
Jorge Samek (à esquerda, na foto) foi o mediador do debate.
As relações entre produção de energia, sustentabilidade e segurança, numa perspectiva de integração entre povos e países, foram o tema de uma das mesas mais aguardadas do 15º Encontro Regional Ibero-Americano do Cigré (Eriac), que acontece de 19 a 23 de maio, no Hotel Golden Tulip Internacional, em Foz do Iguaçu. Mediado pelo diretor-geral brasileiro da Itaipu, Jorge Samek, o debate reuniu especialistas do Brasil, Paraguai e Argentina.
Entre eles, Francisco Sibut Gomide, Ph.D. em Recursos Hídricos, ex-ministro de Minas e Energia (2002), ex-diretor-geral brasileiro da Itaipu (1993-95), fundador (1977) e presidente (1985-87) da Associação Brasileira de Recursos Hídricos. Ferrenho defensor da importância das hidrelétricas para o desenvolvimento, Gomide apresentou dados e fatos concretos para corroborar que os benefícios dos reservatórios são maiores que os danos humanos ou ambientais.

Para Gomide, o desafio agora é vencer o lobby contrário às hidrelétricas.
Gomide resumiu a questão, convidando os colegas a se engajarem e defenderem o setor, disseminando o conhecimento e vencendo os mitos.
“Uma das mais antigas definições da engenharia a coloca como a ciência de fazer o melhor uso possível dos recursos naturais para o benefício da humanidade. É o conceito de sustentabilidade: usar conscientemente e garantir que haja no futuro", disse Gomide.
"Qualquer obra de infraestrutura trará prejuízo ao meio ambiente, mas é papel dos engenheiros descobrir a forma de minimizá-lo. Deixar de construir não é uma opção. Afinal, sem infraestrutura não há desenvolvimento, e sem desenvolvimento não é possível reduzir a pobreza e promover a igualdade social”, ressaltou.

O público, formando, na maioria, por engenheiros com experiência atuante no setor elétrico, encheu o auditório.
“Argumentos para defender as hidrelétricas e a importância dos reservatórios não faltam. O que precisamos é vencer o lobby político e a oposição irracional que alguns grupos de ambientalistas têm contra elas”, avaliou Gomide.
Para Samek, desperdiçar o poder hidrológico da América Latina é um desserviço. “Os estudos mostram a nossa imensa capacidade de produzir uma energia limpa e renovável que poderá trazer a todos os brasileiros mais conforto. Temos que investir nisso”, avaliou.
Teoria e prática

José María Sánchez Tillería falou sobre a construção da linha de 500kV.
O argentino Hugo Carranza trouxe aspectos mais acadêmicos à discussão e enfatizou a importância dos veículos elétricos para um futuro mais sustentável - dados apontam que, atualmente, os transportes respondem por 30% da utilização de energia, sendo que grande parte é derivada de combustíveis fósseis não renováveis. Presidente da seção argentina da Sociedade de Engenheiros de Petróleo em duas ocasiões e atual vice-presidente, ele reconheceu a importância da hidreletricidade como opção viável.
Focando na importância da energia elétrica para o desenvolvimento do Paraguai, em especial com a construção da linha de 500kV, o diretor técnico da Itaipu, José María Sánchez Tillería mostrou fotos e fez comparativos entre a situação atual do país e a que é esperada quando a obra estiver concluída. Falou também do potencial paraguaio de produção de energia elétrica e solar.

Movimentação no Hotel Golden Tulip Internacional, que recebeu o evento.
Participação
Após as exposições, o público pôde participar e fazer questionamentos aos especialistas. Engenheiros de diversas partes do País se posicionaram e lembraram os pontos negativos e positivos de diversas formas de produção de energia.
Eriac
Nesta quinta-feira (23), último dia do encontro, os especialistas participantes do Eriac farão uma visita técnica a Itaipu, às 14h.
O encontro ocorre a cada dois anos. A realização é do Cigré-Brasil, com promoção do Cigré Argentina e Cigré Paraguai. Este ano, a organização foi da Itaipu Binacional.
Para saber mais informações do 15º Eriac, clique aqui.

Fórum dos Gestores Federais reuniu diretores de Itaipu e de estatais.
Os diretores de Itaipu Edésio Passos (administrativo), Nelton Friedrich (coordenação) e Cezar Ziliotto (jurídico) participaram do Fórum dos Gestores Federais, promovido no último dia 16, em Curitiba, na sede dos Correios.
O evento, organizado pela ministra Ideli Salvati, do Ministério de Assuntos Institucionais, reuniu representantes de órgãos federais que tiverem a missão de constituir o fórum para atuação permanente, debaterem os objetivos do Fórum e as ações do governo federal no Estado do Paraná.

Parque dos integrantes do Fórum reunidos na última quinta-feira, em Curitiba.
Na ocasião, os participantes também indicaram a coordenação do Fórum, para a qual foi escolhido o diretor-geral brasileiro de Itaipu, Jorge Samek, como um de seus integrantes. Pela Itaipu, também participou Luiz Suzuke, da Diretoria de Coordenação.
O Fórum foi instituído pelo Decreto 6005/2006 e é coordenado pela Secretaria de Relações Institucionais, que é responsável pelo sistema de assessoramento federativo para troca de informações entre governo federal, estadual e municipal.
Além de Itaipu, instituições como Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil e Receita Federal, com representações no Paraná, compõem a iniciativa.
A primeira edição do Ciclo Permanente de Debates Jurídicos de 2013 colocará em discussão o tema “Direito empresarial”, nesta quinta e sexta-feira (23 e 24). O evento será na Subseção da OAB de Foz do Iguaçu, na Rua José Menezes, 40.
O número de vagas é restrito a 120 participantes. A taxa é de R$ 20. Mais informações na OAB, por meio do telefone (45) 3025-3222.
Programa
No primeiro dia, o Ciclo será das 19h às 22h. Os palestrantes são Alfredo Assis Gonçalves Neto, que falará sobre os “Aspectos peculiares da contratação mercantil” e Erasmo Valladão Azevedo Novaes e França, que tratará sobre “O direito societário no Código Civil”.
Na sexta-feira, a programação será das 9h às 12h e das 14h às 16h30. Pela manhã, Paulo Penalva Santos discorrerá sobre “Os credores na recuperação da empresa”. O tema da palestra de Newton Silveira será “Nome empresarial”. À tarde, Paula Andrea Forgioni falará sobre “Contratos de distribuição” e Priscilla Placha Sá explicará “A atividade societária e as malhas do Direito Penal”.
O encontro é realizado pela Ordem dos Advogados do Brasil/PR e Escola Superior de Advocacia-OAB/PR, com patrocínio da Itaipu Binacional.
Veja em Leia Mais abaixo o currículo resumido dos docentes:
O engenheiro Miguel Zydan Sória, ex-ouvidor e ex-coordenador brasileiro do processo de Gestão do Conhecimento da Itaipu Binacional, lança, nesta quinta-feira (23), no Hotel Rafain Expocenter, em Foz do Iguaçu, o livro “Usina de Itaipu – Integração Energética entre Brasil e Paraguai”, editado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR).
A obra, que marca os 40 anos do Tratado de Itaipu, tem prefácio assinado pelo diretor-geral brasileiro da binacional, Jorge Samek, apresentação do presidente do Centro da Memória da Eletricidade no Brasil, Mario Fernando de Melo Santos, e mensagem do reitor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Zaki Akel Sobrinho.
“Este livro pode ser considerado como um dos resultados de um longo processo coletivo de gestão do conhecimento, que começou antes mesmo da assinatura do Tratado de Itaipu”, disse o autor, acrescentando que “o trinômio barragens–eletricidade–política é utilizado para explicar, de maneira expedita, o contexto em que se insere um projeto da natureza do de Itaipu”.
Antecedentes históricos
Para escrever o livro, Sória fez uma extensa pesquisa, pontuando desde antecedentes históricos e o contexto geopolítico da época, até as primeiras tratativas entre os governos brasileiro e paraguaio, a formação do gigantesco canteiro de obras, o começo da geração de energia e os recordes de produção.
São quatro capítulos: introdução; projeto Itaipu; execução do empreendimento; e operação da usina e desenvolvimento organizacional. Com 250 páginas, o trabalho inclui fotos históricas, cedidas pela Comunicação Social de Itaipu, mapas, ilustrações e tabelas.
O livro também traz explicações sobre a engenharia financeira do empreendimento e alguns dos principais projetos e programas desenvolvidos por Itaipu, como o Programa Cultivando Água Boa (CAB), o Projeto Veículo Elétrico (VE) e a Plataforma Itaipu de Energias Renováveis.
Nos anexos, além de vários quadros-síntese, entre os quais alguns relativos à história das barragens e à história da eletricidade, a obra apresenta na íntegra documentos importantes, como a Ata do Iguaçu (de 1966), o Tratado de Itaipu e o Acordo Tripartite (entre Brasil, Paraguai e Argentina).
Miguel Sória: livro é resultado de um longo processo coletivo de gestão do conhecimento.
Como surgiu
A ideia do livro surgiu após Sória apresentar a Jorge Samek o capítulo “Breve Memória sobre a Usina de Itaipu 1966 – 2010”, que escreveu para integrar a obra “A História das Barragens no Brasil – Séculos XIX, XX e XXI” – feito em comemoração aos 50 anos do Comitê Brasileiro de Barragens (CBDB). Para o trabalho, o autor contou com a ajuda de colegas de diferentes áreas da empresa.
Samek então propôs que Sória partisse da pesquisa realizada, com os acréscimos necessários, para compor uma obra mais ampla. O resultado é um documento histórico e atual sobre Itaipu, voltado para os públicos externo e interno.
Segundo Sória, o que mais chamou a atenção na fase de pesquisa foi o fato de que a demarcação de fronteiras entre Brasil e Paraguai, estipulada no Tratado de Limites (ou Tratado de Madri), de 1750, marca, em tese, o começo da história de Itaipu.
“Isso porque a descrição da linha que separa os dois países na região do Salto de Sete Quedas, no Rio Paraná, gerou dubiedade de interpretação, quando se passou a demarcá-la no terreno muito tempo depois”, disse ele. “E justamente a posse da região dos saltos, devido a seu grande valor hidroenergético, passou então a ser objeto de extremo interesse por ambos os países, de cujas negociações resultou o Tratado de Itaipu”, acrescentou.
Homenagem a empregados
O lançamento do livro “Usina de Itaipu – Integração Energética entre Brasil e Paraguai” vai ocorrer durante a festa anual do aniversário da Itaipu, que este ano completou 39 anos de constituição como empresa, no último dia 17. A Itaipu vai homenagear os empregados que completaram 15, 25, 30 e 35 anos de casa e também os colegas que se aposentaram no último ano. Sória, que se aposentou da usina no começo do ano, será um dos homenageados.
O secretário municipal de Turismo, Jaime Nascimento, e o presidente do Fundo Iguaçu e superintendente de Comunicação Social de Itaipu, Gilmar Piolla, participam nesta quinta-feira (23), em Camboriú, de reunião com representantes dos conventions & visitors bureaus daquela cidade e de dois outros municípios catarinenses – a capital, Florianópolis, e Joinville.
Segundo Gilmar Piolla, a reunião é para discutir e estabelecer ações conjuntas de promoção turística. Os dois irão depois para Penha, município vizinho de Balneário Camboriú, onde o Destino Iguaçu participa com um estande da 19ª BNT Mercosul, uma das mais completas e qualificadas feiras de negócios turísticos da América Latina.
A feira, na sexta e sábado (dias 24 e 25) ocupa as instalações do Castelo das Nações, portal de entrada do Beto Carrero World, maior parque multitemático da América Latina e o quinto maior do mundo.
A Secretaria Estadual de Turismo e a Paraná também terão um estande no evento catarinense, para divulgar os atrativos do Estado que, obviamente, incluem Foz do Iguaçu.
Segundo a presidente da Paraná Turismo, Juliana Vosnika, a BNT Mercosul é uma excelente oportunidade para fortalecer a divulgação do destino Paraná através da nova campanha “Paraná: Prazer em conhecer”. Um dos produtos da campanha é um vídeo que destaca, em imagens terrestres e aéreas, as belezas de Foz do Iguaçu, Curitiba, Ponta Grossa e Litoral, entre outros.
Na edição do ano passado, a feira movimentou 82 operadores brasileiros e sul-americanos, com 398 expositores, em 125 estandes. Participaram aproximadamente seis mil profissionais do turismo, gerando 55.712 contatos comerciais. Argentina, Chile, Estados Unidos, Indonésia, Paraguai e Uruguai, além de representantes de 285 cidades brasileiras marcaram presença na BNT Mercosul 2012.
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A Comissão de Turismo e Desporto da Câmara Federal aprovou na terça-feira (21) em Brasília, um documento para pedir a sustação da portaria do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) que proíbe o transporte alternativo de turistas no Parque Nacional do Iguaçu, a partir de 29 de dezembro.
A comissão aprovou também, ao final da audiência convocada para discutir mudanças no plano de manejo do parque, a criação de um grupo de trabalho para discutir o assunto, formado por parlamentares, representantes do trade turístico de Foz de Iguaçu e dos ministérios do Meio Ambiente e do Turismo (MTur), além do ICMBio.
Solicitada pelo deputado iguaçuense Professor Sergio de Oliveira, a audiência foi dirigida pelo deputado Romário, presidente da Comissão de Turismo e Desporto. Participaram o deputado Protógenes Queiroz, o secretário nacional de Políticas de Turismo, Vinícius Lummertz, o coordenador nacional de Políticas de Turismo, Wilken Souto, o prefeito de Foz do Iguaçu, Reni Pereira, e representantes do ICMBio.
“Sem retrocesso”
Vinícius Lummertz afirmou na reunião que o Parque Nacional do Iguaçu “é referência para o Ministério do Turismo porque funciona bem. Se for feita alguma mudança, o entendimento do ministério é que deve ser para melhorar. Não pode haver retrocesso”.
Segundo Lummertz, o Parque Nacional do Iguaçu é uma das prioridades para o Ministério do Turismo, justamente por seu modelo de concessão “que é um exemplo para as outras unidades de conservação do Brasil”.
O prefeito Reni Pereira disse, em Brasília, que “o Parque Nacional do Iguaçu e o desenvolvimento econômico de Foz caminham juntos. Pelo diálogo é possível desenvolver um modelo sustentável, eliminando as incoerências do plano de manejo e preservando o emprego e a renda dos trabalhadores do turismo”.
“Sem sentido”
Para o presidente do Fundo Iguaçu e superintendente de Comunicação Social da Itaipu, Gilmar Piolla, um dos principais responsáveis pela campanha que elegeu as Cataratas do Iguaçu entre as Sete Maravilhas da Natureza, “não faz sentido fechar a entrada do parque para os veículos que atendem aos receptivos turísticos nacional e internacional, pois estes dependem de um atendimento diferenciado e de qualidade”.
Gilmar Piolla afirmou que o atual Plano de Manejo do Parque Nacional do Iguaçu não prevê o transporte alternativo e, portanto, “não atende às premissas do desenvolvimento do turismo e nem da preservação ambiental”.
Defasagem
Para Piolla, o plano está ultrapassado, já que foi elaborado antes da lei que instituiu o Sistema Nacional das Unidades de Conservação. “Além disso, está defasado em relação ao novo Código Florestal e às novas diretrizes orientadoras do ICMBio para a revisão dos planos de manejo das unidades de conservação”, disse.
E completou: “Precisamos de um Plano de Manejo que leve em consideração a sustentabilidade do Parque Nacional do Iguaçu em todas as suas dimensões: ambiental, econômica e social. Um novo Plano de Manejo deve levar em conta a questão da mobilidade sustentável e prever, também, uma nova matriz energética para o funcionamento do parque”.
Eliminar incoerências
O deputado Romário, que ressaltou ter visitado várias vezes Foz do Iguaçu, demonstrou no encontro preocupação maior justamente com o desemprego de cerca de 3 mil motoristas e guias que sobrevivem com o transporte de turistas dentro do parque.
O deputado Protógenes Queiroz, que atuou em Foz como delegado da Polícia Federal por dois anos, disse que, enquanto não se chegar a um acordo em relação à medida do ICMBio, no mínimo ela deve ser adiada para depois da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016, evitando que prejudique a vinda de mais turistas.
Na Justiça
O presidente do Conselho Municipal de Turismo, Comtur, Heitor Paulo Ângeli, lembrou que a portaria do ICMBio que extingue o transporte alternativo está sendo contestada judicialmente pelo setor de turismo de Foz do Iguaçu.
Pela portaria, o tráfego de veículos como vans e táxis só será permitido até o final de dezembro. “Quer dizer, seria proibido na altíssima temporada de visitação e às vésperas da Copa do Mundo”, disse. “Mas nós não queremos um novo prazo, e sim a revisão do Plano de Manejo, ouvindo a comunidade, de acordo com o que prevê a lei”.
Angeli fez uma última crítica à portaria do ICMBio: ela extingue o transporte alternativo e cria um monopólio de transporte no interior do parque, “sem nenhum diferencial ambiental – o turista vai descer na entrada do parque de um ônibus branco e embarcar num ônibus vermelho, às vezes até mais poluidor”.
O que disse o ICMBio
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Atores da Companhia de Teatro Amadeus no espetáculo "SGD, o momento é esse": diversão e informação.
Um espetáculo divertido, no Auditório Integração, na segunda e na terça-feira (dias 20 e 21), chamou a atenção dos colegas para a importância do Sistema de Gestão de Desempenho (SGD) e a conclusão do ciclo 2012/0213.
A peça “SGD, o momento é esse”, com a Companhia de Teatro Amadeus, de Foz do Iguaçu, também foi apresentada na tarde de terça-feira (21), no auditório da cota 145, no Edifício de Produção.
Nesta quarta (22), serão mais duas apresentações no Edifício de Produção, às 8h30 e às 14h30. Portanto, não há desculpa para não assistir ao espetáculo.
Bom público acompanhou a apresentação no auditório Integração, na manhã desta terça-feira (21).
A série acaba no auditório térreo do Edifício Parigot de Souza, em Curitiba, com sessões na quinta-feira (23), às 14h, e na sexta-feira (24), às 8h30.
Após a peça teatral, que dura 30 minutos, a equipe do SGD faz uma apresentação técnica, esclarecendo os empregados sobre o sistema de gestão. No final, os participantes têm 15 minutos para fazer perguntas e tirar dúvidas.
Atriz com o "crachá vermelho" de Itaipu. Pela frente, novas apresentações no Edifício de Produção e em Curitiba.
Etapas
De acordo com a Divisão de Seleção e Acompanhamento de RH (RHDA.AD), a última etapa do SGD é composta por três etapas: autoanálise, avaliação e Plano de Desenvolvimento Individual (PDI). A ferramenta do SGD na intranet ficará disponível até o dia 5 de julho (https://sistemas2.w3net.com.br/Itaipu/).
Também é possível acessar a ferramenta por meio do Portal RH, do item “aplicações” da intranet. Em caso de dúvidas, a equipe técnica do SGD poderá ajudar: Josemeire Cordeiro (ramal 6141) ou Werner Braga (ramal 6509).
Dois grandes nomes da fotografia paranaense estiveram em Foz do Iguaçu no último final de semana para ministrar um workshop sobre fotografia e patrimônio, no Ecomuseu. Cerca de dez pessoas participaram do encontro com Rogerio Ghomes e Orlando Azevedo, que começou na noite de sexta-feira (17) e foi até o domingo (19).
Os fotógrafos debateram edição e curadoria de imagens.
Mais que uma oficina técnica, foi um momento de reflexão e análise do fazer fotográfico. Nos debates e apresentações, os palestrantes falaram sobre edição de imagens, curadoria e metodologia para selecionar e reunir imagens com pontos em comum para montar exposições e trabalhos impressos.
O objetivo final do workshop é a montagem de uma exposição coletiva, com fotos dos participantes e curadoria de Rogerio Ghomes, até meados de outubro de 2013. Para isso, foram feitas saídas fotográficas ao Parque Nacional do Iguaçu, Templo Budista e à feirinha de domingo. Posteriormente, os participantes apresentaram e comentaram os trabalhos.
Colegas da Itaipu e fotógrafos da região participaram do workshop.
“Os debates permitiram que mergulhássemos na questão do patrimônio e pensássemos nessa questão em uma perspectiva mais ampla. Nosso norte conceitual sempre foi esse, mas o que se vê nas fotos é uma reverberação subjetiva do que seria o patrimônio cultural e natural da cidade”, avaliou Tatiara Damas Ribeiro (MAPE.CD).
O workshop Fotografia e Patrimônio foi organizado pelo Programa Valorização do Patrimônio Institucional e Regional da Itaipu, com o apoio do Fotoclube de Foz do Iguaçu.
Assembleia geral para instalação do CIBiogás-ER reuniu mais de 20 instituições nacionais e internacionais.
Menos de um ano após o compromisso firmado durante a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, foi instalado oficialmente nesta terça-feira (21), em Foz do Iguaçu (PR), o Centro Internacional de Energias Renováveis (CIBiogás-ER), voltado exclusivamente para as tecnologias do biogás.
A fundação e o estatuto do novo centro foram aprovados em assembleia geral que reuniu representantes de mais de 20 instituições, nacionais e internacionais, todas com atuação direta ou indireta na área do biogás. A reunião ocorreu no Espaço Mercosul, no Parque Tecnológico Itaipu (PTI), e teve a presença do diretor de Coordenação da Itaipu, Nelton Friedrich.
A assembleia também aprovou a diretoria provisória do CIBiogás-ER, que terá mandato de seis meses. O superintendente de Energias Renováveis de Itaipu, Cícero Bley Júnior, foi eleito diretor-geral. Para o cargo de diretor de desenvolvimento tecnológico, foi indicado Herlon Goelzer de Almeida, assessor da Diretoria Geral Brasileira de Itaipu; o cargo de diretora administrativo-financeiro será exercido por Soraya Penzin, da Fundação Parque Tecnológico Itaipu (FPTI).
Cícero Bley (no centro) foi escolhido diretor-geral do CIBiogás-ER. Mandato é de seis meses.
De acordo com Cícero Bley, o centro é o primeiro do gênero na América Latina com ênfase em biogás e vai integrar uma rede de oito centros internacionais da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (Onudi). Os outros ficam na China, Itália, Turquia, Índia e Cabo Verde.
No próximo dia 28 de maio, o CIBiogás-ER será apresentado durante o Fórum de Energia de Viena (Áustria), promovido pela Onudi. O encontro terá a participação de lideranças políticas e autoridades de 192 países, entre elas, o diretor-geral da Onudi, Kandeh Yumkella, o ministro de Minas e Energias do Brasil, Edison Lobão, e o diretor-geral brasileiro de Itaipu, Jorge Samek.
Relação Sul-Sul
“O centro internacional será uma grande universidade a céu aberto. Países de todo o mundo, principalmente da América do Sul, da América Central, da África, dessa grande relação Sul-Sul que estamos construindo, terão a possibilidade de ver como se faz o aproveitamento dessa energia tão importante para o planeta que é o biogás”, afirmou Jorge Samek.
Herlon de Almeida, diretor de desenvolvimento tecnológico, e Soraya Penzin, diretora administrativo-financeiro.
Um dos objetivos do centro será “organizar, desenvolver, acompanhar e dar suporte aos programas, pesquisas e projetos de viabilização do biogás como gerador de energia e de seus subprodutos” – conforme prevê o estatuto aprovado pelos parceiros.
Cícero Bley comentou que o alvo do novo centro não são os grandes países, que têm condições de buscar soluções próprias para a questão do biogás. “Estamos focados nos países em desenvolvimento e nos Estados brasileiros. Todos precisam de apoio nessa área para mobilizar a energia proveniente do biogás.”
O diretor-geral do CIBiogás-ER avalia que o centro recém-criado situa o Brasil – e Itaipu, particularmente – como referência em biogás. “Isso não quer dizer que as outras instituições [que já trabalham com biogás] vão perder referência. Ao contrário: todas vão continuar trabalhando e poderão encontrar aqui um lugar para concentrar dados, buscar informações e desenvolver novas linhas de pesquisa”, ponderou.
Pedro Neto Nogueira Diógenes, diretor de Tecnologias do CTGás-ER: excelência tecnológica.
Articulação
O coordenador-geral da Diretoria de Geração da Eletrobras, Egidio Schoenberger, elogiou o trabalho de articulação de Itaipu para a criação do centro internacional, envolvendo diferentes entidades, e destacou o potencial do biogás como fonte de energia. “Sem dúvida é um grande potencial a ser explorado e que vai beneficiar os agricultores e a própria geração de energia elétrica. Ou seja, é louvável sob todos os aspectos.”
Para Pedro Neto Nogueira Diógenes, diretor de Tecnologias do Centro de Tecnologias do Gás e Energias Renováveis (CTGás-ER), da parceria Petrobras/Senai, as oportunidades para desenvolver o biogás são encontradas em todo o País, tanto na zona rural como na cidade. Por isso, o novo centro terá o potencial de concentrar conhecimento e contribuir para viabilizar a tecnologia.
“Na minha concepção, o CIBiogás-ER irá propiciar uma área de excelência tecnológica. Hoje, esse conhecimento está muito disperso. Mas quando você cria um centro de excelência, acelera o desenvolvimento tecnológico em todos os elos da cadeia produtiva”, disse Pedro Diógenes.
Luciano Pizzatto, presidente da Compagas, e Egidio Schoenberger, da Diretoria de Geração da Eletrobras.
Presidente da Companhia Paranaense de Gás (Compagas), Luciano Pizzatto lembrou que a discussão sobre as energias renováveis é atual e o uso de biogás para geração de energia já é realidade em países como a Alemanha. No entanto, faltava ao Brasil uma ação mais efetiva no setor.
“Como grande produtor agrícola, o Brasil não poderia deixar de olhar essa área. Sem falar nos resíduos urbanos. Mas ainda estávamos muito tímidos. Eu creio que Itaipu está rompendo essa timidez e fazendo com que os diversos grupos interessados, os diversos setores que possam efetivamente fazer essa mudança, se sentem na mesma mesa. Essa reunião é um marco histórico para o País”, afirmou.
A Unila e o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná promovem, nesta quarta (22) e quinta-feira (23), o Seminário Comunicação, Emancipação e Integração na América Latina. O evento debaterá a democratização dos meios de comunicação, a lei dos meios e o papel da mídia. A programação completa acontecerá na unidade Centro da Unila, em Foz do Iguaçu. São mesas de debate, oficinas e espaços para a discussão de temas que relacionam a comunicação com a política, os movimentos sociais e as iniciativas que promovem aspectos colaborativos de produção.
A participação é gratuita e aberta a toda a comunidade.
O evento tem o apoio do Brasil de Fato, Centro de Direitos Humanos e Memória Popular (Cáritas) e Observatório da Fronteira, ligado à Universidade Federal de Grande Dourados (UFGD).
A Unila Centro fica na Alameda Rui Ferreira, 164, Foz do Iguaçu.
Para conferir a programação completa, clique aqui.








