Museu Oscar Niemeyer recebe coleção de obras asiáticas

Museu Oscar Niemeyer recebe coleção de obras asiáticas

15h51 - 31/01/2018


Entrega do termo de doação do acervo de obras de arte asiática ao MON, no Palácio Iguaçu. Foto: Orlando Kissner.

O Museu Oscar Niemeyer (MON) recebeu nessa terça-feira (30), no Palácio Iguaçu, a doação de mais de 3 mil obras de arte asiática do colecionador Fausto Godoy, que assinou o termo de doação com a presença do governador Beto Richa, do secretário de Estado da Cultura, João Luiz Fiani, e da diretora-presidente do MON, Juliana Vosnika. Na cerimônia, o diretor-geral brasileiro da Itaipu, Luiz Fernando Leone Vianna, foi representado pelo assessor da Diretoria Geral Brasileira da Itaipu, Alexandre Teixeira.

A coleção conta com esculturas, mobiliários, cerâmica, porcelana e pinturas raras, reunidas ao longo de mais de 30 anos. São obras de forte conteúdo simbólico, que representam o cotidiano arcaico ou contemporâneo das civilizações asiáticas. China, Japão, Índia, Laos, Butão, Irã, Afeganistão e Vietnã são alguns dos países de origem das peças.

"Com esta doação, o nosso MON se torna o museu da América do Sul a ter no seu acervo o mais numeroso e variado conjunto de objetos da Ásia na atualidade”, disse Richa. “O gesto é fruto do reconhecimento do MON como uma instituição cultural bem-conceituada e capaz de abrigar e expor uma coleção desta importância, que agora será aberta a toda à população”, ressaltou o governador.

A primeira exposição da coleção será aberta em março, com apoio da Itaipu Binacional. “Para nós, da Itaipu, é um prazer contribuir com a exposição desse acervo espetacular”, afirma o assessor da Diretoria Geral Brasileira da Itaipu, Alexandre Teixeira. “Esta parceria com o MON também é uma oportunidade de contribuir para a cultura no Paraná”.

Fausto Godoy é diplomata e ocupou cargos oficiais nas embaixadas de Nova Délhi, Pequim, Tóquio e Islamabad, além de ter cumprido missões transitórias no Vietnã e em Taiwan. Todo esse percurso ajudou a construir esse acervo que resulta em cerca de 3 mil obras, de 11 países da Ásia.

Godoy destacou a importância de abrir a coleção para o público. “Eu acredito na descentralização da cultura brasileira, precisamos integrar o resto do Brasil nessa cadeia cultural e sair do eixo Rio-São Paulo. Além disso, o MON é um orgulho para nós todos”, afirmou. “Transfiro, já septuagenário, o esforço de uma vida para o Museu Oscar Niemeyer, e através dele, a todos que se disponham a perseguir esta trajetória”.

Com informações e foto da Agência Estadual de Notícias.

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