Novembro azul: Prevenção é sinônimo de saúde

Novembro azul: Prevenção é sinônimo de saúde

08h38 - 24/11/2017

Cerca de 75% dos homens acima de 60 anos desenvolvem câncer de próstata. A doença é conhecida como o segundo tipo de câncer mais comum entre os homens, perdendo apenas para o câncer de pele. Esses foram alguns dos dados apresentados em palestra realizada na última quarta-feira (22), no Parque Tecnológico Itaipu (PTI), como parte da campanha de conscientização “Novembro Azul”.
 
Realizada pela Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa) do PTI, em parceria com a Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila), a palestra ofereceu um panorama geral sobre a doença, desde as áreas que atinge, até os tratamentos existentes e possíveis consequências de um diagnóstico tardio. 
 
“90% de pacientes acima de 80 anos que faleceram por causas naturais possuíam um câncer de próstata não diagnosticado”, frisou o urologista Reynaldo César de Vasconcelos, que ministrou a palestra e pontuou sobre a importância do diagnóstico precoce. “Se os homens vivessem até 140 anos, todos desenvolveriam a doença”, ressaltou o médico.
 
O câncer de próstata, conforme o urologista, é conhecido comumente como doença da terceira idade, com maior índice de incidência em pacientes a partir dos 45 anos que possuem histórico da doença na família. Embora possa ser curado por meio de cirurgia quando não está estágio avançado da doença, Vasconcelos afirma que exames preventivos para identificá-lo o mais cedo possível é o fator crucial no tratamento. 
 
Em estágios iniciais, a doença não apresenta sintomas, embora esteja ativa no organismo, explica o médico. O surgimento de sintomas é indicativo de que a doença se espalhou pelo corpo, diminuindo as chances de cura e submetendo o paciente a medidas paliativas. 
 
No entanto, de acordo com o especialista, o preconceito existente sobre o exame do toque retal, para identificar inflamações na próstata, ainda impede que uma grande parte da população não procure um médico para realizar exames periódicos preventivos. “Jogue seu preconceito no lixo”, declarou o Vasconcelos. “Feio não é fazer o exame, feio é desenvolver câncer de próstata em pleno século XXI”, reforçou.

Fonte: PTI

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