Roda de diálogos debaterá o fim da violência contra as mulheres

Roda de diálogos debaterá o fim da violência contra as mulheres

14h46 - 24/11/2017


Violência contra a mulher é assunto de interesse de todas as classes sociais e de homens. Foto: Designed by Freepik

Os Comitês de Equidade de Gênero das margens esquerda e direita promovem, na próxima quinta-feira (30), uma roda de conversa para homens e mulheres com o tema Viver em Paz é viver sem medo, diálogos pela vida. O evento será no auditório da Cota 145, no Edifício da Produção. A atividade celebra os 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres, realizado mundialmente entre 25 de novembro e 10 de dezembro.

O debate tem início às 8h30. Participam também a consultora da ONU Mulheres Brasil, Adriana Carvalho; a Promotora de Justiça do Estado de São Paulo, Maria Gabriela Manssur; a Oficial Nacional de Programa da ONU Mulheres Paraguai, Carmen Echauri; e a especialista em Direitos Humanos, do Paraguai, Marcella Zub Centeno.

Para que todos os empregados e empregadas possam participar do evento, haverá transporte saindo do Centro Executivo, às 8 horas, e uma linha de ônibus circular, passando pelas demais áreas da usina, a partir do mesmo horário. O cartão-ponto deve ser registrado normalmente no seu local de trabalho. É preciso confirmar presença no e-mail keyl5877@itaipu.gov.br ou no ramal 5940, com Keyla Alves de Silva Araújo. Para ver o convite do evento, clique aqui.

Luta mundial


O Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, ganhará a cor laranja, no sábado (25), em alusão à campanha. Foto: UNIC Rio/Célio Durães

Os 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres reforçam a importância da defesa e garantia dos direitos humanos para elas. No Brasil, a Campanha tem início no dia 20 de novembro, declarado o Dia Nacional da Consciência Negra. O período ainda compreende o Dia Internacional para Eliminação da Violência contra Mulheres (25 de novembro) e o Dia Internacional dos Direitos Humanos (10 de dezembro).

Neste ano, a mobilização adotou o lema Não deixar ninguém para trás: acabar com a violência contra as mulheres e meninas, em referência aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). A ideia é mostrar que todas devem ter igualdade e incluí-las em todos os assuntos que as preocupam.

Segundo o Mapa da Violência de 2015, que traz dados de 1980 a 2013, o Brasil contabilizou 4.762 assassinatos de mulheres só no último ano do estudo. Para se ter ideia do que esse número significa, é como se toda a população feminina de cidades como Borá, em São Paulo, ou Serra da Saudade, em Minas Gerais, tivessem sido exterminadas. 

As informações do mapa se baseiam no Sistema de Informações de Mortalidade (SIM) e em dados do Ministério da Saúde (MS). Ainda segundo o estudo, a taxa de homicídios de mulheres no Paraná é de 5,2 a cada 100 mil. O número é ainda maior na capital do Estado, em Curitiba. São 6,2 mortes a cada 100 mil.

Versão para impressão