Jornal de Brasília

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14h53 - 11/09/2007

A pressão da água que escoa pela tubulação da Caesb é capaz de gerar energia suficiente para abastecer uma cidade de 50 mil habitantes.

Um equipamento desenvolvido pelo pesquisador José Moacir Tesch, de Brasília, usa o mesmo princípio das grandes hidroelétricas aplicado ao sistema de abastecimento público.

A alternativa para o desenvolvimento sustentável foi apresentada, ontem, pelo Fórum Estratégico de Energias Renováveis, coordenado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico.



Estudos preliminares indicam que hoje seria possível instalar cerca de 35 unidades da Pequena Central Hidrelétrica (nome dado ao invento) no DF.

A iniciativa pode gerar mais de sete megawatts de energia por dia na capital sem desmatamento algum. Em outras cidades com o relevo mais acidentado, como Belo Horizonte o aproveitamento é ainda maior.

De olho no projeto, o GDF formou uma comissão para avaliar a viabilidade da aplicação do equipamento. Se implementado, ele servirá de piloto para outros estados também se habilitem a produzir a chamada energia limpa.

Biodiesel
Outro produto apresentado pelo fórum diz respeito à reciclagem do óleo vegetal para produção de biodiesel. O projeto tem capacidade para gerar renda para 10 mil famílias e atualmente assegura 80 empregos diretos.

A Usina de Biodiesel Ecobrás será instalada em Ceilândia e, aproximadamente em 90 dias, entrará em funcionamento. Hoje, o óleo utilizado em restaurantes, hotéis, indústrias e residências é despejado livremente na rede de esgoto do Distrito Federal.

A idéia da Ecobrás é trabalhar com o óleo no primeiro momento e, depois, com grãos, que é a forma mais tradicional de se elaborar o biodiesel.

Alemanha
Mesmo antes de entrar em funcionamento, a empresa recolhe 3,5 mil litros de óleo de cozinha usado em restaurantes. Ela comprou todos os equipamentos da Alemanha, investindo algo em torno de R$ 6,5 milhões.

Entre os empresários que aderiram ao projeto está Jurandi Pereira Marinho, gerente do bar e restaurante Libanus. A empresa doa 100 litros por semana para a usina de reciclagem. “Antes, o material era despejado na rede de esgoto, agora temos uma possibilidade de contribuir para a preservação do meio ambiente”, afirmou Marinho.

A apresentação dos projetos ao Fórum de Energias Alternativas ocorreu ontem, no Pavilhão de Exposição do Parque da Cidade. Além desse tema, outros 22 grupos formados pelo setor produtivo, academia (instituições de Ensino Superior), instituições financeiras, o GDF e o Governo Federal trabalham na busca por soluções para os entraves do desenvolvimento econômico.

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