O Estado de S. Paulo

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08h29 - 27/08/2007
Está em curso no Palácio do Planalto uma operação para alterar as regras de escolha de quem vai construir e operar as usinas do Rio Madeira. Com potência equivalente a meia Itaipu e valor de R$ 25 bilhões, o projeto é a tábua de salvação contra um apagão de energia a partir de 2013. 
Hoje, as obras e a geração estão mais para o consórcio Furnas-Odebrecht. Desde 2001, as duas empresas gastaram R$ 150 milhões em estudos de viabilidade técnica e ambiental e assinaram contratos de exclusividade com fornecedores – inclusive os de turbinas. Isso deixa os concorrentes em desvantagem: como não têm de quem comprar, terão de importar peças. Segundo estimativa, isso implica um custo de 10% a 15% maior. 
“Nós só nos preparamos direito”, diz um executivo ligado ao consórcio Furnas-Odebrecht. “Precisamos de igualdade de condições para concorrer”, diz João Canellas, da empreiteira Camargo Corrêa, uma das interessadas. 
É o mesmo argumento de Suez, Light e Alusa, as outras concorrentes. A chiadeira convenceu a ministra Dilma Rousseff. 
Ela teme que, sem concorrência, o preço da energia do Madeira fique muito alto.
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