16 Dias de Ativismo: colega lembra como nasceu a campanha

16 Dias de Ativismo: colega lembra como nasceu a campanha

10h27 - 27/11/2018

Representante da Diretoria Jurídica no Comitê de Equidade de Gênero da Itaipu, da margem esquerda, a colega Marcela Rodrigues Diaz Carrion (AS.JD) ajuda a esclarecer como nasceu a campanha 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres. Ela é autora do texto abaixo. Leia e reflita sobre a iniciativa, que tem o apoio da Itaipu Binacional.

Participe também da palestra com a promotora de Justiça do Estado de São Paulo, Gabriela Manssur, neste dia 28, às 8h30, no Auditório César Lattes.

Vocês já ouviram falar da campanha 16 dias de ativismo contra a violência de gênero?

Trata-se de uma campanha internacional, com origem em 1991, ano em que mulheres de diferentes países, reunidas no Centro de Liderança Global de Mulheres (CWGL), iniciaram a ação com o objetivo de promover o debate e denunciar as várias formas de violência contra as mulheres.

O dia 25 de novembro foi escolhido como o Dia Internacional de Combate à Violência contra a Mulher, marcando o início da campanha, que vai até o dia 10 de dezembro, Dia Internacional dos Direitos Humanos. A escolha da data (25/11) é uma homenagem às irmãs Minerva, Pátria e Maria Teresa, conhecida como “Las Mariposas”, assassinadas em 1960 por fazerem oposição ao ditador Rafael Trujilo, que governou a República Dominicana de 1930 a 1961, quando deposto.

No Brasil, a mobilização se inicia no dia de 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, no chamado 16+5 dias de ativismo.

A Campanha é promovida anualmente pela ONU e esse ano tem o tema “Pinte o Mundo de Laranja: #MeEscuteTambém”.

O objetivo é conscientizar sobre a importância e a necessidade de ouvir e acreditar nas vítimas de violência de gênero, colocando fim à cultura do silêncio que impede a quebra do ciclo de atos violentos e abusivos. “É necessário deixar de questionar a credibilidade da vítima. Em vez disso, deve-se concentrar na prestação de contas do agressor”, disse o representante da ONU Mulheres no Brasil, Nadine Gasman.

 O JIE publicou

16 Dias de Ativismo: campanha pede para ouvir e acreditar nas vítimas sobreviventes

Promotora de Justiça premiada vem à Itaipu para falar da cultura da paz

Foto de capa: PNUD.

Versão para impressão