Último segundo

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10h28 - 03/09/2007

 O setor sucroalcooleiro quer impulsionar o uso da cana-de-açúcar para produção de bioenergia. Para isso, são necessários preços adequados, rapidez na concessão das licenças ambientais e acesso à rede de transmissão de energia do país, afirmam representantes do setor.

A questão foi discutida na última sexta-feira (31), no Palácio do Planalto, em encontro do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com representantes da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica). Na reunião, os usineiros tentaram convencer o presidente das vantagens da bioenergia de cana em relação às outras fontes de energia, como carvão e óleo combustível. "A gente tentou mostrar para o presidente que, por exemplo, fazer eletricidade a partir de carvão ou óleo combustível tem custos ambientais e variação de preço de matéria-prima altos", disse o presidente da Unica, Marcos Jank. Segundo Jank, com a produção atual de cana, já é possível obter volume de energia semelhante ao da usina nuclear Angra 3. Ele estima que será possível, em seis anos, chegar à capacidade de uma usina hidrelétrica. "Em 2012, poderemos ter uma Itaipu no interior de São Paulo, sul de Minas, sul de Goiás e no oeste de Minas. Isso depende basicamente de preço, de licenciamento ambiental e acesso à rede", explicou. Jank lembrou que o bagaço e a palha da cana são desperdiçados e podem gerar energia em 24 meses, em especial no período em que a geração das hidrelétricas cai por causa do nível baixo dos rios. Outra adaptação necessária, conforme o usineiro, será a compra de caldeiras modernas para as indústrias do setor, que custam de R$ 20 milhões a R$ 60 milhões cada. De acordo com Jank, um grupo, formado por representantes do governo e dos produtores, discutirá formas de financiamento, preços e outros mecanismos para estimular a energia proveniente da cana. "A nossa preferência é por preços mais adequados". Ainda segundo o presidente da Unica, outra comissão debaterá a regulação dos preços do álcool. Os produtores estimam investimentos de R$ 17 bilhões, nos próximos seis anos, para expandir a produção do combustível. Com informações da Agência Brasil. (AB)

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