Samek defende controle rígido de contas públicas

Samek defende controle rígido de contas públicas

08h24 - 05/09/2007

 


     
O diretor-geral brasileiro, Jorge Samek, defendeu ontem, terça-feira, em evento promovido pelo Tribunal de Contas do Estado e pelo Conselho Regional de Contabilidade do Paraná, o controle rígido do gasto de recursos públicos. Realizado em Curitiba, o seminário Atualização do Contabilista Público reuniu especialistas na análise de contas governamentais.
    

Samek apresentou aos contabilistas a iniciativa da Itaipu de renegociar a dívida resultante do financiamento para a construção da usina. Também destacou a importância de haver gestores eficientes no comando de empresas públicas. E ressaltou os avanços obtidos no controle das contas governamentais no Brasil ao longo dos últimos 20 anos.
     

"A construção da Itaipu custou US$ 27 bilhões, um enorme esforço financeiro. O governo chegou a cogitar a paralisação das obras, mas desistiu porque já estavam próximas da conclusão", disse Samek. 
"O Brasil atravessava uma grave crise. Para obter financiamento, a empresa teve de aceitar contratos com juros de 25% ao ano, que depois foram reescalonados com competência pelos meus antecessores", complementou.
     

Hoje, afirmou Samek, a Itaipu fornece energia de baixíssimo custo, entre os menores do país. A produção da hidrelétrica chega às cinco regiões do Brasil, em virtude do sistema interligado.
     

"Mas nossos cuidados com a saúde financeira da empresa prosseguem. 75% da nossa receita seguem diretamente para o pagamento do financiamento da obra, que estará quitado somente em 2023. E fomos a primeira empresa do setor elétrico brasileiro a se adequar à Sarbanes-Oxley", afirmou.
      

Embora não esteja sujeita às regras de fiscalização e auditoria vigentes no Brasil e no Paraguai, em razão de seu regime jurídico binacional, a Itaipu ajustou-se à Lei Sarbanes-Oxley (SOX), uma espécie de lei de responsabilidade fiscal. A SOX regulamenta os padrões de governança corporativa para companhias de capital aberto, promovendo a reforma e a elevação dos níveis de prestação de contas, de transparência, de consistência e ética empresarial.
      

Samek citou ainda a implantação do pregão eletrônico binacional e a adoção do Enterprise Resource Planning (ERP), da SAP, mecanismos que possibilitam uma gestão transparente da empresa. "O Brasil avançou a passos largos na gestão dos recursos públicos, mas ainda há muito que melhorar", ponderou o diretor-geral.

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