Chuvas abundantes obrigam Itaipu a abrir vertedouro

Chuvas abundantes obrigam Itaipu a abrir vertedouro

11h06 - 04/11/2017

Mesmo produzindo em alta para atender o sistema elétrico do Brasil e Paraguai, a usina de Itaipu, instalada no Rio Paraná, na fronteira do Brasil com o Paraguai, teve que abrir seu vertedouro por causa das chuvas abundantes localizadas em Foz do Iguaçu e região, na área no reservatório.

O vertimento que começou sexta-feira, 3, às 20h, atingiu neste sábado, 4, mais de 2,4 mil metros cúbicos de água por segundo, o dobro da média normal da vazão das Cataratas do Iguaçu, no Rio Iguaçu. De madrugada, o escoamento ultrapassou os 3,6 mil metros cúbicos de água por segundo.

Esse cenário deve permanecer assim pelo menos até este domingo, 5, o dia todo. A última vez que o vertedouro havia sido aberto foi no dia 28 de junho deste ano, ou seja, há pouco mais de quatro meses. Espetáculo para o público, verter significa escoar o excedente de água não utilizado para a geração de energia. Por causa do feriadão, o movimento é grande nos atrativos da usina.

Dentro do possível, Itaipu vem aproveitando toda água que chega para gerar energia. No mês passado, Itaipu teve o quarto melhor outubro de produção de sua história, sem necessidade de deplecionamento (rebaixamento) do reservatório (medida adotada em situações emergenciais). Itaipu opera na cota normal. Enquanto em boa parte do resto do País, com exceção  do Sul, a situação hídrica é delicada, em Foz do Iguaçu choveu em outubro 365 milímetros, o dobro da média normal para o mês.

As chuvas localizadas na bacia incremental, onde está localizada a usina, contribuíram para ‘aliviar’ o sistema elétrico brasileiro, ao menos temporariamente. O cenário hidrológico de forma geral é bastante adverso. Hoje, mesmo com o apoio de Itaipu, o setor elétrico depende da energia das usinas térmicas para garantir o abastecimento do país.

No mês passado, Itaipu produziu 8.291.916 MWh, volume suficiente para abastecer Foz do Iguaçu por 15 anos ou o Estado de São Paulo inteiro por sete meses.

 

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