O Globo

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10h31 - 03/09/2007

A Gaz de France (GDF) e a Suez anunciaram, nesta segunda-feira, que abriram caminho para a criaçao da terceira maior companhia de energia elétrica e gás do mundo, depois que seus conselhos de administração aprovaram os termos da fusão das companhias, com alto teor político.

A fusão, que começou a ser esboçada há 18 meses, mas foi adiada por discussões sobre avaliações e controle do grupo, se formalizou com uma base de 21 ações da Gaz de France. Segundo o acordo, a Suez vai se desfazer de seu negócio de águas e de manejo de resíduos. Excluindo esses negócios, a nova companhia - que irá adotar o nome de GDF Suez - está avaliada em cerca de 78 bilhões de euros (US$ 107 bilhões).

Ambas as partes anunciaram a fusão através de um comunicado conjunto, depois de intensas discussões, no fim de semana, para solucionar um detalhe financeiro que ameaçava colocar um ponto final na fusão.

Diretores das duas empresas se reuniram, nesse domingo, para aprovar os novos termos da fusão, estabelecidos no gabinente do presidente da França, Nicolas Sarkozy, depois que o governante pressionou a Suez a abandonar seus negócios de água e manejo de resíduos para se focar em eletricidade e gás.

A criação da GDF Suez será complementada no início de 2008, disseram as empreasas no comunicado conjunto.

Em Bruxelas, a Comissão Européia lembrou, nesta segunda-feira, que a Gaz de France (GDF) e Suez, devem voltar a notificar à Comissão Européia seu projeto de fusão caso a estrutura da operação tenha sido modificada em relação à autorizada pela CE em novembro do ano passado.

O porta-voz de Concorrêcia do executivo da União Européia (UE), Jonathan Todd, indicou que qualquer empresa que leve a cabo uma fusão sem notificação prévia a Bruzelas ou sem esperar sua autorização, se expõe a uma multa de até 10% de seu faturamento anual.

Em coletiva à imprensa, Todd enfatizou que as empresas envolvidas, no caso a GDf e a Suez, é que devem verificar a necessidade de uma nova aprovação da fusão por parte das autoridades européias.

Até esta segunda-feira, disse o porta-voz, não havia sido feita nenhuma comunicação.

- Vamos esperar e ver, já que as empresas - que anunciaram oficialmente sua fusão esta manhã - necessitam de tempo para estudar os termos do acordo.

O processo de fusão dos dois grupos teve início em fevereiro de 2006, impulsionado pelo governo de Dominique de Villepin, em resposta ao interesse da italiana Enel em tomar o controle da Suez.

 

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