Especialistas debatem em Itaipu a relação entre setor elétrico e meio ambiente

Especialistas debatem em Itaipu a relação entre setor elétrico e meio ambiente

17h59 - 30/11/2017

Mesa de abertura do seminário promovido pelo Fmase, com apoio de Itaipu Binacional: diálogo possível.

Se a usina hidrelétrica de Itaipu é exemplo de como a geração de energia pode ser aliada do meio ambiente, ao promover um dos maiores e mais bem-sucedidos programas de reflorestamento da faixa de proteção do mundo, o projeto de Santa Isabel, no Rio Araguaia, entre Pará e Tocantins, mostra o contrário: a usina não saiu do papel por restrições ambientais e hoje a área, que deveria ter sido preservada, está degradada.

A observação foi feita nesta quinta-feira (30) pelo conselheiro de Itaipu e secretário executivo do Ministério de Minas e Energia (MME), Paulo Pedrosa, na abertura do seminário “O futuro da relação: meio ambiente e setor elétrico”. O evento, que ocorre até sexta-feira (1º), em Foz do Iguaçu (PR), é promovido pelo Fórum de Meio Ambiente do Setor Elétrico (Fmase), em parceria com a Itaipu, e reúne mais de 200 especialistas, representantes de comunidades indígenas e profissionais ligados à gestão ambiental e ao setor elétrico.

Luiz Fernando Leone Vianna disse que evento une dois orgulhos pessoais: Fórum do Meio Ambiente, do qual foi um dos fundadores, e Itaipu.

“Itaipu mostra que não há um conflito natural e necessário entre a produção de energia e o meio ambiente”, reforçou Pedrosa, que aponta Santa Isabel – projetada na década de 1990 – como uma espécie de “anti-Itaipu”. “Eu acho que nós temos que ter uma capacidade maior de comunicação, para mostrar à sociedade que, como no caso de Itaipu, a conciliação (entre meio ambiente e geração) é possível. Afinal, energia é muito importante para o desenvolvimento do Brasil.”

O diretor-geral brasileiro de Itaipu, Luiz Fernando Leone Vianna, destacou que, com maior diálogo e compreensão, é possível estabelecer novos padrões na relação entre o setor elétrico geração e o meio ambiente. Do contrário, o prejuízo para o País é certo. “Se tivéssemos harmonia, usinas como Santo Antônio, Jirau e Belo Monte não teriam sacrificado o seu reservatório, sacrificado a acumulação [de água], em prol do licenciamento”, exemplificou.