Setor Elétrico
Aneel autoriza aumento nas tarifas da Copel
19/06/2013 | 08h30

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou hoje o reajuste tarifário anual da distribuidora Companhia Paranaense de Energia (Copel). A autorização para nova tarifa, com um efeito médio percebido pelo consumidor de 12,98%, entrará em vigor amanhã. No entanto, a companhia indicou que não deve aplicar o reajuste conforme aprovado.
     
A Copel atende 3.523.543 unidades consumidoras em 392 municípios no Paraná e no município catarinense de Porto União. Os consumidores residenciais tiveram aumento autorizado de 11,5% nas contas de luz, enquanto para as indústrias, os reajustes podem variar entre 14,39% e 18,44%, com média de 15,17%.
     
De acordo com a Aneel, os percentuais de reajuste da distribuidora refletem, dentre outros fatores, a variação do IGP-M e o aumento da cotação do dólar, que influencia o custo do contrato de suprimento da energia de Itaipu. Outras influências foram o aumento da compra de energia decorrente dos leilões de energia nova e o repasse às tarifas da elevação dos custos com o Encargo de Serviços do Sistema (ESS), provocado pelo maior despacho de termelétricas no ano passado.
     
Em nota, a agência lembrou que a Copel solicitou que fosse aplicado um índice menor em função da crise financeira mundial e que a diferença entre o valor aprovado e o que seria praticado pela empresa seria constituído em um ativo regulatório a ser compensado nos próximos reajustes. A Aneel explicou que concede sempre o teto a ser aplicado pela distribuidora e que cada concessionária pode cobrar tarifas inferiores, desde que a prática não implique compensação posterior.
     
"Neste contexto, a Aneel indeferiu o pleito da Copel para preservar a modicidade tarifária prevista e evitar os impactos elevados nos próximos reajustes da concessionária", diz o comunicado divulgado pela agência reguladora.
     
Em nota na página eletrônica do governo do Paraná, a Copel afirmou que não vai aplicar o reajuste concedido pela Aneel, como forma de estimular a economia do Estado em um momento de crise internacional.
     
"A empresa está avaliando os mecanismos que serão adotados para amortecer e absorver o percentual autorizado pela Aneel, neutralizando seus efeitos na conta de luz paga pelos consumidores", diz o texto do governo paranaense, acrescentando que novas alternativas serão levadas para apreciação e deliberação dos acionistas da Copel, que vão se reunir em Assembleia Geral Extraordinária, em julho.
     

Fonte: Época Negócios


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Aneel quer opinião de usuários sobre energia
18/06/2013 | 08h29

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) deu início a uma pesquisa para saber a opinião dos consumidores de energia sobre possíveis aperfeiçoamentos na forma de cobrança da tarifa. As sugestões deverão subsidiar aprimoramentos na estrutura tarifária, no 4º Ciclo de Revisões Tarifárias Periódicas das distribuidoras de energia elétrica, marcado para 2015.
    
Quem participar da pesquisa deverá responder, por exemplo, se costuma comparar e analisar as informações da conta de luz e o consumo de cada mês, e se optaria por alternativas mais baratas ou por fontes mais limpas de energia, se pudesse escolher diretamente de qual fonte comprar energia elétrica.
    
Outro questionamento é sobre a tarifa branca, que poderá será adotada nos próximos anos para o consumidor de baixa tensão, na qual o custo da energia deverá variar de acordo com as horas do dia. A pesquisa questiona se o consumidor faria ou não a opção pela tarifa branca e quais as condições da mudança.
     
A Aneel também pergunta se o usuário escolheria outra opção de faturamento de energia elétrica, e qual seria a melhor alternativa: se a tarifa variasse de acordo com os dias, se tivesse uma assinatura básica e um valor por quilowatt-hora menor que o atual; se a tarifa aumentasse de acordo com a faixa de consumo ou se o usuário estaria disposto a pagar um valor a mais para ter uma melhor qualidade de energia.
     
A pesquisa teve início hoje (17) e pode ser respondida pelo site a Aneel. A duração é 30 dias. Segundo a agência, a pesquisa permitirá a manifestação de todos os consumidores, principalmente os residenciais, que nem sempre participam das audiências públicas promovidas pela agência.
      
Atualmente, 72,5 milhões de consumidores são atendidos em baixa tensão (residências e comércio) e 180 mil em média ou alta tensão (indústrias) no país.
      

Fonte: Agência Brasil


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Projeto busca uso de biocombustíveis na aviação
17/06/2013 | 08h44

O Brasil pode ter um papel relevante na indústria mundial de biocombustíveis para aviação. Um relatório elaborado pela Boeing, pela Embraer e pela Fapesp, coordenado pela Unicamp, identificou lacunas e apontou os caminhos que o país deve percorrer para ocupar posição de destaque nesse mercado: mais pesquisa nas áreas de matérias-primas e de produção de biocombustíveis, logística de distribuição, adequação da legislação, entre outras. O relatório foi divulgado pelos três parceiros nesta segunda-feira (10/06), em evento realizado na Fapesp.
 
O “Plano de voo para biocombustíveis de aviação no Brasil: plano de ação” balizará projetos de pesquisa apoiados pela
Fapesp e pelas duas empresas de aviação no âmbito de um acordo de cooperação mantido pelas instituições, com o objetivo de estimular a pesquisa e o desenvolvimento de biocombustíveis para aviação no Brasil. O estudo integra o Programa Fapesp de Pesquisa em Bioenergia (BIOEN), que reúne mais de 400 cientistas brasileiros, a maioria atuante em universidades e instituições de pesquisa no Estado de São Paulo, além de cerca de cem pesquisadores de diversos outros países.
 
O documento é resultado de uma série de oito workshops realizados entre maio e dezembro de 2012, em São Paulo, Belo Horizonte, Piracicaba, Campinas, São José dos Campos, Rio de Janeiro e Brasília, envolvendo o setor aéreo, universidades e institutos de pesquisa, entre outros participantes.
 
O grande desafio científico e tecnológico hoje, em todo o mundo, de acordo com os pesquisadores, é desenvolver um biocombustível a partir de qualquer biomassa produzida em escala comercial, que tenha um custo competitivo e possa ser misturado ao querosene de aviação convencional, sem a necessidade de modificações nos motores e nas turbinas da atual frota de aeronaves e no sistema de distribuição do combustível aeronáutico.
 
Uma das principais conclusões do relatório é de que no Brasil há uma série de matérias-primas provenientes de plantas que contêm açúcares, amido e óleo, além de resíduos como lignocelulose, resíduos sólidos urbanos e gases de exaustão industrial, que se mostram promissores para a produção de bioquerosene.
 
A cana-de-açúcar, a soja e o eucalipto são apontados como os três melhores candidatos para iniciar uma indústria de biocombustível para aviação no país. Isso, no entanto, dependerá do processo de conversão e refino escolhido, ressalvaram os autores.
 
“Existe uma grande quantidade de fontes possíveis de matérias-primas no Brasil interessantes para a produção de biocombustível para aviação, como a cana-de-açúcar, a soja e o eucalipto”, disse Mauro Kern, vice-presidente executivo de engenharia e tecnologia da Embraer, durante entrevista coletiva para apresentação das conclusões do estudo. “Mas também há outras matérias-primas, como camelina, pinhão-manso, algas e resíduos, que podem se tornar opções viáveis.”
 
A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), por exemplo, realiza pesquisas para domesticação do pinhão-manso e começou a estudar o babaçu, cujo óleo é composto por ácidos com cadeias de carbono consideradas ideais para o desenvolvimento de biocombustível para aviação.
 
A viabilização do pinhão-manso e de outras plantas, como a camelina e o sorgo sacarino, como fontes para a produção de biocombustíveis para a aviação, requer esforços adicionais em pesquisa e desenvolvimento para aumentar o rendimento e reduzir os custos de produção, de acordo com os pesquisadores que participaram do estudo.
 
“O custo da matéria-prima é um fator muito importante para a competitividade do biocombustível. No caso do etanol, a cana-de-açúcar representa 70% do custo de produção. Já no caso do biodiesel, a matéria-prima representa entre 80% e 90%”, disse Luiz Augusto Barbosa Cortez, professor da Unicamp, um dos coordenadores do estudo.
 
“Baixa produtividade na produção da matéria-prima compromete a fabricação de biocombustível”, disse Cortez, que também é membro da Coordenação Adjunta de Programas Especiais da FAPESP.
 
Segundo Celso Lafer, presidente da
Fapesp, o projeto é um passo importante para o desenvolvimento de pesquisas conjuntas entre empresas e universidades. “A Fapesp tem participado ativamente para a criação de uma relação profícua entre universidades, institutos de pesquisa e empresas, apoiando a parceria e a inovação por meio de diversos programas, e a pesquisa para o desenvolvimento dos biocombustíveis de aviação no Brasil certamente será um marco nessa relação.”
 
“Esse estudo demonstra a possibilidade de fazermos projetos cooperativos entre universidades e empresas e aprender, descobrir coisas que são interessantes para os dois lados”, afirmou Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da
Fapesp.
 
Tecnologias de conversão e refino
 

No relatório, os pesquisadores também analisaram diversas tecnologias de conversão e refino, como gaseificação, pirólise rápida, liquefação por solvente, hidrólise enzimática de biomassa celulósica e lignocelulósica, oligomerização de álcool para combustível de aviação, hidroprocessamento de ésteres e ácidos graxos, bem como a fermentação de açúcares e dejetos (resíduos sólidos urbanos, gases de combustão, resíduos industriais) em álcoois, hidrocarbonetos e lipídios.
 
Todas essas tecnologias têm potencial e, no Brasil, diversas têm sido testadas para produzir biocombustíveis usados em voos de demonstração no país e também no exterior, ressaltaram os autores.
 
Combinadas às matérias-primas, essas tecnologias formam uma matriz de 13 possíveis rotas tecnológicas (pathways) indicadas no relatório como alternativas viáveis à produção de biocombustível de aviação no médio prazo.
 
“Essa combinação de variedades de matérias-primas com a diversidade de processos que podem ser adotados abrem oportunidades espetaculares”, disse Kern.
 
De acordo com o executivo, a maioria das iniciativas para desenvolver biocombustíveis para aviação no Brasil e em outros países ainda está em estágio laboratorial – de desenvolvimento da tecnologia.
 
Embora várias tenham recebido aprovação de certificação técnica da American Society for Testing and Materials – entidade norte-americana certificadora de testes e materiais –, nenhuma delas pode ser considerada comercial.
 
“Além de dificuldades técnicas, precisam ser enfrentadas questões de viabilidade econômica e demonstrados os benefícios ambientais, como a redução das emissões de gases de efeito estufa. É preciso mais pesquisa, desenvolvimento e distribuição para estabelecer tecnologias comerciais de refino de biocombustíveis e distribuição para a aviação”, lê-se no relatório.
 
Desafios da aviação
 

O setor de aviação, que contribui com 2% das emissões totais de gases de efeito estufa no planeta, enfrenta o desafio de reduzir pela metade a emissão de dióxido de carbono em 2050, em comparação com os níveis de 2005, conforme estabeleceu a Associação de Transporte Aéreo Internacional (Iata, na sigla em inglês).
 
Para reduzir o consumo de combustíveis e as emissões de gases de efeito estufa, os fabricantes de aviões buscam aumentar nos últimos anos a eficiência operacional de suas aeronaves com o desenvolvimento de motores mais modernos e eficientes e de otimizações aerodinâmicas, usando estruturas e ligas metálicas mais leves no projeto dos jatos. Entretanto, com a forte expansão do transporte aéreo e o aumento da frota de aviões em circulação no mundo, essas medidas têm sido insuficientes.
 
De acordo com dados do relatório, em 2010, o setor brasileiro de aviação, que cresce mais rapidamente do que a média global, transportou cerca de 71 milhões de passageiros e 870 mil toneladas de carga aérea dentro e fora do país. As projeções indicam que o Brasil será o quarto maior mercado de tráfego aéreo doméstico do mundo até 2014.
 
“O setor aeronáutico estabeleceu metas ambiciosas de redução de emissões de CO2 e há várias maneiras de tentarmos atingi-las”, disse Donna Hrinak, presidente da Boeing Brasil. “Uma delas é produzir aeronaves mais eficientes, que utilizem menos combustíveis e emitam menos poluentes. Para isso, temos de pensar em combustíveis alternativos.”
 
Até agora, as experiências no Brasil para o desenvolvimento de biocombustíveis, incluindo para fins automotivos e para aviação agrícola, estiveram associadas à adaptação do motor ao combustível.
 
“Ao contrário do que ocorreu no Proálcool, em que os motores dos carros que circulavam no Brasil tiveram de ser adaptados para um novo combustível, no caso dos biocombustíveis para aviação a ideia é que sejam absolutamente compatíveis com o combustível atual, de forma a não ocasionar nenhuma modificação nos aviões ou na infraestrutura de distribuição”, comparou Kern.
 
Na opinião de Luiz Augusto Horta Nogueira, professor da Universidade Federal de Itajubá (Unifei) e um dos coordenadores do estudo, os biocombustíveis para aviação surgem em uma condição muito diferente dos voltados para o mercado automotivo. “Existe uma demanda global para os biocombustíveis para aviação que já está colocada, o que fará com que o programa tenha consistência e continuidade. Isso não houve no caso dos outros biocombustíveis”, comparou.
 
O estudo Plano de voo para biocombustíveis de aviação no Brasil: plano de ação pode ser acessado em: www.fapesp.br/publicacoes/plano-de-voo-biocombustiveis-brasil-pt.pdf.

  

Fonte: Ambiente Energia


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Leilão de eólica só haverá com transmissão
14/06/2013 | 08h16

O governo decidiu só levar a leilão empreendimentos de geração de energia Eólica que estejam próximos a localidades onde exista a infraestrutura de transmissão. Com isso, inverte-se o modelo de gerar energia e puxar linhas a partir destes locais, evitando, assim, o risco de haver geração que não chegue aos consumidores.

 

A medida foi anunciada ontem pelo secretário de Planejamento Energético do Ministério de Minas e Energia, Altino Ventura Filho, em audiência pública na Câmara dos Deputados para tratar do problema das regiões que já estão gerando energia eólica, mas que não conseguem fornecer ao sistema elétrico por falta de ligação de linhas transmissoras. Nesta situação estão hoje 28 usinas, que geram 678 Megawatts (MW).

 
Segundo o diretor geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Romeu Donizete Rufino, a falta de conexão de usinas na Bahia e no Rio Grande do Norte que não estão sendo usadas pelo sistema já resulta em prejuízo de R$ 770 milhões ao sistema elétrico, crescendo em R$ 33 milhões por mês, ao menos até janeiro de 2014, quando o gasto extra mensal deverá ser pago pelo sistema.

 
Rufino disse que a Aneel aplicou multas contra a Eletrobras-Chesf, responsável pela instalação das linhas de transmissão, mas que, ainda assim, a construção da linha não avançou. A Chesf alegou demora na obtenção da licença ambiental para justificar o atraso. Ainda segundo Rufino, há risco de outros empreendimentos nesses estados, além do Ceará, ficarem prontos e não despejarem a energia gerada no sistema interligado.

 
- A falta de energia (das eólicas) demandou o uso de térmicas, que são mais caras, por isso há prejuízo (para o sistema elétrico). Essa energia poderia contribuir para uma pequena redução no custo de operação - reconheceu Ventura.

 

Fonte: O Globo


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ONS reforça monitoramento na Copa das Confederações
13/06/2013 | 08h27

O suprimento de energia elétrica para os estádios onde haverá jogos da Copa das Confederações terá o monitoramento reforçado, com a participação do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Segundo o secretário de Energia Elétrica do Ministério de Minas e Energia, Ildo Grüdtner, o ONS fez um acordo operacional com as distribuidoras para ter informações sobre as redes que fornecem energia para os estádios durante o evento.
    
“O ONS estará olhando essas redes junto com as distribuidoras e, se por acaso tiver algum problema, vai ter mais informações para poder agir mais rápido e auxiliar a distribuidora na recomposição daquela rede”, explicou.
    
O reforço da segurança para os jogos também prevê que as distribuidoras e transmissoras não façam manutenções programadas em locais considerados estratégicos, como estádios, centros de treinamentos das seleções, hotéis e metrôs, no período de 48 horas antes do evento e 24 horas depois dos jogos. “Claro que, se ocorrer algum problema, eles podem fazer a correção, mas não de forma programada”, explicou Grüdtner. Nesse período, novos usuários não devem ser conectados ao sistema, para não haver nenhum tipo de interferência.
     
As ações das empresas responsáveis pelo suprimento energético das cidades-sede da Copa das Confederações foram apresentadas hoje (12) ao governo, em reunião com o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, e com representantes do ONS e da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
     
As providências também incluem a formação de equipes especiais de plantão durante os jogos, em todo o país, o aumento da segurança em locais considerados estratégicos no fornecimento de energia, o reforço nas redes de transmissão, com criação de subestações próximas aos estádios, a manutenção e a substituição preventiva de equipamentos e o fortalecimento do suprimento em pontos turísticos e locais importantes, como hotéis e hospitais.
      

Fonte: Agência Brasil


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Aneel aprova edital para leilão de transmissão
12/06/2013 | 08h16

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou nesta terça-feira edital para leilão de transmissão, a ser realizado em 12 de julho, na BM&FBovespa. Serão oferecidos à iniciativa privada sete lotes, para atender Acre, Bahia, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Piauí, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul, além do Distrito Federal.
    
De acordo com as regras do edital, o prazo de concessão será de 30 anos. Aos vencedores, caberá a construção, operação e manutenção de linhas e subestações de transmissão de energia. O prazo para que as instalações entrem em operação comercial varia de 24 a 36 meses e haverá incentivos econômicos para aqueles que conseguirem concluir as obras antes do tempo previsto.
    
O diretor da Aneel André Pepitone da Nóbrega, destacou que o Lote A, no Acre, fez parte da licitação ocorrida em dezembro, na qual não recebeu propostas. O lote é composto por uma linha de transmissão para interligar Rio Branco e Cruzeiro do Sul, passando por Feijó. Para atrair a iniciativa privada, dessa vez, a Aneel propôs um valor de investimento 24% maior e uma remuneração anual 20,44% - isso corresponde a R$ 5,3 milhões a mais por ano, ou R$ 150 milhões ao longo do prazo de concessão.
    
Também haverá incentivo especial para o Lote B, composto de obras para reforçar o suprimento de energia no Distrito Federal. O objetivo é aumentar a segurança energética no Distrito Federal, após a série de apagões que atingiram a região de Brasília. O prazo será de 30 meses e, se o investidor conseguir antecipar essa obra, terá direito a receber antes a remuneração anual.
     
Os sete lotes somam 1.580 quilômetros de extensão e 13 subestações, com Receita Anual Permitida (RAP) máxima de R$ 133,054 milhões. Na disputa, vence quem oferecer o maior desconto para essa remuneração. A Aneel estima que os investimentos nesses lotes devem chegar a R$ 1,281 bilhão.
     
Assim como nos leilões anteriores, haverá restrições à participação de empresas inadimplentes ou com obras em atraso superior a seis meses nos últimos três anos. Elas não poderão liderar consórcios, mas será permitido que integrem um grupo, desde que a participação seja limitada a 49%. Nóbrega ressaltou que, nos próximos leilões de transmissão, a Aneel estuda aprimorar os critérios econômico-financeiros para qualificação das empresas.
       

Fonte: Exame


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Consumo de energia no País recua 3,6%
11/06/2013 | 08h28

O consumo de energia elétrica no Brasil cresceu 2,1% em maio em relação a igual mês de 2012 e diminuiu 3,6% em comparação com abril deste ano. De acordo com o Operador Nacional do Sistema (ONS), o comportamento da carga em maio foi influenciado principalmente pelo desempenho da carga do Subsistema Sudeste/Centro-Oeste (SE-CO), cuja participação é de cerca de 60% da carga do Sistema Interligado Nacional (SIN).
    
"A carga desse subsistema (SE-CO) tem sido fortemente afetada pelo baixo desempenho do setor industrial, em especial o das commodities de exportação do setor de metalurgia", divulgou ontem o ONS.
     
Segundo o órgão, o Subsistema Nordeste - no qual o Ceará está inserido - registrou aumento de 5,3% no consumo no último mês, em relação a maio de 2012. O ONS ressalta que a alta foi influenciada pela "incorporação de eletrodomésticos às residências, reflexo do incremento da renda e do avanço do emprego, contribuiu para esse comportamento".
    
Já em comparação com o mês de abril deste ano, houve queda de 4,9%. O fato, apontou o ONS, deve-se em parte à redução do consumo das classes comercial e residencial, por conta da ocorrência de chuvas e temperaturas mais amenas.
      
A redução no subsistema Nordeste foi a maior do País, que registrou recuo de 3,6% no consumo de energia. O subsistema Sudeste/Centro-Oeste teve queda de 3,8%, enquanto o subsistema Sul, recuou 2,7%. Já o Norte registrou diminuição de 1%.
     
No Ceará
    
A Companhia Energética do Ceará (Coelce) informou ontem que os dados referentes ao mês de maio ainda não haviam sido fechados. Segundo a companhia, em abril de 2013, o consumo registrado no Estado foi de 862 GWh - número 12,4% superior de abril de 2012.
     

Fonte: Diário do Nordeste


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Dilma defende hidrelétricas com grandes reservatórios
07/06/2013 | 08h44

Não é de hoje que o governo sinaliza um certo descontentamento em relação ao modelo de engenharia que passou a ser utilizado na construção de novas hidrelétricas pelo país, uma opção tecnológica que reduz o tamanho dos reservatórios criados para geração de energia.

 

Ontem, a presidente Dilma Rousseff aproveitou o Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, realizado no Palácio do Planalto, para colocar de lado o discurso dúbio de seus principais assessores do setor energético e foi diretamente ao ponto. Dilma defendeu a construção de hidrelétricas com grandes reservatórios, modelo que foi utilizado para erguer a usina de Itaipu.
 
A crítica de Dilma foi direcionada à crescente instalação de usinas baseadas no modelo conhecido como "fio d'água". Nessas hidrelétricas, turbinas utilizam o fluxo natural do rio para gerar energia, dispensando a necessidade de ter grandes quedas de água. No caso de hidrelétricas como Itaipu, cria-se um grande lago, para que se obtenha uma queda d'água maior, o que significa mais energia. As usinas a fio d'água, disse Dilma, vão exigir que o país repense a sua matriz energética, explorando geração térmica, que é mais poluente.
 
É uma decisão polêmica. A viabilidade de novas usinas na região amazônica, como as hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio, em Rondônia, e de Belo Monte, no Pará, só foram para frente porque o governo concordou em adotar o modelo a fio d'água. Belo Monte, por exemplo, que tem gerado tanta polêmica por conta de seu reservatório de 502,8 km quadrados, teve seu projeto original alterado, reduzindo a dimensão de seu lago para menos da metade do tamanho inicialmente previsto.
 
"Temos de enfrentar o fato de que, se nós continuarmos a fazer hidrelétricas a fio d'água, se nós continuarmos a ter essa arquitetura de hidrelétricas, teremos aumento das térmicas", disse Dilma.
 
A defesa da presidente soa como um pesadelo para ambientalistas. O fato de a usina se basear em turbinas tipo fio d'água não significa que as áreas alagadas são pequenas. Os exemplos emblemáticos dessa situação são as duas hidrelétricas que o governo pretende erguer no rio Tapajós, no Pará. A usina de São Luiz do Tapajós, estruturada para gerar 6.133 megawatts (MW) no modelo de fio d'água - potência inferior apenas a de Itaipu, Belo Monte e Tucuruí - envolve a inundação total de 1.368 quilômetros quadrados de floresta. Trata-se de uma área quase do tamanho da cidade de São Paulo e que equivale a duas vezes e meia a inundação que será causada por Belo Monte. Na usina do rio Xingu, porém, a potência será de 11 mil MW.
  
Dilma defendeu as ações adotadas pelo governo para controlar o desmatamento e disse que o país demonstra que "é possível crescer e preservar".
  
Ontem, o ministro de Minas e Energia (MME), Edison Lobão, admitiu que impasses com terras e comunidades indígenas têm comprometido o cronograma de hidrelétricas importantes para o planejamento de expansão energético do país. Lobão afirmou que o governo pretende acelerar a construção de novas usinas térmicas e hidrelétricas e que está trabalhando para "adiantar as coisas para que não haja nenhum comprometimento do fornecimento de energia".
 

Fonte: Valor Econômico


 
É uma decisão polêmica. A viabilidade de novas usinas na região amazônica, como as hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio, em Rondônia, e de Belo Monte, no Pará, só foram para frente porque o governo concordou em adotar o modelo a fio d'água. Belo Monte, por exemplo, que tem gerado tanta polêmica por conta de seu reservatório de 502,8 km quadrados, teve seu projeto original alterado, reduzindo a dimensão de seu lago para menos da metade do tamanho inicialmente previsto.
 
"Temos de enfrentar o fato de que, se nós continuarmos a fazer hidrelétricas a fio d'água, se nós continuarmos a ter essa arquitetura de hidrelétricas, teremos aumento das térmicas", disse Dilma.
 
A defesa da presidente soa como um pesadelo para ambientalistas. O fato de a usina se basear em turbinas tipo fio d'água não significa que as áreas alagadas são pequenas. Os exemplos emblemáticos dessa situação são as duas hidrelétricas que o governo pretende erguer no rio Tapajós, no Pará. A usina de São Luiz do Tapajós, estruturada para gerar 6.133 megawatts (MW) no modelo de fio d'água - potência inferior apenas a de Itaipu, Belo Monte e Tucuruí - envolve a inundação total de 1.368 quilômetros quadrados de floresta. Trata-se de uma área quase do tamanho da cidade de São Paulo e que equivale a duas vezes e meia a inundação que será causada por Belo Monte. Na usina do rio Xingu, porém, a potência será de 11 mil MW.
  
Dilma defendeu as ações adotadas pelo governo para controlar o desmatamento e disse que o país demonstra que "é possível crescer e preservar".
  
Ontem, o ministro de Minas e Energia (MME), Edison Lobão, admitiu que impasses com terras e comunidades indígenas têm comprometido o cronograma de hidrelétricas importantes para o planejamento de expansão energético do país. Lobão afirmou que o governo pretende acelerar a construção de novas usinas térmicas e hidrelétricas e que está trabalhando para "adiantar as coisas para que não haja nenhum comprometimento do fornecimento de energia". 

Fonte: Valor Econômico

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Petrobras começa a negociar hidrelétricas
06/06/2013 | 08h57

Com o objetivo de captar US$ 9,9 bilhões em venda de ativos para financiar seu plano de investimentos, a Petrobras está conduzindo um processo de venda de seus ativos de geração hidrelétrica, reunidos na empresa Brasil PCH. A estatal detém 49% na companhia, que possui 13 Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs).
    
Hoje, a estatal mineira Cemig informou ao mercado que tem interesse na aquisição dos ativos. "A Cemig ... está participando do respectivo processo competitivo", informou a empresa.
    
Também circula no mercado que outra estatal, a Copel, teria interesse nos ativos. A Brasil PCH apurou lucro líquido de R$ 59,2 milhões no ano passado.
      
As 13 usinas da Brasil PCH estão localizadas no Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais e Goiás. O principal atrativo dos projetos são os contratos de venda de energia no Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa), cujos preços são mais elevados que os praticados nos leilões de energia.
    
Isso torna os ativos bastante atrativos para as empresas que investem energia renovável. A capacidade instalada dos empreendimentos é de 291,52 MW.
     
A venda da Brasil PCH pela Petrobras foi antecipada em março pelo Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado. Em apresentação de divulgação do plano de negócios 2013-2017, a presidente da estatal, Graça Foster, havia dito que a companhia tinha interesse em se desfazer dos ativos que não tinha sinergia com o seu portfólio atual.
    
À ocasião, a executiva disse que, embora rentáveis, as PCHs eram ativos menos importantes no contexto da empresa, indicando a intenção de venda.
   
Dentro da estratégia de gerar caixa para investimentos, fontes do mercado dizem que a Petrobras teria colocado a venda as suas participações nos ativos de energia eólica e em térmicas a óleo combustível.
    
Até 2017, a estatal tem como meta investir US$ 236,7 bilhões. No fim de abril, a empresa vendeu a sua participação em seis blocos no Golfo do México por US$ 110 milhões.
     

Fonte: Exame


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Presidência não abre mão de grandes hidrelétricas
05/06/2013 | 08h55

O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, deixou claro em reunião com 140 índios, no auditório do Palácio do Planalto, que o governo não pretende abrir mão da construção de grandes empreendimentos hidrelétricos na Amazônia.

 

"Nós os trouxemos aqui para um diálogo, ouvimos longamente a fala deles, as críticas deles, mas fomos absolutamente claros com eles dizendo que o governo não vai abrir mão dos seus projetos. Agora, o governo fará as correções necessárias para fazer de forma adequada, de modo a respeitar os direitos indígenas, de modo a ouvi-los, no espírito que a [Convenção] 169 determina, acolhendo sugestões, ponderações, reinvindicações, para que, de fato, esses empreendimentos deixem um rastro de vida, e não de morte", destacou, ao final do encontro.
  
O recado já havia sido dado um pouco mais cedo ao grupo formado por 140 representantes das etnias Munduruku, Xipaya, Cayabi, Apyacá, Caiapó e Arara da Volta Grande do Xingu. "Não vou dizer para vocês que nós vamos parar a usina de Belo Monte. O Brasil precisa daquela energia lá. O que nós vamos fazer é corrigir o que está errado", afirmou Carvalho.
  
O índios chegaram a Brasília em dois aviões da Força Aérea para o encontro com representantes do governo federal, do qual também participaram o secretário-geral da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil, Dom Leonardo Steiner, e a procuradora da República Débora Duprat, representante do Ministério Público Federal em Altamira.
  
O grupo, que participou das ocupações em Belo Monte, reivindica a suspensão das obras da hidrelétrica do Rio Xingu, assim como da usina Teles Pires, ambas em construção, até que sejam ouvidas todos as populações afetadas pelos empreendimentos, conforme previsto na Convenção 169, da Organização Internacional do Trabalho. Eles pedem também a suspensão dos estudos em andamento para a construção de futuras hidrelétricas na bacia do rio Tapajós.
  
Gilberto Carvalho reforçou que está aberto ao diálogo e propôs uma nova reunião com os indígenas em 20 dias, em Jacareacanga, no Pará, para discutir a realização de consultas públicas sobre os estudos do Tapajós. A resposta deve ser dada nesta quarta-feira, 5 de junho, pelos representantes dos índios.
 
O governo, segundo o ministro, está regulamentando o que foi estabelecido na convenção da OIT. Carvalho ressaltou, no entanto, que apesar de prever a discussão com as partes envolvidas a norma não permite o direito de veto dessas populações à execução de um empreendimento.
 
Em um dos momentos mais tensos da reunião, Débora Duprat disse aos índios que as consultas estão garantidas por decisão judicial, após ação do ministério público no Pará. Ela disse que esse instrumento é uma forma de empoderamento dos povos indígenas, na qual eles passam a ser donos do próprio destino. "É um exercício para se chegar à formação de consenso", acrescentou.  A procuradora explicou que a ausência de poder de veto por qualquer dos envolvidos deve-se ao fato de que se vive em uma sociedade plural, com direitos garantidos a diferentes grupos.
 
Questionado na saída por jornalistas sobre a ameaça de nova invasão a Belo Monte, caso permaneça o impasse, o ministro disse que espera que isso não ocorra e informou que o governo já tomou providências para que haja um reforço da Força Nacional de Segurança no empreendimento. "A obra não pode parar. Cada dia de paralisação na usina de Belo Monte é um prejuízo enorme a toda a nação", declarou. Segundo o ministro, o governo aceita toda forma de protesto e de divergência, mas não vai tolerar uma nova invasão.
  

Fonte: CanalEnergia


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