Especialista apresenta soluções para evitar atropelamentos de animais na usina

Especialista apresenta soluções para evitar atropelamentos de animais na usina

09h45 - 29/11/2017


Fernanda Delborgo Abra esteve na usina para conhecer o sistema viário e propor soluções para se evitar o atropelamento da fauna.

A Divisão de Áreas Protegidas (MARP.CD) está em busca de soluções para que o número de atropelamentos de animais nas vias internas da usina seja reduzido a zero. Na sexta-feira (24), a área recebeu a especialista em Ecologia de Rodovias, Fernanda Delborgo Abra, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), que apresentou possíveis sistemas que possam ser instalados na binacional. A conversa aconteceu na sala de reunião da Diretoria de Coordenação.

Os casos de atropelamentos, infelizmente, não são novidades. Somente em outubro deste ano, a Segurança Empresarial (SE.AD) registrou duas ocorrências. A maior causa é a falta de respeito aos limites de velocidade das vias internas. As diversas ações de reflorestamento que a binacional tem realizado aumentam a fauna dentro da usina, deixando o risco de acidentes ainda maior.


Redução de acidentes protege empregados e meio ambiente, defende Carla Canzi.

Segundo a gerente do Departamento de Reservatório e Áreas Protegidas, Carla Canzi (MAR.CD), a busca por um sistema que evite esses atropelamentos é para garantir a segurança do trabalhador e a conservação da fauna, uma das metas da Superintendência de Gestão Ambiental (MA.CD). “Um caso como este acaba sendo um dano para os dois lados, tanto para conservação, quanto para o empregado. Então queremos reduzir a zero.”


Fernanda visitou os pontos com maior ocorrência de atropelamentos. Para ela, são muitas as opções de sistemas que podem ser instaladas na binacional. 

Durante o encontro, Fernanda Abra apresentou seu trabalho e conheceu a região, identificando o sistema viário e as áreas críticas. O próximo passo será a realização de um projeto com sugestões de soluções, que serão avaliadas e executadas. “Vamos tentar adequar o viário interno de Itaipu de uma forma que ele seja o menos impactante possível para a conservação da fauna, evitando assim, os atropelamentos e gerando uma maior segurança aos usuários”, disse a especialista.

Soluções

Entre as soluções apresentadas por Fernanda, o sistema passa-bicho foi o grande destaque. A solução é um conjunto de sensores que detectam o animal na rodovia e enviam um sinal via rádio para um painel, que por sua vez informa o motorista. A solução, que ainda está em fase de testes e deve passar a ser comercializada em dois anos, chamou a atenção pela precisão de tempo e localização.


No reconhecimento da área, Fernanda visitou a passagem do Rio Bela Vista, um dos locais que os animais utilizam para travessia da avenida.

Outras opções são as passagens de fauna aéreas e subterrâneas, que forçam os animais a transitarem por pontos estratégicos. “Ainda precisamos estudar as melhores soluções, mas o que me parece mais exequível de ser feito são os sistemas superiores, adequação dos vãos de pontes, de drenagens e outros espaços inferiores, além do cercamento”, avaliou Fernanda. “A velocidade também é um ponto a ser considerado, mas é preciso bastante discussão”, concluiu.

Ecologia de Estrada

Segundo o médico veterinário da Divisão de Áreas Protegidas, Wanderlei de Moraes (MARP.CD), a vinda da especialista permitiu debater os casos de acidentes com animais e a necessidade de evitá-los. “A Ecologia de Estrada é, atualmente, um assunto muito discutido e trabalhado, não só no Brasil, mas em outros países, e é muito importante falarmos sobre isso na empresa”, disse. “É possível acrescentar ideias, tecnologias, dentro de um processo de proteção ambiental”, concluiu.


O tema é pertinente e cabe muita discussão dentro da usina, segundo Wanderlei de Moraes. Para ele, os estudos da especialista serão de grande ajuda.

 

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