz do Iguaçu. Na época, Neid era recruta ao lado do, agora sargento, Valmir Selva, instrutor do Centro de Instrução e Sobrevivência na Selva (Cisse), que organizou o curso. “Fazia 23 anos que eu não o via, foi emocionante reencontrá-lo”.

Entre as atividades, os participantes tiveram que fazer fogo com o que encontraram na selva.

O estágio aconteceu em uma área rural de Foz do Iguaçu, próximo ao Dreamland, na Avenida das Cataratas. Os participantes passaram dois dias e uma noite caminhando pela mata fechada e aprendendo vários conceitos de sobrevivência em condições extremas, entre eles, como encontrar água e comida, fazer fogo, armar uma barraca ou se proteger de predadores.

Andar na mata, de olhos vendados, obrigou os participantes a controlarem o emocional.

Em uma das atividades, os participantes caminharam em fila, com os olhos vendados. “Quando você está perdido na floresta, no escuro, escuta vários sons de animais e insetos, isso inunda sua imaginação sobre o que está em sua volta. Nós aprendemos a lidar com estes sons e com nosso emocional”, explicou Neid.

Atividades duraram dois dias e uma noite.

“O mais importante é o espírito de cooperativismo que a gente aprende. Sobre a importância de um ajudar o outro em uma situação extrema”, disse Neid sobre a experiência. “A gente entra como um grupo de estranhos e voltamos como um grupo de novos amigos”.

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