Turistas do RBV receberão dicas para reutilizar resíduos vegetais e animais

Turistas do RBV receberão dicas para reutilizar resíduos vegetais e animais

10h49 - 16/11/2017


Cada caixas de plástico tem cerca de 300 minhocas responsáveis pela degradação dos resíduos para formação do adubo.

Os visitantes que passam pelo Refúgio Biológico Bela Vista (RBV) estão sendo convidados a aplicar na prática as noções de sustentabilidade prezadas pela Itaipu. O local acaba de ganhar dois novos sistemas de compostagem (transformação de resíduos vegetais e animais na produção de adubo), e um desses sistemas é tão simples que qualquer pessoa pode ter em casa. No dia 8 de novembro, os técnicos do Complexo Turístico Itaipu (CTI) fizeram um curso para conhecer essa solução e repassar a ideia aos turistas.

Conhecida como minhocário, a estrutura é pequena e utiliza caixas plásticas cheias de terra e minhocas, que fazem toda a degradação do material. No outro sistema, chamado de termofílico, o material é distribuído em camadas, juntamente com fungos e bactérias que sobrevivem a temperaturas elevadas. Assim, os restos passam por um processo de fermentação.


Carla Canzi, gerente da MAR.CD, tem um minhocário em casa e achou interessante difundir o sistema com os turistas.

A ideia de instalar os sistemas partiu da gerente do Departamento de Reservatório e Áreas Protegidas, Carla Canzi (MAR.CD). Para ela, o Refúgio é um espaço sustentável que precisa ter uma atuação maior na técnica de compostagem. “Em Itaipu já temos a usina de biometano, onde os materiais orgânicos são utilizados para produção de combustível, mas podemos ampliar ainda mais esse uso dos resíduos”, contou.

A proposta é que os turistas possam conhecer os novos sistemas e aplicar em suas residências. O minhocário-modelo está instalado em uma das paradas da trilha do RBV. “Queremos que quem passe pelo Refúgio possa ver esse tipo de técnica e aplique em casa”, disse Carla.


Os 12 cilindros são dividos em resíduos de alimentos e de animais. Por conta disso, a qualidade do adubo pode ser diferente e deve haver cuidado no que se utilizar.

Já os tanques de compostagem termofílica estão localizados próximos à área de plantas medicinais. A compostagem por esse sistema já era utilizada anteriormente no Refúgio, mas em menor escala. O adubo gerado nestes novos modelos demora cerca de 60 a 70 dias para ficar pronto e poderá ser utilizado para paisagismo e outras atividades que necessitem do material.

As novas instalações tiveram um custo estimado em R$ 32 mil e demoraram cerca de 90 dias para ficarem prontas. Uma empresa de São Paulo e outra de Foz do Iguaçu realizaram todo o processo de obras.


Eduardo Ferraz, engenheiro agrônomo da MAR.CD, explicou que os sistemas devem ser levados a outros locais da empresa e até fora dela.

Segundo o engenheiro agrônomo da MAR.CD, Eduardo Ferraz Costa, só no Refúgio são produzidas seis toneladas de resíduos mensais, entre restos de alimentos, podas de árvores e grama e materiais utilizados nos viveiros. “Pretendemos deixar o sistema ainda maior, para que todos esses itens possam voltar ao RBV como adubo”, disse.

Além de difundir a ideia entre os turistas, pretende-se levar as técnicas para outros locais da usina e fora dela, como no munícipio de Foz do Iguaçu, em uma parceria com o poder público. “Deveremos iniciar a discussão em 2018, mas queremos levar o sistema para todos, pois os benefícios são enormes”, contou Eduardo.

Versão para impressão