Colegas da Manutenção recebem treinamento de primeiros socorros e combate a incêndio

Colegas da Manutenção recebem treinamento de primeiros socorros e combate a incêndio

10h14 - 22/02/2018

Descarga elétrica, queda de plataforma superior e parada respiratória. Não fosse a ação rápida do colega Danilo Nadal (SMME.DT), para prestar os primeiros socorros, a vítima poderia não ter sobrevivido. Na época, Rafael trabalhava em outra empresa do setor elétrico e o treinamento prévio para situações de emergência deu resultado.

O instrutor Marcelo Cezar Leichtweis (à esq.) orienta Marcelo Quevedo em exercício de massagem cardíaca.

“Fizemos massagem cardíaca e desobstrução das vias aéreas, até a chegada do socorro. Sem o treinamento, não saberia o que fazer. Por isso, é muito importante o profissional ter capacidade para agir em situações de emergência”, afirmou Danilo, no intervalo de um novo curso de Primeiros Socorros e Combate a Incêndio, desta vez na Itaipu Binacional.

A atividade, no sistema interníssimo (alunos e instrutores da empresa), tem como público-alvo todos os cerca de 260 empregados brasileiros da Superintendência de Manutenção (SM.DT), grupo que diariamente está exposto a situações de risco. A organização é da Divisão de Desenvolvimento de Recursos Humanos (RHDD.AD), com o apoio da Divisão de Segurança da Central (SEOC.AD) – Equipe de Bombeiros.

Curso teve aulas práticas e teóricas, incluindo uso de equipamentos para apagar incêndio.

Para dar conta de um grupo tão grande, os empregados foram divididos em 15 turmas, de 20 alunos cada, com 16 horas de carga horária total em dois dias. São 12 horas de primeiros socorros e oito de combate a incêndio, contemplando atividades práticas e teóricas (veja a programação). A primeira turma teve aulas na segunda (19) e terça-feira (20), na Central de Treinamento. O cronograma prevê aulas até o final de maio.

O superintendente de Manutenção, Cléber Pimenta, disse que a ideia do curso surgiu durante as discussões no Sistema de Gestão de Trabalho Seguro, programa desenvolvido pela área. Quem levantou a bola foi o gerente da Divisão de Manutenção de Equipamentos de Geração (SMMG.DT), Cristiano Brezolin, a partir da sugestão dos próprios colegas.

Cristiano Brezolin e o superintendente Cléber Pimenta. Atualização necessária para quem atua em área de risco.

A proposta então foi levada ao coordenador da Equipe dos Bombeiros de Itaipu, Ademar Luiz Lenzi, que imediatamente abraçou a ideia e colocou o setor à disposição. A coordenação do curso ficou por conta da colega Suzi Vieira dos Santos, com apoio pedagógico de Lair Margarida da Rosa – ambas da RHDD.AD.

Pimenta chama a atenção para o fato de que 80% do quadro da Manutenção têm menos que dez anos de empresa. Ou seja, poucos tiveram a oportunidade de participar dos treinamentos completos. Além disso, a reciclagem nesta área é importante porque os protocolos de atendimento (que são internacionais) são atualizados de tempo em tempo.

Para Edson Vidal, o primeiro socorro é fundamental para que as equipes de salvamento encontrem a vítima em condições adequadas.

“Como aluno, eu notei que houve evolução nas técnicas”, disse Cristiano, citando como exemplo procedimentos para desobstrução de vias aéreas (hoje a primeira ação é estabilizar o pescoço) e queimaduras. “Antes a gente hidratava muito, jogava água [na pessoa vítima de queimadura], e hoje não se faz mais isso: molha apenas um pouco, para esfriar o corpo da vítima sem baixar muito a temperatura.”

Edson Vidal (SEOC.AD), que esteve no curso representando o coordenador Lenzi, disse que o primeiro grande desafio ao treinar pessoas que não são da área de segurança é transmitir tranquilidade. “Você precisa ter tranquilidade para ver o que pode e o que não pode fazer. E você consegue isso através do conhecimento. Assim é possível dar o primeiro atendimento e nos entregar a vítima numa condição mais adequada. Isso é de extrema valia.”

Danilo Nadal já teve que usar treinamento para ajudar colega de outra empresa. Reciclagem ajuda a manter conhecimento.

E quando há dúvida sobre o que fazer? Então é melhor não tocar na vítima e chamar imediatamente os socorristas, especialmente se o caso envolver choque elétrico. “Mas se for uma queda simples, por exemplo, você pode fazer a abordagem inicial e em seguida chamar o socorro, passando todas as informações disponíveis. Desta forma, a gente poderá atender de forma mais adequada, com o equipamento correto.”

Alexandre Gonçalves Leite lembra que conhecimento é importante dentro e fora da empresa - afinal, risco está em toda parte.

Empregado de Itaipu há 16 anos, Alexandre Gonçalves Leite (SMIE.DT) destaca que treinamento e reciclagem são importes dentro e fora da empresa. “Tenho criança em casa e os acidentes não acontecem só no trabalho”, comentou. “Mas tem que se atualizar sempre. Até porque a gente não usa [esses conhecimentos] no dia a dia. Se não treinar, pode esquecer. Por isso o curso é muito importante.”

As áreas de Segurança do Trabalho e Educação Corporativa adiantam que a intenção é abrir novas turmas, num futuro próximo, contemplando empregados de outros setores da empresa que também atuam em áreas de risco.

Parte da equipe responsável pelo treinamento. Da esquerda para direita, Cristiano Brezolin (SMMG.DT), Zilmara Farias (RHDD.AD), Antonio Volmei dos Santos (SEO.AD), Suzi Vieira dos Santos (RHDD.AD), Cléber Pimenta (SM.DT), Lair Margarida da Rosa (RHDD.AD) e Edson Vidal (SEOC.AD).

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