Olyntho: volta às origens

Olyntho: volta às origens

11h19 - 30/08/2007

Na foto, Maciel, Pedro, Karla, Érika, Jackson, Leila,
Olyntho, Dolivar, Abílio, Henrique, Victor.

O colega Olyntho Roque de Freitas, um dos responsáveis pelo Arquivo Técnico, está se despedindo da empresa depois de 21 anos – 10 como MOC e 11 como empregado efetivado. E não é só de Itaipu que ele se despede, mas também de Foz do Iguaçu. Ele pretende voltar para sua cidade natal, Sorocaba (SP), no final do ano, para ficar mais perto dos amigos e parentes que deixou por lá.

Coragem
Quando Olyntho decidiu vir para Foz, em 1991, sabia: não seria nada fácil ficar longe da mulher, Marisabel, e dos filhos, Matheus e Saulo, mas pressentiu que valeria a pena o sacrifício. “Itaipu sempre foi uma empresa que dá segurança aos empregados”, comenta. Na época, Marisabel trabalhava na Telesp, e não podia deixar o emprego, e os filhos ainda eram pequenos. No começo, ele ficou no escritório de São Paulo,  um ano depois foi transferido para Curitiba e, no ano seguinte, teve que se mudar para Foz do Iguaçu.
Mas, mesmo com o coração apertado, encarou o desafio de trabalhar na usina que, logo, viria a ser a maior do mundo.  Para amenizar a saudade, ele viajava a cada 15 dias para ver a família. Essa rotina durou sete anos, até que a mulher se aposentou e a família pôde ficar unida definitivamente.

Trajetória
Antes de Itaipu, Olyntho já havia trabalhado em empresas fabricantes de equipamentos para o setor elétrico. Antes de Itaipu, em Sorocaba, trabalhou na BSI, do grupo Bardella – que construiu as comportas de Itaipu – e em São Paulo, na Enerconsult, do grupo Ieco-Elc. Mas o grande desafio dele foi ajudar a montar o arquivo técnico digital da Itaipu, onde ficam armazenados todos os desenhos de projetos civis, mecânicos e eletromecânicos da usina.

O colega diz que são mais de 400 mil desenhos e cerca de três milhões de documentos históricos devidamente organizados. “A nossa intenção era montar um arquivo que pudesse facilitar o trabalho de todos que precisassem desses documentos”, conta, lembrando o início do trabalho em Itaipu, na década de 80. Hoje, faltam apenas 20% dos documentos da empresa para serem digitalizados. “Está quase pronto”, comemora Olyntho.

Pela sua acolhida na empresa, ele é muito grato principalmente a dois amigos, João Ricardo Martins o ‘Bamerindus’,  e o Hugo Celso Mescolin. “Nós começamos juntos, e eu devo muita coisa a eles”, comenta.


Descanso
Agora, Olyntho só quer saber de descansar e curtir a nova etapa da vida. “Vou administrar o ócio dignamente”, diz, bem humorado. A princípio, ele não pensa em realizar outra atividade. “Mas ainda posso mudar de idéia”, pondera. Ele só não vai desistir mesmo de voltar para sua terra natal e de jogar tênis, o esporte favorito. “Vou ter que me costumar novamente com o lugar, com as pessoas de lá, mas com certeza vai ser muito bom. A família da minha esposa também é de Sorocaba, e acho que vamos nos sentir em casa”, planeja.  Para Olyntho, a gente deseja toda a sorte do mundo.

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