Ações intensificadas garantem a redução nos casos de dengue

Ações intensificadas garantem a redução nos casos de dengue

08h29 - 13/06/2019

Fonte: Prefeitura de Foz do Iguaçu

Com ações intensificadas envolvendo o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) e várias Secretarias Municipais, os casos de dengue em Foz do Iguaçu reduziram em mais de 50% nas últimas semanas. É o que aponta o Boletim da Dengue divulgado hoje (12) pela Vigilância Epidemiológica.

De acordo com o levantamento, na primeira semana do mês de maio foram confirmados 91 casos de dengue, sendo que nas semanas seguintes foram detectados, respectivamente, 62, 46, 19 e 9 casos da doença. 

A redução significativa envolve um conjunto de medidas tomadas pelo Poder Público voltadas à prevenção e à fiscalização de imóveis públicos e privados. Desde o início do ano, foram retirados mais de 2.700 toneladas de entulhos de imóveis públicos e privados que possuíam focos ou depósitos de criadouros do mosquito. 

A capacitação de servidores e a organização de protocolos para o combate ao mosquito Aedes aegypti também figuram dentre as principais ações desta tarefa conjunta. Desde maio, mais de 500 servidores da saúde, entre médicos, enfermeiros, auxiliares e agentes comunitários de saúde estão passando por capacitação sobre o manejo de usuários da rede pública nos casos de dengue.

“É uma força tarefa que envolve o Poder Público, a comunidade e todas as instituições. Vamos continuar em alerta e com as várias frentes de trabalho de conscientização”, expressou o Secretário Municipal da Saúde e vice-prefeito, Nilton Bobato. 

Com o declínio da doença, a procura pelas Unidades Básicas de Saúde e principalmente pelas UPAS deve diminuir. “Este será um reflexo da redução dos casos de dengue e vai melhorar o atendimento e desafogar o sistema”, complementou Bobato. 

Números 
De 31/08/2018 a 12/06/1019, Foz do Iguaçu apresentou 7.711 casos notificados de dengue, sendo 1.345 confirmados. Deste total, 72 pacientes foram classificados com dengue com sinais de alarme, sete com dengue grave e um óbito decorrente da doença. De acordo com o último boletim da Secretaria de Estado do Paraná, a cidade está em 51º lugar no ranking de incidência da dengue. 

“O processo de levantamento e confirmação da doença é muito dinâmico, então os dados podem sofrer mudança com o fechamento posterior dos diagnósticos. Em casos de epidemia, o diagnóstico é clínico e os pacientes com suspeita já são encaminhados para o tratamento da doença”, explicou a enfermeira da Vigilância Epidemiológica, Mara Cristina Ripoli Meira. 

A taxa de incidência de dengue no estado do Paraná é de 117,35 casos para 100 mil/habitantes (caracterizando situação de alerta para epidemia de dengue).  No município de Foz do Iguaçu a taxa de incidência de dengue é de 413,53 casos para cada 100 mil/habitantes. O Ministério da Saúde classifica como epidemia por dengue quando a incidência for igual ou superior a 300 casos para 100 mil/habitantes. 

Medidas
O trabalho para enfrentar a dengue em uma zona de endemia, com calor intenso e inserida geograficamente numa região de fronteira é um desafio constante. A redução dos números mostra também o tamanho do desafio e da produtividade. Desde maio, o serviço de “fumacê” não está sendo realizado em virtude da falta do produto a nível nacional. “Estamos há pouco mais de 30 dias sem o fumacê por conta da falta do inseticida. Se estivéssemos trabalhando com essa ferramenta, a redução da dengue poderia ser ainda maior”, explicou o Chefe do CCZ, o veterinário Carlos Santi. 

Dez equipes do CCZ trabalham diariamente na vistoria de imóveis com possíveis criadouros do mosquito e eliminá-los. As regiões com maior incidência da doença, como Três Lagoas, Cidade Nova e Vila C, também foram priorizadas nas ações de combate ao mosquito. 

Além do trabalho de rotina, as equipes de saúde, composta por agentes de endemias e comunitários de saúde realizam um trabalho chamado Busca Ativa, onde os profissionais são capacitados para identificar portadores sintomáticos da dengue e realizar os encaminhamentos necessários para as Unidades Básicas de Saúde, prevenindo complicações da doença. 

Plano de Gerenciamento
Outra importante ação desenvolvida foi à implantação do PGPCD (Plano de Gerenciamento de Prevenção e Combate à Dengue) nas empresas privadas. O plano criado por uma portaria da Secretaria Estadual da Saúde estipula cuidados e orientações para prevenir os criadouros em locais com bastante risco para o surgimento de focos da doença. “O plano fiscaliza e orienta os empresários para prevenir os focos, é um trabalho de fiscalização contínuo”, acrescentou o coordenador do programa de vetores do CCZ, Jean Rios. 

De acordo com ele, o alerta deve ser freqüente e os moradores precisam manter os cuidados para evitar a criação e a proliferação do mosquito. “A população deve continuar cuidando para evitar que o mosquito se prolifere, lembrando que o mosquito não morre no frio, apenas muda o comportamento, prolonga o ciclo, mas é preciso estar em alerta freqüente mesmo no inverno”, alertou Rios. 

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