Pela vida: colegas de Itaipu debatem combate à violência contra as mulheres

Pela vida: colegas de Itaipu debatem combate à violência contra as mulheres

12h10 - 01/12/2017

Os programas de Equidade de Gênero das duas margens da Itaipu organizaram, na manhã desta quinta-feira (30), um diálogo com especialistas em relação ao combate à violência contra as mulheres. O evento no auditório da Cota 145, no Edifício da Produção, e com transmissão para Curitiba e Assunção, é a primeira de uma série de atividades que os programas vão realizar em relação à equidade de gênero para o público interno de Itaipu.

Diálogos reuniu participantes em Foz do Iguaçu, Curitiba e Assunção.

“Nossa principal linha de ação é promover sensibilização, capacitação e diálogos dentro da empresa”, afirma a coordenadora do Programa de Equidade de Gênero da margem esquerda, Lilian Paparella. “Quando o tema estiver fortalecido internamente, vamos trabalhar para que ele seja levado para fora”.

Objetivo do evento é trazer o debate para o público interno da empresa.

De acordo com ela, além de seguir a diretriz da diretoria, o enfoque no público interno responde às demandas de uma recente pesquisa binacional feita sobre o tema em toda a Itaipu. O formulário com 27 perguntas foi respondido por 669 empregados e empregadas brasileiros(as) e 579 paraguaios(as). “O mais importante é entendermos que o tema não é ‘coisa de menina’, mas é um assunto que deve ser debatido por homens e mulheres”, conclui.

Debate sobre equidade de gênero deve ser feito por homens e mulheres.

O evento acontece em pleno período de “16 Dias de Ativismo Pelo Fim da Violência contra as Mulheres”, que une as datas 25 de novembro, Dia Internacional da Não Violência contra a Mulher, a 10 de dezembro, Dia Internacional dos Direitos Humanos. Em 6 de dezembro é celebrado o Dia Nacional de Mobilização pelo Fim da Violência contra as Mulheres. Neste período, orienta-se utilizar a cor alaranjada em apoio à causa.

Números alarmantes

As apresentações das especialistas mostraram a realidade da violência contra mulheres brasileiras e paraguaias. No Brasil, uma a cada cinco mulheres é vítima de violência doméstica. No Paraguai, uma mulher é morta a cada 8 dias.

Segundo Adriana, não basta "pregar para convertidos".

Para reduzir estes números, é importante não apenas “pregar para convertidos”, mas ampliar o debate a toda sociedade, defende a gerente dos Princípios de Empoderamento das Mulheres na ONU Mulheres, Adriana Carvalho. Entre os mecanismos, ela citou iniciativas como o Movimento He For She e o Prêmio WEPs, que prestigia empresas que promovem o empoderamento das mulheres, entre elas, a Itaipu.

Carmen mostrou os números da violência contras as mulheres no Paraguai.

A representante da ONU Mulheres Paraguai, Carmen Echauri, trouxe dados sobre a situação da violência contra mulheres no país vizinho, onde uma mulher sofre violência sexual a cada 9 horas e 80% da violência contra elas acontece dentro de casa. Já a advogada e consultora da ONU Mulheres Paraguai, Marcella Zub, falou sobre a evolução das leis no Paraguai. Até pouco tempo, o governo considerava a violência doméstica assunto de interesse privado, mas, em 2016, foi criada uma lei para punir este tipo de abuso.

Segundo Marcella, no passado a violência doméstica era tratada como assunto particular.

Finalmente, a advogada Gabriela Mansur, promotora de Justiça do Estado de São Paulo, explicou como funciona a Lei Maria da Penha, e como incentivar as mulheres a denunciar abusos. “Se nós sofremos em nossos lares, onde deveríamos estar seguras, imagine o impacto disso em nosso dia a dia, no trabalho...”, diz. 

A advogada Gabriela explicou como funciona a Lei Maria da Penha.

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