RBV sedia workshop de ações contra a febre amarela

RBV sedia workshop de ações contra a febre amarela

08h26 - 22/02/2018

Mais de cem pessoas participaram do workshop.

O Grupo de Trabalho Itaipu Saúde foi o anfitrião de um workshop voltado a ações de prevenção da febre amarela, nesta quarta-feira (21). O evento, realizado no Refúgio Biológico Bela Vista, foi organizado pela 9ª Regional de Saúde da Secretaria de Estado da Saúde do Paraná e contou com mais de cem participantes de diversos órgãos públicos e instituições de diferentes cidades do Brasil, do Paraguai e da Argentina.

Nos últimos meses, o retorno da febre amarela se tornou um sério problema de saúde pública no Brasil. A doença é causada por um vírus transmitido pela picada de um mosquito fêmea infectado, o que faz com que se alastre muito rapidamente.

O objetivo do Workshop Febre Amarela – Ações de Saúde Única foi atualizar e aprimorar os conhecimentos dos técnicos locais que trabalham com saúde e estão inseridos em atividades pertinentes à vigilância de primatas não humanos – macacos, bugios e outros – e em vigilância de febre amarela.

Luiz Paulo Johansson representou o diretor financeiro executivo.

O coordenador do GT Itaipu Saúde, Luiz Paulo Johansson, representou o diretor financeiro executivo da Itaipu, Marcos Stamm, na abertura do evento. Ele enfatizou a importância de receber a discussão em um espaço como o Refúgio, de proteção aos animais. “O conceito de saúde única enfatiza a união indissociável entre a saúde animal, humana e ambiental. Tenho uma expectativa muito grande de que, nesse trabalho, haja a devida proteção tanto das pessoas quanto dos animais que fazem parte desse nosso patrimônio”, pontuou.

Durante o workshop, foram abordados temas bastante práticos quanto à prevenção da febre amarela, como a notificação de morte de primatas não humanos; coleta de amostras para diagnóstico; técnicas de diagnóstico recomendadas; rede de laboratórios de saúde pública; programas de vacinação humana; e a importância da vigilância como estratégia para evitar casos humanos da doença.

Temas abordados

O primeiro palestrante foi Daniel Garkauskas Ramos, da Unidade Técnica de Vigilância das Doenças de Transmissão Vetorial do Ministério da Saúde do Brasil, que falou sobre a situação epidemiológica da febre amarela no Brasil. Foram apresentados os dados mais recentes da doença – que ainda não chegou ao Paraná mas que, segundo o especialista, “está se alastrando com uma velocidade impressionante”.

Daniel Ramos, do Ministério da Saúde, trouxe dados atualizados sobre a situação da febre amarela no País. 

Em seguida, o médico Alceu Bisetto Jr., representante da Secretaria de Estado da Saúde, falou sobre manejo clínico da doença; João Luis Gallego, também da Secretaria, abordou a vacinação segura; Walfrido Svoboda, representante do GT Saúde, lembrou a importância da vigilância para a prevenção e controle da febre amarela e outras arboviroses; por fim, Ricardo Matsuo detalhou a questão da vigilância de epizootias no Paraná.

Febre Amarela

A febre amarela é uma doença infecciosa febril aguda, causada por um vírus transmitido por mosquitos vetores, e possui dois ciclos de transmissão: silvestre (quando há transmissão em área rural ou de floresta) e urbano. O vírus é transmitido pela picada dos mosquitos transmissores infectados e não há transmissão direta de pessoa a pessoa.

O mosquito transmissor pica tanto humanos quanto macacos. Importante: os macacos não transmitem a doença e não devem ser maltratados ou caçados. Como eles ficam doentes e morrem muito mais rapidamente que os humanos, eles devem ser observados, pois são um alerta de que a doença está na região.

Caso você encontre um macaco no chão ou doente, entre em contato o quanto antes com a Secretaria de Estado da Saúde. Os telefones são 0800-643-8484, 0800-645-4900 ou (41) 9 9117-3500. E, é claro: vacine-se contra a febre amarela! A vacina é gratuita e está disponível em todos os postos de saúde.

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