Conversa franca com o superintendente traz melhorias nos processos da Manutenção

Conversa franca com o superintendente traz melhorias nos processos da Manutenção

15h21 - 20/10/2017

A cada parada da unidade geradora, o pessoal da Divisão de Manutenção de Equipamentos de Geração (SMMG.DT) tem, entre várias de suas funções, a tarefa de lavar as peças que saem da máquina. A partir das próximas semanas, este trabalho será feito em um local específico para esta finalidade, de forma mais ergonômica, prática e segura graças à sugestão do colega Clodoaldo Padilha dos Santos (SMMG.DT) em um encontro com o superintendente de Manutenção (SM.DT), Cleber Pimenta.

O Café com Pimenta acontece todas manhãs de sexta-feira, na sala do superintendente. Na sequência, tem o encontro semanal com os gerentes.

O Café com Pimenta foi criado no final de 2015 e acontece toda sexta-feira, na sala do superintendente de Manutenção. No encontro, Pimenta recebe cinco empregados e o gerente da área para coletar críticas e sugestões de melhorias referentes ao trabalho na Superintendência. O nome do café foi dado pelo colega aposentado Carlos Augusto Attuy (SMIL.DT) no primeiro encontro. 

O bate-papo segue os mesmos moldes do também já tradicional Café com o Vianna, criado no início deste ano pelo diretor-geral brasileiro Luiz Fernando Leone Vianna. Ambos os encontros são uma conversa franca e sem censura, em que o empregado tem total liberdade para falar e a certeza de que será ouvido.

De acordo com Cleber Pimenta, o gestor tem que saber ouvir o empregado e estar aberto às mudanças para proporcionar as melhorias.

“A crítica é sempre bem-vinda, porque se a gente não recebe críticas, a gente não sai de nossa zona de conforto”, explica Cléber Pimenta que, após 25 anos de experiência na Manutenção, pôde observar a dificuldade de o empregado falar com o gestor. “Muitos sequer sabiam onde ficava a sala do superintendente. Agora, podemos ouvir os colegas e ver a empresa a partir dos olhos deles”, resume.

O principal fruto destas reuniões informais, no entanto, são as sugestões de melhorias dadas pelos empregados. Segundo Pimenta, muitas ideias viram novos processos, mas nem tudo pode ser atendido. “O mais importante é tratar o tema com seriedade e transparência. Encaminhar as sugestões e explicar quando algo não pode ser feito”, diz.

No total, já foram mais de 60 encontros, nestes quase dois anos de Café com Pimenta. Cerca de 300 empregados, muitos já aposentados, foram escutados. “Em um ano e meio, nós conseguimos conversar com todo o pessoal da Manutenção”, explica. E mesmo que não esteja na vez de participar do café, qualquer colega da Manutenção pode chegar à sala do superintendente no 3º piso do Edifício de Produção para conversar. “A porta está sempre aberta”, garante.

Sugestões e melhorias

O colega Clodoaldo se baseou em sua experiência em outras empresas quando sugeriu a construção de um local exclusivo para a lavagem das peças que saem da máquina, nas paradas para manutenção. A dica foi acatada e, com recursos da própria superintendência, o espaço está sendo construído ao lado da Oficina Eletromecânica, na cota 108.

Clodoaldo ao lado da área para lavagens de peças da Manutenção, que já está quase concluída.

“As peças eram lavadas perto de canaletas de drenagem, não existia um local adequado”, explica Clodoaldo, que tem 11 anos de Itaipu. “É gratificante ter a ideia ouvida, porque faz a gente se sentir parte daquilo que está dando certo”.

O antigo vestiário foi ampliado e ganhou um espaço de uso comum para os empregados.

Foi também de Clodoaldo o pedido de uma reforma no vestiário dos empregados da área, criando uma área de uso comum, separada do local de troca de roupa. O  novo espaço já é utilizado pelo pessoal.

A troca do uniforme é feita em uma área antes subutilizada.

Outra mudança simples foi a liberação de acesso à Área Industrial de uma van que traz diariamente um grupo de empregados da Manutenção, que mora em Medianeira. Em Itaipu há seis anos, Alexandre Buzanello (SMMU.DT) foi o porta-voz da solicitação.

Alexandre Buzanello levou a demanda dos colegas e foi atendido: agora a van pode deixá-los no local do trabalho.

Buzanello e os colegas de Medianeira: antes, chegada ao trabalho precisava acontecer bem mais cedo.

“A gente tinha que chegar mais cedo, parava na Barreira de Controle e ficar esperando uns 15 minutos até chegar o transporte”, conta Alexandre. A SM.DT entrou em contato com a superintendência de Segurança Empresarial (SE.AD) que cadastrou o veículo, o motorista e liberou o passe. “É bom ter este diálogo aberto e honesto”, concluiu Alexandre.

As galerias da Casa de Força estão ganhando uma camada nova de verniz. Mais uma sugestão de empregado no Café com Pimenta.

A lista de melhorias inclui a troca de luvas para uso da equipe da SMIL.DT, a renovação do verniz no piso das galerias da Casa de Força, construção de banheiros, aquisição de melhores materiais de consumo (de pintura, por exemplo), readequação de transportes para atender as atividades na subestação da margem direita, uma reordenação dos estagiários, novos treinamentos, entre outras.

Nova luva usada no manuseio de líquidos, no Laboratório Químico (SMIL.DT) foi sugestão de um colega da área. 

À esquerda a luva mais grossa dificultava o manuseio da ampola. Ao centro, a mais fina rasgava com facilidade. A da direita, em azul claro, tem os atributos corretos para executar o trabalho.

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