Itaipu assombra Moacyr Scliar

Itaipu assombra Moacyr Scliar

10h26 - 12/11/2007

O gaúcho Moacyr Jaime Scliar (foto ao lado), um dos maiores escritores brasileiros, visitou na semana passada a usina de Itaipu, que ele ainda não conhecia. E teceu uma pequena ode em prosa, hoje, no jornal Zero Hora. 


    

Antes, vale lembrar que Scliar é médico, formado em 1962 pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Naquele ano, ainda, escreveu seu primeiro romance, "Histórias de um médico em formação", e não parou mais: já são 67 livros abrangendo o romance, a crônica, o conto, a literatura infantil, o ensaio, pelos quais recebeu inúmeros prêmios literários. Sua obra é marcada pelo flerte com o imaginário fantástico e pela investigação da tradição judaico-cristã. Algumas delas foram publicadas na Inglaterra, Rússia, República Tcheca, Eslováquia, Suécia, Noruega, França, Alemanha, Israel, Estados Unidos, Holanda e Espanha e em Portugal, entre outros países.
   
Em 31 de julho de 2003 foi eleito para a Academia Brasileira de Letras.
  

O Brasil de Itaipu

Fui muitas vezes a Foz do Iguaçu, mas nunca visitei Itaipu, o que teria sido fácil; a usina fica perto da cidade e há excursões organizadas para lá. Esta recusa, contudo, nascia de um ressentimento de minha geração. Itaipu começou a ser construída há exatamente 30 anos, em pleno período de ditadura. Tinha portanto a marca daqueles tempos, a marca de uma euforia não raro arrogante e agressiva; a marca do "Brasil, ame-o ou deixe-o", a marca do "Ninguém segura este país". Independentemente de qualquer conotação, Itaipu é, antes de mais nada, uma usina hidrelétrica. A energia que produz - e é muita energia, corresponde a cerca de 20% das necessidades brasileiras - continua a fluir pelos cabos de alta-tensão, alimentando casas e empresas de cidadãos brasileiros, independentemente de posição política.

    

Itaipu é uma obra assombrosa. Aplicado à construção civil o ritmo em que foi construída, ter-se-ia, a cada 55 minutos, um prédio de 20 andares. O aço ali utilizado daria para erigir 380 Torres Eiffel. O concreto gasto permitiria construir 219 Maracanãs. E, do ponto de vista arquitetônico, a obra chega a ser surrealista. A represa, cuja altura equivale a de um edifício de 66 andares, tem em seu interior um imenso espaço vazio; olhando-se para cima, tem-se a impressão de estar no interior de uma gigantesca catedral gótica, maior que qualquer Notre Dame. E catedral Itaipu é, um templo à tecnologia que permite a produção de energia limpa, sem poluição, uma energia que aproveita os imensos cursos de água do Brasil. Tal como o notável parque eólico que temos em Osório, produzindo energia a baixo custo.

   

Restrições são feitas a Itaipu: o desaparecimento das Sete Quedas (lembrado no poema de Drummond: "Sete quedas por nós passaram/ e não soubemos, ah, não soubemos amá-las"), o deslocamento de populações, a ameaça a espécies nativas. Mas independentemente de qualquer controvérsia, uma coisa é certa: a hidrelétrica, construída em associação com o Paraguai, mostra o talento e a capacidade de trabalho dos brasileiros, coisa que recentemente ficou comprovada com a descoberta dessa enorme jazida de petróleo, testemunho da dedicação dos técnicos da Petrobras. Essas coisas, felizmente, independem de governos e de regimes políticos.

   

A ditadura passou, Itaipu ficou. O Brasil é maior que seus transitórios governos, autoritários ou não. O Brasil é do tamanho de Itaipu.

       


Bastidores da pesca
   


O Campeonato Internacional de Pesca ao Tucunaré movimentou o Icli neste fim-de-semana. Sempre atentos, nossos fotógrafos registraram todo o evento e trazem agora para os leitores e leitoras do JIE mais detalhes do evento, que foi um grande sucesso.

     

O colega Hélio Fontes conversa com o apresentador do Programa "Tarobá Pesca", Beto Chioquetta.

    

O DGB e a mãe, a dona Cristina.
         

   

Depois da homenagem ao pai do DGB, João Samek, um dos pioneiros da cidade, um  jantar de confraternização entre os competidores e convidados.

    


   

O superintendente de Comunicação Social, Gilmar Piolla, dá entrevista ao apresentador do Programa "Tarobá Pesca", Beto Chioquetta.   

   


Samek e sua Maria Olívia.
   

      

 

Samek, o "rei dos  violeiros", dá um show à parte na homenagem ao seu pai, João Samek.   
   

        

  

Nova etapa

    
    
 
     
Para Wanusa Weiss de Carvalho (de blusa rosa), a segunda-feira marcou o encerramento e o início de uma nova etapa. Estagiária há um ano na Educação Ambiental, no Refúgio Biológico, Wanusa se despediu ontem dos amigos com direito a café da manhã e sala lotada.

   

Na nova etapa, ela pretende terminar a faculdade de Secretariado Executivo e procurar novas oportunidades na área. "Aqui na Itaipu fiz muitos amigos. Agora é hora de buscar novos caminhos", disse. 

   

 

 

"Nenhum de Nós"

   
Acompanhe amanhã a divulgação dos ganhadores do sorteio da promoção para assistir ao show da banda "Nenhum de Nós", que encerra a Latinoware, nesta quarta-feira, na Ono Teatro Bar. Dez pessoas serão sorteadas. Ainda dá tempo de participar. Escreva para imprensa@itaipu.gov.br e diga o nome de uma música da banda. Boa sorte!

   


     

 
        

Despedidas inusitadas

        

Pelo tom, é possível perceber: no PIIT tem poeta, desenhista, escritor, cantor e compositor. Para se despedir de Itaipu, dois jovens decidiram inovar. William Roger, da AS.TE/CHI,  fez uma despedida em forma de rap. E Lucas Larques Trelha, da PECD.GB,  em forma de poesia. Confira nos textos abaixo o viés artísticos desses garotos, que mostram, além de muito talento, gratidão. E a grande homenagem vai para o Marcos Araújo, o Marcão, responsável pelo programa. 

   

Despedida do William

     

No dia 17 de novembro de 2005
No PIIT pude entrar
E já logo em seguida trabalhar
Era meu primeiro emprego

Difícil até acreditar

Trabalhando como bom menino
Nosso Chefe é o Marcão

Pois logo em seguida

Já fez uma reunião

Para falar dos nossos direitos

E da nossa obrigação.

No CRV, setor de turismo
Foi onde fui trabalhar
Com lindas estagiárias
Que estavam naquele lugar
Tinha grande amizade
Que consegui conquistar.

Na Itaipu Binacional
Aqui mesmo nessa cidade
Conheci lindas meninas
Fiz uma grande amizade
Passei momentos alegres
E de muita felicidade.

Então, no final do ano
Onde todos fomos confraternizar

Passamos o dia inteiro
Naquelas águas a nadar
E já no fim-da-tarde
Tivemos que retornar.

Depois mudei de setor
E pensei neste momento

Será que vai ser legal
Ficou em meu pensamento
Mas é ao Marcão
O meu agradecimento.

Jamais irei esquecer

Os momentos que passei
Pois aprendi tantas coisas

Que neste momento eu sei
E também as grandes amizades

Que aqui não deixarei.

Eu hoje estou trabalhando

No Edifício da Produção,

A todos um forte abraço

E um grande aperto de mão
Levarei todos vocês comigo

Dentro do meu coração.

William AS.TE/CHI
gerente: Anna Maria Freire
Castro.

        

Despedida do Lucas

Momentos especiais... mais que especiais, eu passei aqui!
Aqui eu tive a oportunidade de ver a vida com outros olhos.
Aprendi a ver a vida com os olhos dos sonhos!
Aprendi a ver a vida com os olhos da esperança!
Sonhos que já existiam dentro de mim, aqui eles ganharam mais forças!
Ganharam mais forças graças a uma luz que acendeu dentro de mim, a luz da esperança!
Graças também a pessoas que vieram fazer parte da minha vida e que sempre me incentivaram.
Sempre me disseram que é possível. Sempre me disseram: "você pode, basta querer".
Pessoas, essas, que levarei em meus pensamentos para o resto da minha vida, não só no pensamento como também no coração!
Graças a elas sempre irá existir dentro de mim a esperança de um futuro melhor!
A todos, minha eterna gratidão!

    

Lucas Larques Trelha (PECD.GB)
Gerente: Guilherme Gouveia.

 

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