Fronteira poderá ter Rede Trinacional para atendimento de Urgência e Emergência

Fronteira poderá ter Rede Trinacional para atendimento de Urgência e Emergência

16h15 - 21/02/2018

Representantes de diversas entidades participaram dos debates. 

Representantes dos governos municipais, estaduais e federais do Brasil, Paraguai e da Argentina debateram, na manhã dessa terça-feira (20), durante a 160ª reunião do GT Itaipu Saúde, no Cineteatro dos Barrageiros, o passo a passo para a criação de uma Rede Trinacional de Urgência e Emergência e Laboratórios de Fronteiras.

Segundo o coordenador suplente do GT Itaipu Saúde, Luiz Paulo Johansson, essas demandas foram apresentadas durante a 41ª reunião dos Ministros da Saúde do Mercosul, que reuniu os ministérios de Brasil, Paraguai, Argentina e Uruguai, além de observadores do Chile, em dezembro, em Foz do Iguaçu. “A Tríplice Fronteira é uma região única. O papel do GT-Saúde é colaborar na formulação de estratégias comuns para evitar e combater doenças, e para que haja atendimento de qualidade aos usuários do sistema de saúde”.

Urgência e Emergência

Maria Inês Gadelha, chefe de gabinete de Atenção e Saúde do Ministério da Saúde do Brasil, explicou que não existe um protocolo institucionalizado a ser seguido no setor de Urgência e Emergência. “Queremos que essa rede funcione de forma integrada nos três países”, explicou.

União de países e parceria entre instituições vai trazer benefícios diversos à saúde na região. 

Para o diretor de Saúde da 10ª Região Sanitária de Alto Paraná, no Paraguai, Gustavo Giubi, a institucionalização da Rede facilitará o trabalho dos profissionais e reduzirá o tempo de espera dos pacientes. “Com a rede, saberemos para onde encaminhar um paciente brasileiro que tenha sofrido um acidente no Paraguai, por exemplo. O que precisamos é organizar o sistema”, afirmou.

Laboratório

Em relação aos laboratórios, a proposta é permitir o transporte de material biológico entre os países, criando uma rede Trinacional. Assim, amostras de mosquitos Aedes aegypti coletadas em Ciudad del Este poderiam ser analisadas no Laboratório de Biologia Molecular do Centro de Medicina Tropical, em Foz do Iguaçu, contribuindo para o combate da dengue, zika e chikungunya na região. Amostras de outras doenças também poderiam ser encaminhadas para laboratórios de Puerto Iguazú.

Segundo André Abreu, coordenador de Laboratório do Ministério da Saúde do Brasil, todos têm a ganhar com a união. “Criando esse fluxo para dar mais agilidade no diagnóstico, poderemos evitar que uma doença se alastre, diminuir danos e evitar que mais pessoas adoeçam."

O JIE publicou

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