Notícias de Itaipu
Norma do Incra poderá regularizar a posse de até 2 mil propriedades no Paraná
20/10/2014 | 15h55


Carlos Guedes de Guedes entrega o título de propriedade ao agricultor Leopoldo Langwinski.

   
O presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Carlos Guedes de Guedes, entregou na manhã desta segunda-feira (20), no Auditório Integração, da Itaipu, em Foz do Iguaçu, o título de propriedade para as primeiras 12 famílias – de um total de 2 mil – beneficiadas pela Instrução Normativa (IN) 80/2014, publicada no dia 13 de maio.
 
O documento fixa os procedimentos para legitimação de posse de terras adquiridas, desapropriadas ou arrecadadas, em área de fronteira, com até 100 hectares e fora da Amazônia Legal. As primeiras 12 famílias ocupam áreas da Gleba 2 do Terreno Iguassu, em Santa Terezinha de Itaipu, região Oeste do Paraná. Se o congresso mudar a legislação, a medida poderá beneficiar 30 mil famílias na mesma situação, só no Paraná.
 
A cerimônia contou com a participação do diretor-geral brasileiro de Itaipu, Jorge Samek; do superintendente do Incra no Paraná, Nilton Bezerra Guedes; e do diretor de Ordenamento da Estrutura Fundiária do Incra, Richard Martins Torsiano – entre outras autoridades.
   


Título de propriedade, o documento tão esperado por milhares de famílias.

  
O diretor de Coordenação de Itaipu, Nelton Friedrich, e o coordenador do Sistema de Gestão de Sustentabilidade (SGS) da binacional, Herlon Goelzer de Almeida, também estavam presentes. O produtor rural Venceslau Langwinski falou em nome das famílias beneficiadas.
 
Carlos Guedes informou que cerca de duas mil famílias vivem em situação semelhante no Paraná, em áreas com até 100 hectares, e que poderão se beneficiar pela instrução normativa. “Inicialmente, vamos trabalhar com 120 famílias, mas temos potencial para chegar a todas as duas mil”, reforçou.
 
Ainda segundo ele, considerando as áreas com mais de 100 hectares – e que não são atendidas pela IN 80/2014 –, o Paraná tem até 30 mil propriedades rurais em situação irregular. “Para avançarmos em áreas maiores, precisaremos mudar a legislação e por isso já estamos negociando uma solução definitiva no Congresso Nacional”, antecipou.
 


Jorge Samek: "A legislação é complexa, mas nós finalmente conseguimos vencer tudo isso”.

  
Guedes explicou que no Paraná o problema é mais grave porque, nas décadas de 50 e 60, o governo do Estado emitiu irregularmente títulos em terras da União. Essa situação exigiu do Incra uma atenção especial e uma solução jurídica mais complexa.
 
“A Constituição Brasileira prevê claramente que áreas que estão numa distância de 150 quilômetros da fronteira com outros países a responsabilidade da regularização é da União. E o Estado do Paraná realizou e deu esses títulos sem amparo legal”, comentou.
 
Jorge Samek disse que muitas famílias hoje beneficiadas foram iludidas no passado com a compra de terras irregulares. “Para regularizar essa situação, foram muitos trâmites. Porque a legislação é complexa, exige muita identificação, mudar portaria, decreto e nós finalmente conseguimos vencer tudo isso”, comemorou.
 


O Auditório Integração foi o ponto de encontro das famílias beneficiadas, nesta segunda-feira (20).

  
“Essa instrução normativa vai abrir um caminho para regularizar a situação de milhares de proprietários rurais, do Paraná e do Brasil, que moram na propriedade, cultivam a propriedade, e que compraram títulos que não eram legítimos”, acrescentou. “Agora essas famílias passam a ter vida nova.”
 
É o caso de Célio Dias e Pedrinha Rodrigues Dias, que têm uma propriedade de 15 hectares em Santa Terezinha. Com o título de posse na mão, o casal afirmou que a partir de agora a vida ganha mais tranquilidade. “Essa é uma luta antiga. Foram muitos anos que a gente vem rezando, torcendo, e graças a Deus deu tudo certo. Hoje é um dia especial”, disse Pedrinha.
 
Os irmão Juliano e Giovani Langwinski explicaram que a falta do título trazia uma série de problemas, especialmente a dificuldade para obter crédito agrícola. “Outro problema era a insegurança jurídica, porque o documento que você tinha era irregular. Sempre que se pensava em investir, construir uma benfeitoria na propriedade, você ficava com o pé atrás. Agora, com o título, isso muda, porque você realmente é o proprietário”, disse Giovani.
   


Família Marangoni: caso ainda será avaliado e deve ser resolvido em breve.

   
Para o produtor Anderson Marangoni, não foi desta vez que ele voltou para casa com o título de posse nas mãos – o caso dele ainda está sendo avaliado e deve ser resolvido em breve. Mas otimismo não falta.
   
“Vai ser uma ajuda a mais para a gente que trabalha na roça. Minha filha vai crescer numa situação mais tranquila e a gente vai poder respirar mais aliviado”, afirmou, ao lado da pequena Andrieli, de 1,8 ano, e da mulher, Maria de Fátima Ramalho Marangoni.
   
A Itaipu Binacional mantém ações ambientais e de responsabilidade social nos 29 municípios que fazem parte da Bacia do Paraná 3 (BP3), uma área de cerca de 8 mil km² banhada pelos rios que lançam suas águas no reservatório da usina. Boa parte dos beneficiados pela Instrução Normativa (IN) 80/2014 estão na BP3.
 
A instrução
 
A IN 80/2014 fixa procedimentos para a legitimação de posses em áreas de até 100 hectares, localizadas em terras públicas rurais da União ou do Incra, adquiridas, desapropriadas ou arrecadadas, fora da Amazônia Legal. A medida do governo federal resolve um imbróglio que já durava 25 anos – tempo em que os processos aguardavam a regulamentação – e dá segurança jurídica às famílias de agricultores, uma vez que terão o direito de propriedade da terra.
   
A regularização da situação desses agricultores beneficiará não apenas famílias do Paraná, mas também de todos os estados da federação, exceto os da Amazônia Legal.


Workshop capacita empresas de Foz
20/10/2014 | 11h26


Workshop ocorreu no Auditório Integração, do Centro de Treinamento (ME).
     
A Itaipu promoveu, na semana retrasada, em Foz do Iguaçu, um workshop para 38 empresas da região Oeste e de Curitiba. A ação, que faz parte do Programa de Desenvolvimento de Fornecedores (Desfor), é voltada ao incremento da qualidade geral dos fornecedores – não apenas da binacional -, contribuindo para a competitividade e melhoria das condições dessas empresas em participar de processos licitatórios.
    
As empresas convidadas a participar do workshop são aquelas que obtiveram média inferior a 7 no sistema de avaliação do cadastramento de fornecedores da Itaipu. “É um sistema de autoavaliação. O preenchimento do questionário por completo já conta 10% da nota total. Aí são avaliados outros itens como requisitos contratuais, como prazo, qualidade, quantidade, além de outros pontos como pagamento de salários e benefícios sociais, entre outros”, explica Eduardo Karazawa Guerra (COPC.DF).
   
O encontro, que foi promovido pela Superintendência de Compras no auditório Integração, no Centro de Treinamento – ME, começou com uma apresentação do Desfor, seu histórico e implantação, do sistema de avaliação de fornecedores e dos critérios de seleção das empresas para participar do workshop. A segunda parte centrou-se nas questões identificadas através dos resultados das avaliações, como os baixos resultados das auto-avaliações, problemas de cumprimento de prazos e de requisitos contratuais.
    
“Os representantes das empresas participaram com grande interesse, fazendo perguntas sobre como realizar os processos de melhoria contínua, qual o tempo necessário para realização e implantação dessa metodologia, quais as vantagens em termos mais específicos, ou seja, para os casos particulares de suas empresas. Ao final, todos pareceram estar bastante satisfeitos com a participação no workshop”, completou Guerra.


Ceasb mostra cadastro de barragens
20/10/2014 | 11h13

  

O Centro de Estudos Avançados em Segurança de Barragens (Ceasb), criado em 2008 pela Itaipu Binacional, apresentou o Sistema de Cadastro Nacional de Barragens na sexta-feira (17), último dia da 11ª Latinoware.

  
Desenvolvido em software livre, o sistema reúne informações sobre cerca de 1.400 barragens e, atualmente, é a base de dados oficial do Comitê Brasileiro de Barragens (CBDB).

 
O Cadastro Nacional de Barragens consiste em um banco de dados sobre as barragens brasileiras, com modernas ferramentas de consulta. O sistema possibilita gerenciar, de forma simples e confiável, as informações técnicas necessárias para avaliações estatísticas sobre barragens, a elaboração de projetos, a construção de novas barragens e pesquisa científica.

 

Tela do sistema.
  
O projeto começou em 2012, por meio da parceria entre a Itaipu Binacional, o Parque Tecnológico Itaipu (PTI) e o CBDB. A ferramenta possui cerca de 2 mil usuários cadastrados, que também são os responsáveis pela atualização e validação das informações.

 
Veja outros destaques da programação da Latinoware
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Educação, segurança e privacidade

 
O gestor de Serviço de Educação a Distância do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), Márcio Benedito, falou sobre direitos autorais e o cuidado na utilização de serviços em nuvem ou aparentemente gratuitos na construção de objetos educacionais. A conversa foi no Espaço Bolívia, às 10h. “Nem tudo o que é grátis, é livre”, alertou, destacando o cuidado da leitura dos termos de uso antes da adesão. “Você cede direitos que, às vezes, nem possui e ainda os compartilha com a empresa”, afirmou.

 
A incorporação de tecnologias abertas ao currículo escolar também foram tema de palestras na conferência. Na quinta-feira (16), o professor do Instituto Federal de Goiás (IFG) e membro fundador da comunidade Anapolivre, Wendell Bento Geraldes, destacou a importância do compartilhamento de conhecimento visando uma educação mais eficiente, por meio de ferramentas de código aberto.

 
Água

 

Na quarta-feira (15), o pesquisador e doutor em Química, Nei Marcos Grimaldi, deu exemplos de como a comunidade do software livre pode se envolver e trazer contribuições para o problema da crise hídrica.

 
Na palestra “Hackeando as águas”, ele falou sobre os experimentos de automação na área agrícolas – como no caso de atividades relacionadas ao uso mais eficiente da água na irrigação – e no monitoramento da qualidade da água.

 
Segundo Grimaldi, as ferramentas de open source (código aberto) podem se integrar a  uma rede de conhecimentos com objetivo de otimizar o uso dos recursos hídricos.

 
O pesquisador é criador e mantenedor do site Água - um olhar integrado, com acesso pelo www.c2o.pro.br. Neste espaço, ele compartilha suas experiências com o uso de software livre e hardware livre (Arduino) na automação em Laboratórios de Águas.


Brasil é campeão mundial de Rafting R4. Finais foram no Canal Itaipu
19/10/2014 | 20h14

O Canal Itaipu deu sorte às equipes brasileiras no Campeonato Mundial de Rafting R4. Com o resultado da prova de slalom, neste domingo (19), o Brasil sagrou-se campeão mundial geral. Somando-se às competições da semana passada, nas categorias iniciantes, o Brasil ficou com seis das sete medalhas de ouro.
  
Pela manhã, os atletas encararam as corredeiras das Cataratas do Iguaçu, na modalidade descida. Mas a definição do Mundial de Rafting aconteceu na parte da tarde, no Canal Itaipu, com o slalom. No Master Masculino, a equipe Bozo D’Água, de Brotas (SP), ficou em segundo lugar na modalidade, logo atrás da República Tcheca. Foi o suficiente.
      

Olho nas balizas. Equipe master ficou em segundo no slalom, mas levou o título geral.

       
“Tivemos um desconto de tempo e ficamos com o segundo, mas era o que precisávamos para ganhar no geral”, disse Enio Winkler, um dos “lemes” da equipe brasileira. No Master, o Brasil ficou em primeiro, com 952 pontos. A República Tcheca (928 pontos) ficou com a prata, seguida da Rússia (790 pontos).
   
Com o fim do campeonato, o time master do Brasil, formado por dois paulistas e dois gaúchos, se divide novamente. “Vamos treinar em casa e eles em São Paulo”, explica Enio. “A previsão é nos unir de novo só no próximo campeonato”.
   

A equipe Bozo D'Àgua, de Brotas, também fez bonito no Open Masculino e ficou em primeiro no geral.

    
No Open Masculino também deu Brasil. Na prova de slalom, a seleção brasileira ficou atrás dos tchecos, mas isso não foi suficiente para tirar o ouro no geral. Com 888 pontos, o Brasil ficou em primeiro, seguido, novamente, por República Tcheca (834 pontos) e Rússia (830 pontos).
   

No Open Feminino, o time brasileiro levou o ouro no slalom e também o geral.

    
As meninas também fizeram bonito no Open Feminino, vencendo o slalom e também o campeonato. O time somou 904 pontos no geral, logo à frente do Japão (871 pontos) e da Eslováquia (847 pontos).
   
O Mundial foi organizado pela Federação Paranaense de Canoagem em parceria com a Confederação Brasileira de Canoagem e Federação Internacional de Rafting. Os patrocinadores do evento foram BNDES - Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, Itaipu Binacional e Ministério do Esporte, por meio da Lei de Incentivo ao Esporte.

    

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Definição dos campeões do Mundial de Rafting será neste domingo, no Canal Itaipu
18/10/2014 | 17h38


A República Tcheca (master masculino) fez a melhor descida no slalom, neste sábado (18), no Canal Itaipu.
  
A decisão do Campeonato Mundial de Rafting R4 acontecerá no domingo (19), às 15 horas, no Canal Itaipu, em Foz do Iguaçu, com a segunda descida da prova de slalom – a primeira aconteceu neste sábado (18), no mesmo local. A conclusão da prova teve de ser transferida de sábado para domingo em função do baixo volume de água no Canal Itaipu, causado pela estiagem que há meses atinge várias regiões do Brasil. Também no domingo, a partir das 8 horas, haverá a prova de descida, nas corredeiras do Rio Iguaçu, próximo das Cataratas do Iguaçu.

 
Neste sábado, houve água suficiente para a primeira das duas descidas previstas na prova de slalom. Na única chance que teve no dia, o Brasil fez o segundo melhor tempo nas categorias master e open masculino, e o terceiro na open feminino. República Tcheca (master e open masculino) e Japão (open feminino) fizeram as melhores descidas do dia. A recuperação pode vir no domingo. Vencerão o slalom os times que fizerem o menor tempo em uma das duas tentativas.
 

Domingo decisivo
 
O Mundial consiste em quatro provas que, juntas, somam 1.000 pontos: sprint (100), head to head (200), slalom (300) e descida (400). A equipe vencedora é aquela que acumular a maior quantidade de pontos na soma das quatro provas. Portanto, 700 dos 1.000 pontos estarão em jogo neste domingo – o que deixa várias equipes com chances de terminar em primeiro lugar nas três categorias (master masculino, open feminino e open masculino).
 
Na pontuação parcial, considerando apenas os resultados das provas de sprint e head to head, o Brasil lidera em todas as categorias. No open masculino, está à frente com 272 pontos, seguido pela República Tcheca com 246 e Japão, com 238. No open feminino, o Brasil lidera com 288 pontos, seguido pela Eslováquia com 258 e pelo Japão, com 255. E no master masculino também dá Brasil em primeiro, com 288 pontos, seguido pela República Tcheca com 276 e pela Rússia, com 237.
 


Brasileiros (master masculino) ficaram em segundo na primeira descida do slalom. Domingo será decisivo.

  

Quase perfeito
 
No penúltimo dia de competição no Canal Itaipu, a avaliação dos organizadores foi unânime: o local que recebeu três das quatro as provas do Campeonato Mundial de Rafting R4 (sprint, head to head e slalom) atendeu à expectativa de todos. A estrutura oferecida aos atletas, comissão técnica, imprensa e público foi aprovada com louvor. “Não ficou devendo a nenhum outro lugar onde se disputa competições como essa no planeta”, afirma o superintendente da Confederação Brasileira de Canoagem, (CBCa), Argos Rodrigues.
 
Tudo seria perfeito, não fosse um problema: o volume de água relativamente baixo, em função da estiagem que há meses atinge várias regiões do Brasil. “O Brasil está vivendo o grande problema da falta de chuva, mas mesmo assim a Confederação e a Itaipu enfrentaram isso, e o Mundial está acontecendo, sem grandes transtornos”, diz Rodrigues.
 
Até este sábado o problema havia sido superado. Justamente no último dia previsto de competições no canal foi necessário remarcar a data de conclusão de uma das provas (slalom).
 
De acordo com Rodrigues, atletas que praticam modalidades como o rafting e a canoagem estão acostumados a lidar com as condições que rios e canais oferecem para a prática do esporte, que nem sempre são as ideais. Por isso, para eles é normal eventualmente não poder competir em função da quantidade de água, que não pode ser muita, nem pouca. “Este ano, por exemplo, de cinco etapas do Campeonato Brasileiro de Canoagem Slalom em São Paulo, três não aconteceram por causa da falta de água.”

 


Governo retira famílias de insegurança jurídica e legitima posse de terras
17/10/2014 | 18h14

O governo federal inicia no Paraná a entrega dos primeiros títulos de propriedade em áreas de até 100 hectares em terras públicas rurais da União ou do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) adquiridas, desapropriadas ou arrecadadas fora da Amazônia Legal.

                 

Os 11 posseiros que ocupavam as áreas da Gleba 2 do Terreno Iguassu, em Santa Terezinha de Itaipu, região Oeste do Estado, receberão os primeiros títulos de legitimação de posses do País nesta segunda-feira (20), pela manhã, em Foz do Iguaçu, do presidente do Incra, Carlos Guedes de Guedes, e do diretor-geral brasileiro (interino) da Itaipu Binacional, Airton Dipp.

    

A medida do governo federal resolve um imbróglio que já durava 25 anos – tempo em que os processos aguardavam a regulamentação – e dá segurança jurídica às famílias de agricultores, uma vez que terão o direito de propriedade da terra assegurado por meio da Instrução Normativa (IN) nº 80/2014, do Incra.

     

No caso das famílias de Santa Terezinha de Itaipu – município da Bacia Hidrográfica do Rio Paraná 3 (BP3) – houve a necessidade do assentimento prévio do Conselho de Defesa Nacional (CDN) por estarem situadas na Faixa de Fronteira.

      

A Itaipu Binacional mantém ações ambientais e de responsabilidade social nos 29 municípios que fazem parte da BP3, uma área de cerca de 8 mil km² banhada pelos rios que lançam suas águas  no reservatório de Itaipu.

     

A regularização da situação desses agricultores, garantida pela IN 80/2014, do Incra, beneficiará não apenas famílias do Paraná, mas também de todos os Estados da federação, exceto os da Amazônia Legal. “Essas famílias terão sua situação resolvida definitivamente e segurança jurídica para viver, produzir e gerar renda. A titulação vai possibilitar às famílias acessar políticas públicas como créditos de Pronaf, por exemplo”, diz o presidente do Incra, Carlos Guedes de Guedes.

     

Com a medida do governo federal, o Serviço de Regularização Fundiária do Incra, sediado em Cascavel (PR), vai realizar uma triagem dos processos de agricultores que necessitam ter reconhecida a posse das terras na Faixa de Fronteira, o que vai ampliar ainda mais o universo de beneficiados com a medida.

      

Para o diretor de Ordenamento da Estrutura Fundiária do Incra, Richard Martins Torsiano, construir a Instrução Normativa foi um trabalho complexo, mas se chegou a um consenso. “Criou-se uma condição jurídica efetiva de assegurar os documentos de propriedade, reconhecendo o direito de quem ocupa a terra nas condições previstas”, diz Torsiano.

      

No caso específico do Paraná, durante a década de 70, houve a necessidade de realocação, por intermédio do Incra, das famílias que ocupavam terras que fazem parte do Parque Nacional do Iguaçu. Essas famílias foram deslocadas para terras desapropriadas e o único instrumento jurídico que faltava para regularizar a posse era o título. Desta forma, após quatro décadas de incertezas, o governo federal resolve de forma definitiva a situação das famílias em um processo complexo de regularização fundiária, pois a situação em que viviam era atípica – não eram assentados, mas também não detinham a posse das terras.


Alunos da Esao visitam Itaipu
17/10/2014 | 17h36

Parte do grupo alunos da Esao reunida no Mirante Central, principal ponto de parada dos visitantes da Itaipu.

    

Cerca de 400 alunos da Escola Superior de Aperfeiçoamento de Oficiais (Esao) do Exército visitaram Itaipu, nesta quinta-feira (16).

     

Por causa do tamanho, a turma foi dividida em duas – com visitas pela manhã e à tarde. A Divisão de Relações Públicas (CSRP.GB) cuidou de toda a parte logística, com apoio da Diretoria Técnica.

      

No auditório César Lattes, no Parque Tecnológico Itaipu (PTI), os alunos assistiram à palestras sobre a empresa, nos dois períodos, apresentadas pelo chefe-adjunto da Assessoria de Informações da Itaipu (IN.GB), coronel Francisco Ronald Rocha Fernandes.

  

Os oficiais conheceram os principais pontos do complexo hidrelétrico – como o Mirante Central, a Sala de Controle Central (CCR), a cota 225 e as “catedrais” da barragem, entre outros lugares.

     

Coronel Francisco Ronald Rocha Fernandes, chefe-adjunto da IN.GB, fez as apresentações antes das visitas.

       

O JIE publicou

      

Oficiais da Esao visitam Itaipu


Em dia dourado no Canal Itaipu, Brasil assume a liderança do Mundial de Rafting
17/10/2014 | 17h17

O hino nacional brasileiro foi executado três vezes nesta sexta-feira (17), no Canal Itaipu. O Brasil levou o ouro nas três categorias disputadas – master masculino, open masculino e open feminino – na modalidade head to head do Campeonato Mundial de Rafting R4. Com o primeiro lugar, as equipes brasileiras lideram o Mundial em todas as categorias.
           

Três vezes Brasil. Equipes brasileiras levam o ouro em todas categorias disputadas.

       
A modalidade head to head coloca dois botes lado a lado em uma corrida pelo canal. Na categoria master masculino, o time Bozo D’Água, de Brotas (SP), que representa o Brasil, venceu com folga a Argentina, na semifinal. Na final, desbancou a forte República Tcheca. A equipe russa ficou com o bronze.
     

No Master, a Bozo D'Água levou a melhor sobre russos e tchecos.

      
Para manter a liderança, a equipe precisa ir bem na prova de slalom, neste sábado (18), também no Canal Itaipu. “Temos dois canoístas no nosso time e isso ajuda muito para a prova de slalom”, comentou Giovani Cáceres, de São Lourenço da Serra (SP), um dos integrantes da equipe Bozo D’Água.
    

Na final contra os tchecos, os "coroas" da Bozo D'Água iniciaram o dia de ouro brasileiro no Canal Itaipu.

       
Enio Winkler, de Três Coroas (RS), é um destes canoístas. Ele integrou a seleção de canoagem de 1988 a 2007 e hoje se aventura em barcos maiores. “Temos boas chances de ficar com o primeiro ou segundo lugar amanhã [sábado]”, disse.
     
Evandro Tasca, de Bento Gonçalves (RS), e Marcelo dos Santos, de São Paulo (SP), completam o diversificado time master brasileiro, que treina junto desde junho deste ano e já largou bem no primeiro Mundial.
  

Open Feminino
  
Para as atletas do “40 Graus”, também de Brotas, representantes brasileiras, só o ouro interessava. E elas conseguiram. O Open feminino teve emoção e virada já nas semifinais, com uma ultrapassagem fantástica das japonesas sobre as eslovacas na última curva. Na final entre Brasil e Japão, deu Brasil novamente. A Eslováquia ficou em terceiro.
    

No pódio, Brasil, Japão e Eslováquia. As brasileiras homenageram a colega Juliana, falecida em stemebro.

        
“Treinamos juntas há muito tempo e conhecemos bem o Canal Itaipu”, disse a líder da equipe, Rebeca Fernandes. E o time tem chance de ganhar o ouro no geral? “Claro, é para isso que estamos aqui”. No pódio, o time homenageou a ex-integrante da equipe Juliana Vantini, que morreu no mês passado.
    

Final emocionante no Open Feminino. Vitória do Brasil sobre o Japão.

      

Open Masculino
     
A tensão maior pesou sobre os ombros dos brasileiros – também da Bozo D’Água – no open masculino, que não tiveram um bom início de campeonato. Na quinta-feira (16), um “erro interno” deu uma fraca quarta colocação para equipe. Mas com o ouro desta sexta-feira e a desclassificação precoce do Japão, o time assumiu a ponta.
     

Brasil, Argentina e República Tcheca no pódio do Open Masculino.

      
A final foi contra a rival Argentina, justamente a equipe que eliminou o time japonês. E deu Brasil novamente. Na disputa do terceiro lugar, a República Tcheca bateu a Rússia e ficou com o bronze.
     

Na final contra a Argentina, deu Brasil de novo.

       
“O Japão e a República Tcheca têm grande tradição no slalom, porque eles treinam sempre em canais artificiais”, disse o técnico da Bozo D’Água, Lucas Paulino da Silva, analisando as provas que acontecerão no sábado. “Tivemos sorte que o Japão não foi bem hoje [quinta-feira] e retomamos a liderança”. Ele está confiante para vencer o campeonato.
     

Equipe russa está entre as mais fortes do campeonato.

    
Neste sábado, as equipes voltam ao Canal Itaipu para as provas de slalom – modalidade, em que os botes precisam passar por balizas sem tocar nelas. Os três times brasileiros chegam com a moral da liderança da competição, mas precisam ir bem para ganhar o título geral.
   
A última prova do campeonato será no domingo (19), nas corredeiras das Cataratas do Iguaçu, na modalidade descida - quatro botes, competindo lado a lado em uma distância maior.
   
A somatória de pontos das quatro modalidades vai definir os campeões mundiais de cada categoria.
         

Briga pelo título mundial

  

Após o término das provas de sprint e head to head, a competição chega ao seu momento decisivo, faltando apenas o slalom e a descida. Na pontuação parcial, no Open Masculino, o Brasil é líder com 272 pontos, seguido pela República Tcheca com 246 e Japão com 238. No Open Feminino. o Brasil lidera com 288 pontos, seguido pela Eslováquia com 258 e pelo Japão com 255. No Master Masculino, também dá Brasil em primeiro com 288 pontos, seguido pela República Tcheca com 276 e pela Rússia com 237.

 

Torcida

  

A cada descida das equipes pelo canal, um mar de atletas descia junto, mas em solo firme. A torcida do Mundial é formada, principalmente, pelos atletas que disputaram as categorias Sub-19 e Sub-23, na semana passada. Entre eles, o argentino Sebastian Contreras, de Mendoza, que competiu no Sub-23.
       
Sebastian é atleta de canoagem e já disputou várias provas no Canal Itaipu – em abril de 2015, ele deve voltar para o Mundial. Este ano, resolveu formar uma equipe de rafting com atletas de outras regiões. Ficaram em sétimo lugar no geral.
       

Sebastian, da Argentina, e Ana Sátila, do Brasil. Canoagem e rafting são esportes parecidos.

       
Outra que conhece muito bem o canal é a canoísta Ana Sátila, representante do Brasil na Olimpíada de Londres. “É uma experiência muito boa ficar aqui na torcida, porque nós sabemos que os atletas deram duro para estar aqui”, comentou. Quando acabar o campeonato, ela e a equipe da Seleção Permanente de Canoagem retornam ao treinamento e terão o Canal Itaipu de volta só para eles.

 

 

 

 


Veterinário da Itaipu lança nova edição de livro em São Paulo
17/10/2014 | 17h08

O médico veterinário Zalmir Silvino Cubas, da Divisão de Áreas Protegidas (MARP.CD) de Itaipu, lança nesta segunda-feira (20), na Livraria da Vila, em São Paulo, a segunda edição do Tratado de Animais Selvagens – Medicina Veterinária (Editora Roca).

     

Escrito em parceria com os médicos veterinários Jean Carlos Ramos Silva e Jose Luiz Catão-Dias, o livro é “uma obra de consulta e apoio inigualáveis para todos aqueles que atuam no campo da medicina veterinária de animais selvagens, assim como para os colegas que praticam a clínica e o manejo de animais exóticos e ornamentais domiciliados” – conforme sinopse publicada no site do Grupo Editorial Nacional (GEN).

    

"Por sua abrangência e multidisciplinaridade, este livro também será valioso para os profissionais da área de conservação da biodiversidade, como ecólogos, epidemiologistas, educadores, analistas ambientais e pesquisadores científicos", complementa.

     

A primeira edição da obra é de 2007. Nesta nova edição, revisada e ampliada, o livro traz informações de 184 especialistas (167 brasileiros e 17 estrangeiros), 134 capítulos e 11 seções em 2.512 páginas.

    

Na próxima semana, o JIE trará mais informações sobre a obra de Zalmir e o lançamento do livro em São Paulo.


Informática apresenta soluções usadas em código aberto na Itaipu
17/10/2014 | 16h57

   

Carlos Eduardo Santiviago, gerente da SIPS.GG, apresentou as ações de virtualização de Itaipu.

 

Ações adotadas pela Superintendência de Informática da Itaipu, baseadas em código aberto, foram apresentadas ao público da 11ª Latinoware.

 
Na quarta-feira (15), Jacson Renzo Querubin, da Divisão de Suporte Técnico (SIPS.GG), explicou aos participantes da conferência como ativar a auditoria em servidores GNU/Linux. O encontro foi no Espaço Bolívia.

  

Jacson Querubin apresentou sistemas para auditoria em GNU/Linux.

 

Com exemplos práticos, ele mostrou as várias formas de fazer a auditoria – que é a inspeção nos sistemas –, para saber se eles estão seguros ou sofrendo acesso indevido. “Se você tenta acessar um arquivo que não deveria, mesmo que não consiga, isso fica gravado no sistema e é identificado na auditoria”, explicou Jacson. “Mas nosso interesse mesmo é a segurança”, completou.

 
O gerente da SIPS.GG, Carlos Eduardo Pedroza Santiviago, falou sobre “Virtualização na Itaipu Binacional: passado, presente e futuro”. A apresentação, nessa quinta-feira (16), no Espaço Paraguai, mostrou a evolução da virtualização da infraestrutura de TI na Itaipu e as tendências de mercado, além da maneira como a empresa pretende adotá-las nos próximos anos.

  

Os próximos passos da virtualização também foram mostrados pelo gerente da SIPS.GG.

 

A virtualização é a técnica que permite a separação do sistema operacional de componentes físicos. Ela permite rodar as aplicações em servidores centralizados, e que podem ser transferidas para outros sistemas e hardwares.

 

“Desde 2007 a Itaipu tem buscado adotar técnicas que otimizem os investimentos, além de garantir disponibilidade, performance e agilidade requeridas pelos usuários, utilizando preferencialmente softwares livres”, disse Santiviago.

 
Para o gerente, é importante apresentar à comunidade de software livre como as soluções estão sendo adotadas na Itaipu, de maneira planejada e coordenada. “São vários desafios diários, e existem soluções apropriadas em código aberto para cada caso”, concluiu.

 

Sala Bolívia ficou cheia na palestra de Jacson Querubin.

 

Homenagem

 

Marcos Siríaco: colaborador fundamental para a Latinoware.

 
O colega Marcos Siríaco (SIPS.GG), da organização da Latinoware desde a primeira edição, foi homenageado pelo superintendente de Informática, José Washington Medeiros, durante a abertura da conferência.

 
Idealizador do evento, Siríaco, que se aposenta no próximo ano, foi convidado pelo superintendente a continuar à frente da Latinoware nas próximas edições do evento.  “Agradeço a toda comissão organizadora e, em particular, a ele, e faço o convite para que o Siríaco continue trabalhando neste evento”, disse Medeiros, declaração ovacionada pelo público presente no Cineteatro dos Barrageiros.

 

José Washington Medeiros convidou Siríaco para continuar na organização do evento.


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