Setor Elétrico
Juntas, Eletrobras e GDF avaliam projetos no exterior
03/09/2010 | 08h45

A Eletrobras e a franco-belga GDF Suez assinam nesta quinta-feira um acordo para cooperação em projetos de energia na África, América Central e do Sul.

  

Segundo comunicado à imprensa, os segmentos prioritários serão transmissão e geração de energia elétrica, de origem renovável e outras fontes.

 

As duas companhias podem criar sociedades de propósito específico (SPEs), caso comprovem viabilidade técnica e econômica dos projetos. O acordo, com prazo de cinco anos, não inclui projetos de energia no Brasil.

 

Eletrobras e GDF, por meio da Tractebel, geradora do grupo francês no Brasil, são sócias da usina hidrelétrica de Jirau, no rio Madeira (RO).


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2009 registra 2º maior consumo de energia
02/09/2010 | 08h45

A pesquisa Indicadores de Desenvolvimento Sustentável - IDS 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatítica apontou que o consumo per capita de energia  alcançou 48,3 gigajoules por habitante em 2009. Esse foi o segundo maior índice desde o início da série histórica, em 1992, só perdendo para 2008, quando alcançou o patamar de 50 GJ/hab. De acordo com o IBGE, esta variável está diretamente ligada ao grau de desenvolvimento de um país.

 

Por outro lado, a pesquisa mostrou que a intensidade energética, ou seja, a quantidade de energia necessária à produção de uma unidade de PIB, que mede a eficiência no uso de energia, tem se mantido estável desde 1995. Desde então, o índice oscilou entre 0,209 toneladas equivalentes de petróleo por R$ 1 mil, o menor da série, e 0,213 tep/R$ 1 mil, em 2009. O pico foi atingido em 1999, quando o índice alcançou 0,229 tep/R$ 1.000 (quanto menor o valor, maior a eficiência no uso de energia).

 

Além disso, em 2009, 47,2% da energia utilizada no Brasil era fruto de fontes renováveis, que podem fornecer energia continuamente, se adotadas estratégias de gestão sustentável, semelhante ao observado em 1992 (47,6%), início da série histórica. O que se verificou, segundo o estudo, foi um período de queda até 2001, quando o índice chegou a 39,3%, resultado da queda na participação de hidrelétricas, da redução do consumo de lenha e carvão vegetal e do aumento da participação do gás natural na matriz energética brasileira.

 

Já o crescimento a partir de 2002 (41%) se deveu principalmente ao aumento da utilização de biomassa (cana de açúcar), e em menor escala das chamadas fontes alternativas, como energia solar, eólica, biogás, entre outras. Há que se ressaltar que mesmo fontes renováveis também causam impactos socioambientais.

 

A matriz energética brasileira ainda depende em grande parte de fontes não renováveis: 52,8% da energia produzida vêm de petróleo e derivados (37,8%), gás natural (37,8%), carvão mineral e derivados (4,8%) e urânio e derivados (1,4%). A dependência de fontes como essas pode não ser sustentável a longo prazo.


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Geração térmica será reduzida em setembro
01/09/2010 | 09h14

A geração de energia elétrica por térmicas será reduzidas dos atuais 4 mil MW médios para 2,5 mil MWmed a partir do início de setembro, informou na última segunda-feira, 30 de agosto, o Ministro de Minas e Energia, Marcio Zimmermann, após a reunião do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico. "Temos um cenário bastante positivo", disse o ministro.

 

Zimmermann destacou que os reservatórios do subsistema Sudeste/Centro-Oeste estão com uma média de 90% de armazenamento. No Nordeste, o nível está um pouco mais baixo, mas isso não compromete a segurança do sistema, continuou.

 

“O sistema está tranquilo, operando dentro das condições, o que nos leva até a poder reduzir [o uso de termelétricas]. Vamos acompanhando como vai ser a projeção para as próximas semanas e, se for necessário, voltaremos a atuar com térmicas”, salientou.

 

Durante a reunião do CMSE, o Operador Nacional do Sistema Elétrico apresentou uma avaliação das condições eletroenergéticas. O fenômeno climático "La Niña" afetou a capacidade de armazenamento entre junho e agosto. Para os próximos três meses, o ONS espera precipitações entre dentro da média histórica e baixo dela para as bacias dos rios Uruguai, Jacuí e Iguaçu.

 

O ministro Zimmermann destacou na reunião ainda o resultado dos leilões de fontes alternativas realizados na semana passada.


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Projeto pretende obrigar compra de energia eólica
31/08/2010 | 08h30

Na véspera da realização dos dois leilões de fontes alternativas - reserva e de energia nova A-3, a Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados recebeu o projeto de lei 7.737/2010, de autoria do deputado Betinho Rosado (DEM-RN) que estabelece a obrigatoriedade de contratação de energia eólica por meio de leilões.

   

Segundo o projeto, as distribuidoras ficam obrigadas a contratar por ano, no mínimo, 250 MW de energia eólica, a partir de 2012, por um período de 20 anos. O projeto estabelece que os contratos deverão ter prazo de vigência também de 20 anos e só participarão dos leilões empresas que possuam usinas com índice de nacionalização de equipamentos e serviços de 70%.

  

Entre outros pontos, a proposta estabelece que os recursos com a venda de créditos de carbono serão apropriados pelas geradoras. Segundo o deputado, em sua justificativa, entre outros pontos, a energia eólica é a que mais cresce no mundo e nos próximos dois anos, o Brasil terá investimentos de R$ 7,2 bilhões em energia eólica, ficando 72% desse montante destinado a projetos localizados no Nordeste.

  

Para Rosado, a fonte pode ser considerada atrativa, considerando os resultados do leilão de reserva de 2009, quando foram contratados pouco mais de 1.800 MW e o preço médio ficou em R$ 148,39 por MWh - contra os R$ 189 por MWh daquela ocasião.

  

"No entanto, para manter essa indústria de forma competitiva e para fazer com que os preços caiam ainda mais, é necessário manter os leilões exclusivos por vários anos como forma de o estado garantir os investimentos nessa fonte de energia limpa e renovável", destacou o parlamentar.

 

O projeto de lei foi apresentado no Plenário no último dia 4 de agosto e recebido pela Comissão de Minas e Energia no dia 24. Os leilões ocorreram entre os dias 25 e 26 de agosto.


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Pesquisa sugere coleta de energia do ar
30/08/2010 | 14h12

Pesquisadores da Unicamp (Universidade de Campinas) dizem ter encontrado um mecanismo para coletar energia elétrica do ar úmido.
 
O coordenador do estudo, Fernando Galembeck, apresentou a descoberta em uma reunião da Sociedade Americana de Química, em Boston.
 
Segundo ele, a técnica explora um efeito atmosférico pouco conhecido.
 
O cientista brasileiro diz que metais poderiam ser usados para captar a energia, abrindo caminho para uma potencial fonte de energia em climas úmidos.
 
Outros cientistas, porém, discordam sobre o mecanismo e sobre a escala do efeito relatado por Galembeck. 
 
Circuito

 
"A ideia básica é que quando você tem qualquer sólido ou líquido em um ambiente úmido, você tem a absorção de água na superfície", disse Galembeck à BBC.
 
"O trabalho que estou apresentando mostra como metais colocados sob um ambiente úmido se tornam carregados (de energia)", afirmou.
 
Galembeck e seus colegas de pesquisa isolaram vários metais e pares de metais separados por um material não condutor de eletricidade e permitiram que nitrogêneo gasoso com diferentes quantidades de vapor de água passassem por eles.
 
O que a equipe descobriu é que os metais acumularam carga elétrica - em variadas quantidades, com carga positiva ou negativa. Os metais poderiam ser ligados periodicamente a um circuito para criar eletricidade que pudesse ser utilizada.
 
O efeito é muito pequeno - coletando uma quantidade de eletricidade equivalente a 0,000001% da produzida em uma mesma área por uma célula de energia solar -, mas parece representar uma forma de acumulação de carga que até agora era ignorada.
 
Galembeck sugere que com mais desenvolvimento, o princípio poderia ser estendido para se tornar uma fonte de energia renovável em áreas úmidas do planeta, como os trópicos.
 
Debate 
 
Apesar de a ideia de tirar energia do ar ser tentadora, a perspectiva de se conseguir coletar uma quantidade suficiente para tornar o processo viável ainda é uma questão de debate.
 
Hywel Morgan, da Universidade de Southampton, no Reino Unido, diz que um efeito semelhante já é conhecido há algum tempo. Ele aponta que o carregamento triboelétrico - a geração de carga elétrica pela fricção de gotas de água sobre gotas de água - é a origem das trovoadas.
 
"O que achamos que está acontecendo é que ele está jogando vapor de água através dos metais e, com isso, carregando triboeletricamente o vapor de água", afirma.
 
Segundo ele, isso resultaria numa carga, mas não seria o mesmo que simplesmente tirar eletricidade do ar úmido.
  
"Muito interessante"  

  
O físico Marin Soljacic, do MIT (Massachusetts Institute of Technology), em Boston, criador de uma tecnologia de transmissão de energia sem fio conhecida como Witricity, discorda de Morgan.
   
Ele classifica o estudo coordenado por Galembeck de "muito interessante" e "uma boa área de pesquisa".
 
Ele concorda, porém, que a quantidade de carga acumulada nos testes iniciais sugere que pode ser difícil fazer bom uso da técnica.
 
"Neste ponto, ainda é difícil ver como isso poderia ser usado em aplicações do dia a dia", disse ele à BBC.
 
Segundo ele, são necessárias mais pesquisas para entender "todas as limitações e o quanto é possível avançar".
 
"(Morgan) está certo que um efeito semelhante e relacionado já é conhecido, mas estamos pressionados a encontrar novas fontes de energia renováveis, então acho que ainda é cedo para descartar esta pesquisa", afirma Soljacic.
 
Galembeck se diz acostumado com a polêmica que este tipo de trabalho gera, afirmando que as discordâncias sobre o mecanismo por trás dele formam "o motivo principal para discussões acaloradas entre os cientistas".
 
"Já houve muitas tentativas de coletar eletricidade da atmosfera, e a maioria teve final infeliz", diz.


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Eficiência: Aneel vai adotar modelo de benchmark
30/08/2010 | 11h40

O terceiro ciclo de revisão tarifária das distribuidoras, que se inicia no próximo ano, está ainda em gestação na Agência Nacional de Energia Elétrica, mas algumas mudanças já estão delineadas na cabeça do regulador. Uma delas é a redução do WACC, que mede o custo de capital das empresas. Outra alteração é a adoção de um modelo de benchmark para medir a eficiência das empresas.
   
As primeiras dicas do que virá por aí foram dadas na noite da última quinta-feira, 27 de agosto, pelo diretor-geral da Aneel, Nelson Hubner. Ele disse que não há justificativa para que o WACC se mantenha no mesmo patamar ou aumente. "Estamos em um cenário de crescimento econômico e redução do risco Brasil, não há justificativa para aumentar", explicou o executivo.
  
A adoção da política de benchmark, como já existe hoje no caso das perdas comerciais, será ampliada para outras áreas de medição da eficiência das distribuidoras, como, por exemplo, custos de operação, pessoal etc. De acordo com Hubner, isso deve ganhar mais peso do que a empresa de referência na hora da revisão tarifária.
  
"Vamos definir parâmetros, modificar os processos. [Será] mais apertado [para as distribuidoras]. Hoje já temos mais dado e informação do que quando se fez o outro ciclo", afirmou.


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Governo pode privatizar usinas nucleares
27/08/2010 | 08h11

O Planalto estuda privatizar a construção e a operação de usinas nucleares no país, em um arranjo que acabaria com o monopólio do Estado no setor.
  
O projeto prevê acordo de concessão à iniciativa privada, mas mantém a propriedade em poder do governo.
  
Para que o modelo seja rentável, os consumidores, por meio das distribuidoras, poderão ser obrigados a comprar energia sem leilão.
  
O custo para construir uma usina nuclear do porte de Angra 3 está entre R$ 8 bilhões e R$ 10 bilhões. O assunto divide o governo. Ciência e Tecnologia é contra o projeto, e Minas e Energia e Casa Civil defendem a proposta.


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Oito usinas comercializam energia de biomassa
26/08/2010 | 08h15

O leilão de energia de reserva teve início nesta quarta-feira, 25 de agosto, com a comercialização dos produtos 2011 e 2012 de biomassa. Segundo Nelson Hubner, diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica, toda a demanda prevista pelo governo para estes produtos foi contratada."A oferta foi pequena, mas toda a energia foi contratada", disse na saída do prédio da Cãmara de Comercialização de Energia Elétrica. No total, oito usinas venderam energia nos certames.
 
O produto 2011 movimentou 74,8 MW médios vendidos a um preço médio de R$ 154,18 por MWh, sendo que a entrega dos produtos será escalonada entre 2011 (56,1 MWmed) e 2013 (74,8 MWmed). Foram vendidos 9.664.908,00 MWh, movimentando R$ 1.490.134.954,80.
 
O produto 2012 teve a venda de 31,4 MWmed para entrega entre 2012 a 214, entrando 24,2 MWmed no primeiro ano. A energia foi comercializada a R$ 145,37/MWh, com deságio de 6,2%. A segunda fase teve 21 rodadas, enquanto a primeira fase teve quatro, segundo Antonio Carlos Machado, presidente do Conselho de Administração da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica.
 
Venderam energia na primeira fase, as usinas de cana de açúcar Alcídia (SP-38,1 MW), Eldorado (MS-12 MW), Porta das Águas (GO-70 MW), São Fernando Energia I (MS-50 MW), UTE Angelica (MS-64 MW) e UTE Colorado (SP-52,8 MW). Na segunda, a energia foi vendida por duas usinas a biomassa - UTE da Pedra (sP-70 MW), da CPFL Bioenergia, e UTE Cevasa  (SP-48 MW).
 
A expectativa dos executivos é que a disputa seja maior na próxima quinta-feira, 25, quando será comercializado o produto 2013 de biomassa, eólica e PCHs. O preço da biomassa será o mesmo de R$ 156/MWh, enquanto PCHs será de R$ 155/MWh e a eólica de R$ 167/MWh. Além do LER, será realizado ainda o A-3.


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Mais construtoras entram no consórcio de Belo Monte
25/08/2010 | 08h15

O presidente da Eletrobras, José Antônio Muniz, admitiu nesta terça-feira a possibilidade de construtoras como Odebrecht, Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez entrarem na composição societária da usina hidrelétrica de Belo Monte, que será erguida no rio Xingu (PA).
   
Ele confirmou que as três serão contratadas como prestadoras de serviço, e não descartou alterações na sociedade da Norte Energia, a SPE (sociedade de propósito específico) responsável pela construção e operação da usina, que será a segunda maior do país, com 11.233 MW (megawatts) de capacidade instalada.
  
"Elas vão participar da obra. Depois, se alguém puder entrar, que negocie com o outro, aí um outro sai. Mas agora elas não estão na sociedade", afirmou Muniz, que participou de seminário do Gesel (Grupo de Estudos do Setor Elétrico, da UFRJ).
  
O grupo Eletrobras lidera a usina, com 49,98% de participação. Tem como sócias construtoras, como a Queiroz Gavão e a J.Malucelli, autoprodutores e fundos de pensão. O contrato de concessão será assinado amanhã, em Brasília.
  
É possível que o início de operação da usina, previsto para 2015, seja antecipado, segundo o executivo. Ele, no entanto, evitou fazer projeções. Muniz explicou que isso vai depender da encomenda das turbinas responsáveis pela geração da hidrelétrica. Em relação ao andamento das obras civis, informou que não há maiores empecilhos.
  
"A obra física começa no ano que vem. Estamos tentando, ainda esse ano, uma LI (Licença de Instalação) para preparar o canteiro", observou.
  
Inicialmente estimada em R$ 20 bilhões, a construção de Belo Monte pode superar esse valor, de acordo com o presidente da Eletrobras. Ao mesmo tempo, ressaltou que uma série de otimizações está sendo feita para reduzir os custos da usina, desde que o retorno mínimo para os investidores seja garantido.


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Canadá desenvolve elétrico com fibra de cânhamo
24/08/2010 | 08h15

A companhia canadense Motive Inc anunciou planos para fabricar um automóvel elétrico com a carroceria feita em fibra natural.  O modelo foi batizado de Kestrel e tem a estrutura feita com cânhamo, uma variedade do cannabis.  

De acordo com a companhia, o apelo ecológico dos carros elétricos e a necessidade de desenvolver modelos mais leves tornam as fibras de plantas uma alternativa viável.

A estreia mundial do Kestrel acontecerá durante a conferência EV 2010 VÉ que será realizada em setembro em Vancouver, no Canadá. Já os testes do veículo devem começar no final deste mês.

Em relação ao design, a empresa afirma que apostou em linhas simples. "Os veículos elétricos precisam ser eficientes, por isso que o desenho do Kestrel tinha que ser simples (com o mínimo de componentes), leve e atrativo para os olhos", afirmou em nota o designer do carro, Darren McKeage.

A empresa responsável pelo fornecimento da matéria-prima é a canadense Alberta Innovates Technology Futures (AITF).

Para o presidente da Motive, Nathan Armstrong, a oportunidade é única por promover progressos significativos no setor do automóvel e "apoiar o setor canadense do automóvel ao proporcionar produtos sustentáveis e oportunidades para criar novos trabalhos 'verdes' no setor manufatureiro".


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