Trainees da Técnica passam por treinamento

Trainees da Técnica passam por treinamento

09h45 - 28/08/2007
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Está terminando o treinamento dos 24 trainees da Técnica, brasileiros e paraguaios. Eles passaram por programas diferenciados para os trainees de nível técnico e para os de nível superior. O curso de integração é elaborado e executado pela própria Técnica, de acordo com o que os novos empregados precisam aprender para desempenhar suas funções na empresa – a Técnica é uma das áreas mais complexas da usina. Os programas duram cerca de um ano e são divididos entre aulas teóricas e práticas de campo.
 
Para os 20 trainees de nível universitário, o programa de integração começou em setembro do ano passado. Os instrutores são os próprios empregados da usina ,  das cinco superintendências: de operação, de manutenção, de obras, de engenharia e de planejamento e controle.
 
Apenas o primeiro módulo, sobre Conhecimento da Área Técnica, foi ministrado em período integral. Os demais ocuparam apenas a parte da manhã para não atrapalhar o trabalho tanto dos instrutores quanto dos treinandos. 
No segundo módulo, houve práticas de campo. Os trainees fizeram visitas técnicas a Furnas e à usina de Acaray, no Paraguai, além de acompanhar os turnos da operação, da parada de máquinas para manutenção e do comissionamento das unidades 9A e 18A.
 
Na opinião de Waldimir Batista Machado, da Divisão de Engenharia de Manutenção Elétrica, esta última foi uma oportunidade única. “O comissionamento é a fase onde se faz todos os testes nas unidades geradoras antes de entrarem em operação. Com certeza eles puderam adquirir um conhecimento fantástico com esta experiência”, destaca. 
 
 
O gerente da Divisão de Manutenção de Equipamentos de Geração, Luiz Fernando Fernandes Rodrigues, concorda com o colega. 
“O comissionamento, agora, só é feito em condições especialíssimas. As duas últimas unidades que faltavam já entraram em operação, o que significa que eles tiveram um privilégio, uma oportunidade rara”, ressalta.
 
A parte teórica enfocou, nos quatro módulos restantes, Equipamentos, Educação Ambiental – a cargo da Coordenação –, Sistemas de Potência e Sistemas Especiais.

Neste último, os trainees participaram de um treinamento no DTS – Simulador de Treinamento da Operação –, onde eles puderam executar os comandos que fazem a usina funcionar, exatamente iguais aos comandos reais dados na sala de controle. “Lá eles trabalham como se estivessem mesmo comandando a produção da usina”, destaca Henrique Gomes Ribeiro, da Divisão de Operação da Usina e Subestações.
 
O último módulo é a entrega de um Trabalho de Conclusão de Curso, no mês que vem. Cada um dos trainees deve apresentar um trabalho sobre um tema de interesse da sua área, que foi executado com o acompanhamento de um orientador. O trabalho encerra o ciclo de integração.
 
“O objetivo desta etapa é verificar o interesse e a atitude deles, mas não avaliá-los com notas”, enfatiza o gerente da Divisão de Estudos Elétricos e Normas, Rui Jovita Godinho Correa da Silva. De acordo com ele, todos os trainees têm se saído muito bem e se demonstrado muito interessados. “Eles fazem muitas perguntas, interagem de verdade”, conta. Rui Jovita destaca, também, que foi imprescindível para este trabalho o apoio da Divisão de Desenvolvimento de Recursos Humanos, que forneceu a infra-estrutura para a realização das aulas.
 
Paulo Benites, engenheiro admitido em julho do ano passado, considera o treinamento excelente.
 
“Adquirimos muito conhecimento sobre a empresa e os procedimentos de trabalho. Tem sido muito importante para nós”, elogiou.
 
 
 
O também engenheiro André Pagani Tochetto aprendeu tão rápido que até ajudou como instrutor nas aulas do simulador DTS. Como ele já tinha acompanhado as equipes de operação do sistema, pôde ensinar os colegas no treinamento. 
“Achei muito produtivo. Além dos assuntos específicos de cada área, também é importante termos uma visão geral do trabalho, para conhecermos um pouquinho de tudo”, disse.
 
Para o engenheiro Cléber de Souza Pimenta, este treinamento é tão importante quanto o anual oferecido a todos os empregados. 
“Nós buscamos sempre aperfeiçoar a capacitação do nosso pessoal”, destaca.
 
Nível técnico
Já o treinamento dos quatro trainees de nível técnico da Operação, que começou no ano passado, termina nesta sexta-feira. De outubro a dezembro, eles tiveram aulas sobre mais de 20 assuntos diferentes, relacionados aos equipamentos, instruções de operação e procedimentos operacionais, ministradas por vários colegas da Operação da usina.
 
As aulas foram divididas entre teóricas e práticas – acompanhamento do trabalho da Operação. A cada mês eles trocavam de equipe para ter contato com os mais diversos tipos de trabalhos das equipes da operação da usina e subestações. 
 
Durante os meses de janeiro e fevereiro, os novos operadores foram escalados nos turnos de operação, a fim de sentir e vivenciar as principais características deste trabalho, que é uma atividade fundamental para a operação da usina. A partir de fevereiro, eles voltaram a integrar as demais equipes de operação, visando principalmente o acompanhamento dos trabalhos práticos associados aos serviços auxiliares, revisão de unidades geradoras e atividades de programação e pós-operação.
 
Nesta sexta-feira, encerra-se a segunda etapa do treinamento básico de Operação de Usina, que está sendo realizado no centro de treinamento da Cesp, na usina de Três Irmãos – que fica no estado de São Paulo, próximo à cidade de Ilha Solteira.
 
O supervisor da operação, Luiz Carlos de Souza Gomes Júnior, ressalta que os integrantes da área de Operação da Usina e Subestações estão muito satisfeitos com o desempenho dos novos colegas. “Todos são muito bons. Eles nos surpreenderam positivamente, demonstrando entusiasmo, comprometimento e profissionalismo. Já estão até desempenhando algumas atividades básicas da operação, e com certeza vieram para engrandecer a nossa equipe”, diz.  
  
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