Notícias de Itaipu
Solidariedade: creche de Foz do Iguaçu precisa de ajuda para concluir obras
31/03/2015 | 17h24

Comitiva de Itaipu na APMI, com a irmã Fátima: ajuda necessária para a educação das crianças.

     

A Associação de Proteção à Maternidade e à Infância (APMI), que desde 1947 atende crianças de baixa renda de Foz do Iguaçu, com educação em período integral, precisa de ajuda para concluir as obras da sede da entidade.

      

Na semana passada, a unidade recebeu a visita de uma comitiva de Itaipu Binacional. O assistente do diretor-geral brasileiro da Itaipu, Joel de Lima, lembrou que a APMI oferece auxílio aos carentes sem visar lucro financeiro. “Ajudar a entidade é colaborar com uma educação de qualidade a crianças de baixa renda”, disse.

    

A colega Ester Luiza Mundstock com uma criança atendida na associação.

        

A irmã Maria Fátima dos Santos, coordenadora da instituição, disse que a prioridade é concluir as obras no auditório. O espaço de 300 metros quadrados precisa de cadeiras e mesas, além de equipamentos para os banheiros.

        

O objetivo é criar um salão de eventos, tanto para festas como para palestras. “Não temos verbas fixas capazes de cobrir todas as despesas no cuidado com as crianças. Por isso, estamos sempre procurando alternativas. Alugar o auditório seria mais uma fonte de renda”, disse irmã Fátima.

   

Joel de Lima brinca com crianças da APMI. Unidade precisa concluir reforma.

       

Atualmente, a APMI atende 150 crianças de três meses a seis anos de idade, em período integral, além de 20 famílias. Os alunos recebem quatro refeições diárias. Para ajudar no custeio, a unidade conta com o aluguel de cinco salas comerciais e um bazar que vende produtos doados pela Receita Federal.

    

Caridade

      

A estrutura atual da creche, com 3.800 metros quadrados, foi construída com doações da comunidade e o esforço da direção. A obra começou em 2006 e, desde então, foram realizadas dezenas de campanhas de doação. “Sem o apoio da comunidade não teríamos este espaço bonito para oferecer às nossas crianças e suas famílias”, destacou irmã Fátima.

    

Unidade atende a 150 crianças de três meses a seis anos de idade, em período integral.

    

A APMI

     

A creche foi fundada em 8 de novembro de 1947, nas instalações onde funcionava a Casa da Infância Desamparada de Foz do Iguaçu. Desde o princípio, o propósito era oferecer assistência às crianças cujas mães trabalham.

      

Paralelamente ao atendimento das crianças, a APMI passou a oferecer capacitação de artesanato às mães, por meio do Clube de Mães.

       

No início dos trabalhos, a diretoria da APMI foi composta por representantes da comunidade. Em 1985, a Congregação Religiosa assumiu a direção, por orientação do bispo Dom Olívio Fazza.

     

O auditório

       

A estrutura do auditório da APMI está pronta, mas precisa de mobília. Serão necessárias 34 mesas, com seis lugares; 204 cadeiras; uma porta antipânico; duas portas corta-fogo; seis cortinas ou seis persianas e manta térmica para o telhado, já orçada em R$ 10 mil.

        

São necessárias, também, louças para os banheiros que dão apoio ao auditório: três vasos comuns; dois vasos para portadores de necessidades especiais; um mictório; quatro torneiras automáticas; e mão de obra para instalação.

      

Para completar a obra da creche, a unidade precisa de tinta para pintura externa do prédio e as louças para o banheiro infantil da área de lazer.

     

Como doar

     

Quem quiser ajudar a APMI, os dados bancários são:

    

Banco do Brasil

Agencia: 140-6

Conta: 17.341-1

Titular: APMI – Associação de Proteção à Maternidade e à Infância

Mais informações, com Irmã Fátima pelo (45) 9906-1516 ou e-mail: apmif@foznet.com.br


Eletrobras atualiza Política de Comunicação
31/03/2015 | 15h51

O gerente da Divisão de Imagem Institucional (CSII.GB), Daniel Reis, foi um dos integrantes do grupo de trabalho responsável pelo processo de atualização da Política de Comunicação da Eletrobras. O documento, criado originalmente em 2010, passa a se chamar Política de Comunicação e Engajamento com Públicos de Interesse das Empresas Eletrobras, para maior adequação ao conteúdo.
  

Página da política no site da Eletrobras.
    
O novo documento é fruto da construção conjunta de representantes das áreas de comunicação de todas as empresas e contou, também, com a participação dos principais gestores de relacionamento com stakeholders da holding e de seus pares nas empresas Eletrobras.
     
Segundo Daniel Reis, o documento “é norteador não só para as áreas de Comunicação, mas para várias outras que mantêm relacionamento com stakeholders”.
     
Daniel Reis.
    
A política estabelece diretrizes unificadas de engajamento de públicos prioritários e alinha a Eletrobras às melhores práticas do mercado, com maior aderência às demandas de entidades certificadoras como ISE e Dow Jones.
     
O acesso ao documento é permitido somente por meio da intranet da Eletrobras, no caminho Informações Corporativas > Documentos Normativos > Políticas, Normas e Procedimentos.


Revitalização do RBV é debatida
31/03/2015 | 09h53

Colegas de diversas áreas se reuniram no RBV para debater o que precisa ser melhorado no local.

 

Mais de 50 pessoas se reuniram, na sexta-feira (27), para debater melhorias para o Refúgio Biológico Bela Vista (RBV), onde ocorreu a discussão. O encontro inédito envolveu funcionários terceirizados, empregados da Itaipu e até o diretor da área, Nelton Friedrich (Coordenação). Juntos, eles puderam expor seus anseios sobre o RBV e coletar informações que servirão como subsídio para um plano de ação.
 
O encontro é resultado de um grupo de trabalho (GT) criado pela diretoria de Itaipu para a revitalização do RBV. Em 2014, o local completou 30 anos. O GT é coordenado por Sidney Carlos da Silva, da Assessoria da Diretoria de Coordenação (AS.CD).
 

Vista aérea do RBV, que completa 31 anos em 2015.

 

Não há prazo para conclusão destes estudos, mas o certo é que ele será construído de forma colaborativa. Por isso, foram convidados representantes de todas as áreas afins ao RBV – incluindo pessoal dos Serviços Gerais e do Complexo Turístico Itaipu.
 
"Nesse momento o encontro reuniu funcionários terceirizados e empregados da Itaipu, mas outras pessoas são convidadas a expor suas ideias", disse Silva. As sugestões podem ser encaminhadas a ele no e-mail sidney@itaipu.gov.br.
 
Tecnologia referendada

 


Discussões foram feitas em grupos.

 
A atividade seguiu a metodologia das Oficinas do Futuro do Cultivando Água Boa (CAB), aplicada pelo programa na Bacia do Paraná 3.
   
“Esta é a forma mais rica e envolvente, porque todos os atores vão para o palco principal sabendo que o plano de trabalho depende de cada um”, disse Friedrich, que destacou a “coerência em se adotar, dentro de casa, uma metodologia consagrada pelo CAB”. “Isso gera empoderamento e o exercício da cidadania individual e coletiva, porque o processo é participativo e horizontal”, completou o diretor.
   
O método – baseado em Paulo Freire – prevê o diagnóstico dos problemas e planejamento das ações a partir de quatro etapas. Duas delas foram realizadas na sexta-feira: o “muro das lamentações”, em que a comunidade debate os problemas; e a “árvore da esperança”, na qual os participantes expõem seus sonhos para o lugar.

 
 
 

Denis, à esquerda, e Antonio, à direita: primeira participação em discussões efeitivas sobre o ambiente de trabalho.

 

O técnico Denis de Lima, da empresa Techor Ltda, ficou empolgado com a possibilidade de opinar sobre o local onde trabalha há 11 anos, promovendo capina e roçada do Viveiro Florestal. “Esta é a primeira vez que sou ouvido desta forma e participo de uma discussão sobre isso”, disse Lima. “É importante nós, trabalhadores que estamos todos os dias na área, expormos nossas ideias."
 
O tratador Antônio Gabriel de Souza concorda. Para ele, permitir que todos sejam ouvidos resultará em melhorias. “É bom para colocarmos nossos pedidos em dia."
 
No dia 13 de abril o grupo voltará a se reunir para a terceira etapa, a do “caminho adiante”, com  definição de metas e ações corretivas.
 
O método terminará com o “pacto das águas”, evento que estabelece o compromisso de todos envolvidos com a causa. “Também devemos definir uma nova política de relacionamento com o entorno do Refúgio Biológico e ampliar sua relação com outros parques e reservas da região”, conclui Friedrich.

 


Olade discute responsabilidade social e empresarial na área de energia
31/03/2015 | 09h39

Guillermo Monroy apresenta estudo da Olade sobre responsabilidade social aos participantes de encontro.

     

Representantes de instituições e governos da América Latina se reuniram nesta segunda-feira (30), no Parque Tecnológico Itaipu (PTI), em Foz do Iguaçu, para debater e compartilhar experiências de responsabilidade social e empresarial em empreendimentos na área de energia.

       

O encontro “Responsabilidade Social Empresarial no Setor de Energia Renovável e Eletricidade: Oportunidades e Desafios para a América do Sul” foi organizado pela Organização Latino-americana de Desenvolvimento de Energia (Olade), com apoio da Itaipu Binacional.

    

Encontro reuniu representantes de diferentes países e instituições da América Latina.

       

Os participantes conheceram, entre outras iniciativas, a experiência de Itaipu na região Oeste do Paraná com o Programa Cultivando Água Boa (CAB), reconhecido pela Organização das Nações Unidas (ONU) – também nesta segunda-feira (30) – como a melhor gestão de recursos hídricos do mundo.

     

Participaram representantes do Brasil, Paraguai, Uruguai, Chile, Colômbia, Honduras, Guatemala – entre outros países. O consultor do escritório Olade no Equador, Byron Chiliquinga Mazón, disse que o principal objetivo do grupo é conhecer experiências bem-sucedidas que possam ser difundidas nos países da região.

    

Byron Chiliquinga Mazón, da Olade, e Ricardo Ribeiro, do Ministério de Minas e Energia.

     

Segundo Mazón, o CAB é um exemplo de programa socioambiental com potencial para ser replicado. “O Cultivando Água Boa já está sendo transferido para países da região, por iniciativa de Itaipu, e cremos que esse é o caminho, ou seja, fazer com que todos esses conceitos sejam aplicados em experiências concretas”, afirmou.

     

O superintendente de Gestão Ambiental de Itaipu, Jair Kotz, lembrou que Foz do Iguaçu foi escolhida para abrigar o encontro justamente pelos resultados alcançados pela usina em diferentes setores – não apenas na preservação do meio ambiente, como nas áreas social, de ciência e tecnologia e turismo, entre outros.

     

Jair Kotz, superintendente de Gestão Ambiental: experiência de Itaipu pode ser replicada.

     

“Esse é um olhar para a América Latina, que tem o grande desafio de fazer ‘n’ investimentos que são estratégicos para o desenvolvimento, mas que têm encontrado uma grande dificuldade para implementá-los. Principalmente no que tange a chamada ‘licença social’, ou seja, a licença da sociedade para implementar os projetos”, comentou.

     

Segundo ele, Itaipu é um empreendimento consolidado e mostra ser possível alinhar objetivos estratégicos a benefícios para as comunidades locais. “Ninguém duvida do benefício de Itaipu para o Brasil e o Paraguai. Mas normalmente é no local que ocorrem os impactos. E hoje Itaipu é referência de uma boa relação devido ao impacto positivo para a região onde o empreendimento está instalado.”

    

Experiências serão analisadas pela Onade e poderão ser implementadas em outros países.

       

Ricardo Ribeiro, analista de Infraestrutura da Assessoria Especial de Gestão Socioambiental da Secretaria Executiva do Ministério de Minas e Energia, disse que, no Brasil, o governo está empenhado em melhorar a relação entre empreendedor e comunidades eventualmente atingidas por investimentos nas áreas de geração, transmissão ou distribuição.

       

“É óbvio que os empreendimentos de geração são mais impactantes, pelo canteiro de obras, mas acredito que todas as empresas já têm isso em mente, ou seja, [sabem] da necessidade de um trabalho bem feito em relação aos impactos, especialmente sociais, em que o diálogo é sempre mais intenso”, avaliou.

     

Ribeiro acrescenta que essa discussão atravessa várias áreas do governo e cita o Programa de Desenvolvimento Regional do Xingu, que atende a região onde está instalada a usina de Belo Monte – em que atuam áreas dos ministérios de Minas e Energia, Meio Ambiente, Pesca, Desenvolvimento Regional, entre outros.


Ban Ki-Moon diz que CAB “pode transformar a vida de milhões de pessoas”
30/03/2015 | 17h49


Nelton Friedrich, Jorge Samek e James Spalding durante a entrega do prêmio, em Nova York. Fotos: Jayme de Carvalho Jr.
   
O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-Moon, disse que o Programa Cultivando Água Boa, da Itaipu Binacional, “é uma iniciativa que tem potencial para transformar a vida de milhões de pessoas, porque apresenta possibilidades extraordinárias”. A declaração de Ban Ki-Moon foi transmitida nesta segunda-feira (30), na sede da ONU, em Nova York, na solenidade de entrega do Prêmio Água para a Vida 2015.

O Cultivando Água Boa (CAB), desenvolvido na Bacia do Paraná 3, no Oeste paranaense, conquistou o primeiro lugar na categoria “Melhores práticas em gestão da água”, concorrendo com 40 iniciativas de todos os continentes. O diretor-geral brasileiro de Itaipu, Jorge Samek, o diretor-geral paraguaio, James Spalding, e o diretor de Coordenação, Nelton Friedrich, participaram da cerimônia de entrega da premiação.

No comunicado de Ban Ki-Moon, transmitido por Cristina Gallach, sub-secretária geral para Comunicações e informações Públicas, que foi a mestre de cerimônia do evento, o secretário-geral da ONU disse que “é uma honra dar esse prêmio à Itaipu porque vocês fizeram por merecer”. Ban ki-Moon visitou a binacional no mês passado, quando teve a oportunidade de conhecer de perto várias iniciativas socioambientais.

A chancela da ONU, a mais importante para a Itaipu na área ambiental, soma-se a diversos outros prêmios já conquistados pelo CAB. Ban ki-Moon não pôde comparecer ao evento em função de missão no Iraque. Uma placa alusiva ao prêmio foi entregue por Blanca Elena Jiménez-Cisneros, diretora da Divisão de Ciências da Água, secretária do Programa Internacional de Hidrologia da Unesco.

Em seu discurso de agradecimento na sede da ONU, Samek saudou a todos aqueles que compartilham a preocupação e o compromisso com a sustentabilidade, especialmente em relação ao cuidado com a água. “Este prêmio, que recebemos com humildade, é o reconhecimento ao compromisso e ao esforço conjunto de uma extensa rede de parceiros, com os quais compartilhamos esta distinção”, agradeceu.
   

Comitiva da Itaipu em Nova York.

  
Na mesma linha, Spalding disse que, para a Itaipu, esse é um reconhecimento a um trabalho desenvolvido há mais de uma década. “Sem dúvida, ser escolhido entre 40 postulantes, é uma distinção muito importante, o que vai dar ainda mais força para continuarmos nesse caminho."

Nelton Friedrich também destacou a importância da premiação, “que marca a nossa vida e a de todos os nossos parceiros”, lembrando que a gestão do programa é coletiva. O CAB se fundamenta na gestão integrada de bacias hidrográficas e atua por bacia, sub-bacia e microbacia, visando garantir a quantidade e a qualidade das águas e, também, a sustentabilidade do território.

Moacir Luiz Froehlich, prefeito de Marechal Cândido Rondon,  um dos municípios beneficiados pelo programa, que integrou a comitiva do Brasil na premiação, acredita que essa deferência vai ser importante para que o CAB se estenda para outras regiões.

Criado em 2003, o CAB é desenvolvido nos 29 municípios da Bacia do Paraná 3, no Oeste do Paraná, onde vivem mais de um milhão de pessoas. As ações socioambientais são feitas em parcerias com prefeituras, órgãos públicos, empresas e a comunidade. O programa reúne mais de dois mil parceiros.

O CAB, recentemente adotado em Minas Gerais como política pública de sustentabilidade, já foi replicado como projeto piloto em países como Guatemala, República Dominicana, Bolívia, Argentina, Uruguai e Paraguai.

Ao apresentar as práticas vencedoras de 2015, em seu site (http://www.un.org/waterforlifedecade/winners2015.shtml), a ONU enumera os resultados do Programa Cultivando Água Boa e avalia que as ações contribuem para solucionar os problemas sociais e ambientais da Bacia do Paraná 3, “promovendo uma nova visão dos recursos hídricos, através da participação de todos os atores envolvidos”.
 

Blanca Elena Jiménez-Cisneros cumprimenta os diretores de Itaipu após entrega do prêmio.

 

Além da categoria “Melhores práticas em gestão da água”, a 5ª edição do Prêmio Água para a Vida 2015 também premiou as “Melhores práticas de participação pública, educativas, de comunicação e/ou de sensibilização”. Nessa categoria, houve a participação de 25 iniciativas. O primeiro lugar foi dividido entre ações da Índia e da África do Sul. O prêmio aos vencedores nas duas categorias é uma iniciativa no âmbito da década internacional da água (2005/20015), patrocinada pela ONU.

No total, participaram do prêmio dez práticas inscritas pela Europa, 11 pela África, 20 pela Ásia, 23 pela América Latina e Caribe e um pela Oceania. O Brasil inscreveu sete trabalhos. A escolha das melhores práticas foi feita por um comitê especial da ONU, formado por especialistas em meio ambiente, água e desenvolvimento sustentável.

Criado em 2010, o Prêmio da ONU para as “Melhores práticas em gestão da água” tem como objetivo promover esforços para atingir os compromissos internacionais com a água e questões relacionadas, estabelecidos para 2015, reconhecendo os programas que garantem a gestão da água e do desenvolvimento sustentável, a longo prazo.

As práticas devem, também, contribuir para que sejam atingidas as metas dos Objetivos do Milênio, da Agenda 21, Carta da Terra, e do Plano de Implementação de Joanesburgo, todos relacionados ao desenvolvimento sustentável, com ênfase nas áreas de recursos naturais, erradicação da pobreza, saúde, comércio, educação, ciência e tecnologia.

 

 


Manutenção treina “professores”
30/03/2015 | 16h58

Danilo Nadal durante a microaula: aprendizagem intensa resultou em melhoria na apresentação.

 

Danilo Nadal e Douglas Grzybowski, dois colegas de diferentes setores da Superintendência de Manutenção (SM.DT), não tinham dificuldades para se expressar durante o trabalho, no dia a dia, mas o vasto conhecimento aplicado no cotidiano não contribuía para a desenvoltura nas apresentações em público. A partir de agora, a sensação de insegurança diante da plateia deve ficar no passado, com a ajuda de uma capacitação feita por eles e por outros 23 colegas da SM.DT, concluído na sexta-feira (27).

 
“Tive que ministrar um treinamento no ano passado e foi bem difícil para mim. Ficava tímido falando em público, porque não era algo usual”, conta Nadal, que atua na Divisão de Manutenção Eletrônica (SMME.DT). “Sei que terei mais confiança depois deste treinamento. Eu me dediquei mesmo nesses dias, até em casa eu treinei”, conta.

  

Douglas, à esquerda, e Danilo, à direita: desenvoltura atestada pelos professores.

 

Durante uma semana, os 25 técnicos e engenheiros da SM.DT participaram da “Capacitação para formação de facilitadores internos”, cujo objetivo foi o de ajudá-los a equilibrar seus conhecimentos técnicos e a habilidade de comunicar-se sobre eles.

 
Os participantes aprenderam a elaborar um planejamento didático e a aprimorar o processo de comunicação para apresentações. Este aporte servirá, especialmente, para os cursos interníssimos, aqueles nos quais um colega orienta os outros.

 
“Nós temos os olhos voltados para os equipamentos e, à medida que vamos evoluindo na carreira e passamos a facilitador, este treinamento é de grande valia, tanto para nós quanto para os treinandos”, afirmou Grzybowski, da Divisão de Manutenção de Equipamentos de Geração (SMMG.DT).

  

Eloiza é responsável pela agenda de treinamentos da Manutenção e foi conferir a performance dos colegas.

 

O curso, organizado pela Divisão de Desenvolvimento de RH (RHDD.AD), em parceria com a SM.DT, foi ministrado pelos professores Marcelo Porto Fernandes e Denize Dutra, da empresa Mentor Tecnologia, de São José dos Campos (SP).

 
“Todos têm domínio muito grande sobre seu trabalho, mas uma coisa é saber fazer, outra é repassar isso aos colegas. A intenção é instrumentalizar a parte pedagógica com este conhecimento técnico”, disse Eloiza Romanini, secretária da SM.DT, responsável pelo agendamento dos cursos interníssimos da área.

 
Feedback

 

Namir em 2012, durante uma apresentação do Semai: habilidade de comunicação melhorada vai ajudá-lo em eventos como este.

 

Na sexta-feira, os participantes colocaram em prática o que aprenderam nos dias anteriores e puderam comparar duas apresentações: a primeira, feita na terça-feira, e a do último dia do curso.

 
Cada um elegeu um tema, do qual tinha domínio, para compor a microaula. A explanação foi filmada, compartilhada em aula e avaliada pelos próprios colegas de sala. Durante esta microaula experimental, os colegas anotavam e davam feedback sobre as habilidades dos colegas.

 
“Eles trabalharam com o aporte didático para melhorar a performance como facilitadores não somente em momentos formais, como cursos por exemplo, mas também nos vários momentos de orientação in loco em suas áreas”, explicou Lair Margarida da Rosa, da RHDD.AD.

 
A tarefa exigiu muita dedicação, mas foi recompensada pelos resultados: apresentações concisas, mais objetivas, melhor dicção e menos vícios de linguagens, entre outros aspectos. “Foi até emocionante ver a evolução de uma para outra”, disse Namir da Silva Barros, da Divisão de Manutenção Mecânica de Unidades Geradoras (SMMU.DT).


“A aprendizagem não é só cognitiva, é também emocional. É a tomada de consciência que faz a mudança”, disse a professora Denize.

 

Marcelo Porto Fernandes e Denize Dutra, da empresa Mentor Tecnologia, viram mudanças efetivas ao longo do treinamento."Para nós, é gratificante", afirmou Fernandes.

 


Embaixador de Israel no Brasil visita Itaipu
30/03/2015 | 16h15


Reda Mansour (ao centro) conheceu a usina nesse domingo (29).
  
O embaixador de Israel no Brasil, Reda Mansour, visitou Itaipu nesse domingo (29). Ele foi recebido pelo assistente do diretor-geral brasileiro, Joel de Lima (AS.GB), no Centro de Recepção de Visitantes (CRV). Durante o passeio, Mansour foi conduzido por Elisangela Granville, da Divisão de Relações Públicas (CSRP.GB).
   
Mansour tomou posse como chefe da representação diplomática de Israel no Brasil em agosto de 2014. Anteriormente, serviu como embaixador no Equador (aos 35 anos de idade, como o embaixador mais jovem da história de Israel); cônsul geral para o Sudeste dos Estados Unidos, em Atlanta; embaixador-adjunto em Portugal; e vice cônsul-geral para o Noroeste dos Estados Unidos, em São Francisco.


Novos estagiários têm semana de imersão
30/03/2015 | 11h08

Um grupo de 25 estagiários recentemente contratados para trabalhar na Itaipu passou, na última semana, por uma série de palestras para conhecer melhor a empresa. De 23 a 26 de março, eles puderam se preparar para o trabalho que vão desempenhar, além de conhecer os respectivos supervisores.
     
Novos estagiários com seus supervisores. Sejam bem-vindos.
    
Esta é a segunda vez que a equipe da Divisão de Seleção e Acompanhamento de RH (RHDA.AD) organiza uma semana de integração para os estagiários. A primeira foi em fevereiro deste ano, quando entraram 75 jovens. “A ideia foi tão bem recebida que decidimos fazer novamente, quando entrarem grandes grupos de estagiários”, disse José Carlos Teodoro da Silva (RHDA.AD), que coordenou a recepção.
     

Nas palestras, informações sobre o dia a dia e as práticas da empresa.
     
Também foi durante essa semana que os estagiários entregaram a documentação e receberam todas as informações práticas sobre folha de pagamento, frequência, férias e meios de transporte na Itaipu, entre outras. Além disso, fizeram uma visita técnica à usina.
     
As palestras, ministradas por colegas da Itaipu, abordaram temas como produção de energia e a importância da Itaipu para o Brasil, as funções do Parque Tecnológico Itaipu (PTI), os programas de meio ambiente da empresa, segurança do trabalho, postura e ética profissional e uso das ferramentas de informática.


Programa Germinar abre novas turmas em Foz do Iguaçu e Curitiba
30/03/2015 | 11h00


      
Os facilitadores do Programa Germinar, que apoia pessoas que desejam atuar de forma transformadora em suas comunidades, organizaram encontros “tira-dúvidas” em Foz do Iguaçu e em Curitiba. A participação é gratuita.
    
Em Foz, o encontro será nesta segunda-feira (30), às 19h, no Auditório do Bosque Guarani – Rua Tarobá, 875. Para mais informações, o contato é Juliano Hoesel, telefone (45) 9971-7860.
     
Na terça-feira (31), também às 19h, o “tira-dúvidas” será em Curitiba, no Centro de Ação Voluntária de Curitiba (CAV) – Rua Ébano Pereira, 359. Informações com Camila Fabre, no (41) 9111-9569, e Juliana Quadros, no (41) 9602-3948. 
      
Interessados devem confirmar presença nos telefones informados.
     
Germinar      

  
O Programa Germinar, do Instituto EcoSocial de São Paulo, é um processo de desenvolvimento individual que visa a transformação social, com o objetivo de apoiar pessoas que desejam atuar como facilitadores sociais em seus círculos de convivência e comunidades de interesse.
      
Após dez anos e mais de 120 turmas em diversos estados brasileiros, além da Argentina e do Chile, o Germinar chegou a Foz do Iguaçu com o apoio de Itaipu e abrirá a terceira turma na região em maio. Em Curitiba, a quinta turma iniciará no mesmo mês.
     
O JIE publicou
       
Workshop apresenta programa Germinar em Foz do Iguaçu
        
Programa Germinar tem workshop gratuito nesta quarta (26)


O retorno, 43 anos depois
30/03/2015 | 10h44

De Nova York, Paulino Motter, assistente do diretor-geral brasileiro, elaborou um artigo a respeito da volta da Itaipu como assunto de destaque na sede da ONU, 43 anos após as ferrenhas negociações entre Brasil e Argentina, que culminaram com o Acordo de Nova York – uma das bases diplomáticas para a elaboração do Tratado de Itaipu.
  
Veja, abaixo, o texto na íntegra.
   
Lições da História: Itaipu volta ao palco da ONU, desta vez para receber prêmio
  
Nesta segunda-feira, dia 30 de março, Itaipu voltará a ser destaque na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova Iorque, o mesmo palco onde, na Assembleia-Geral de 1972, o projeto binacional, que previa a construção da maior hidrelétrica do mundo, correu sério risco de ser inviabilizado ou, na melhor das hipóteses, retardado e até mesmo reduzido no seu escopo.
   
Isso em razão da ferrenha oposição movida pela Argentina contra a iniciativa do Brasil e do Paraguai. Nos meses que antecederam a abertura da Assembleia-Geral, em setembro, o governo argentino endureceu a sua posição e ameaçou reapresentar a mesma resolução que havia patrocinado na Conferência Mundial sobre o Meio Ambiente, em Estocolmo, realizada em junho daquele mesmo ano.
  
Este capítulo dramático da história da Itaipu, ainda pouco conhecido, é relatado em detalhes por um dos seus protagonistas, o então Ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mário Gibson Barboza, no livro de memórias
Na diplomacia, o traço todo da vida (Rio de Janeiro: editora Francisco Alves, 2002, 479 pp.).
   
Negociações frenéticas entre as delegações brasileira e argentina durante os quatro dias e quatro noites que antecederam a instalação da Assembleia-Geral pareciam fadadas ao fracasso. Para piorar o cenário, o governo brasileiro tinha uma avaliação clara: uma resolução apresentada unilateralmente pelo governo argentino seria aprovada por ampla maioria.
  
A Argentina só não havia logrado êxito em Estocolmo porque o regimento daquela conferência previa que todas as resoluções tinham que ser aprovadas por consenso e não por maioria. Na plenária da ONU, bastaria obter apoio da maioria dos delegados, o que parecia assegurado.
  
E o que queria o governo argentino? Estabelecer, por intermédio de uma resolução com a chancela da ONU, uma norma internacional que obrigaria a realização de consulta prévia para a utilização de recursos naturais compartilhados. O que impediria o Brasil e o Paraguai de levar adiante o projeto de Itaipu sem a concordância da Argentina.
  
Quando o impasse parecia insuperável, depois de uma extenuante maratona de negociações bilateriais, Gibson Barboza decidiu dar uma última cartada diplomática, propondo ao Chanceler argentino, Brigadeiro MacLaughlin, uma conversa a sós, que se iniciou por volta das duas horas da madrugada da data derradeira para a apresentação da resolução a ser votada pela Assembleia-Geral da ONU.
  
A estratégia surtiu resultado e os dois chanceleres firmaram as bases do que passaria a ser conhecido como “Acordo de Nova York”. Um projeto de resolução conjunta foi redigido às pressas e apresentado naquele mesmo dia à Assembleia das Nações Unidas, assinado por Argentina, Brasil e Paraguai.
   
Para dar maior legitimidade à declaração conjunta dos três países diretamente interessados na matéria, foi articulado o apoio do grupo latino-americano. O que caminhava para uma renhida disputa de Brasil e Argentina na arena da ONU, converteu-se numa surpreendente demonstração de unidade do grupo de países latino-americano. A resolução foi aprovada sem um único voto contrário.
  
Estava removido em definitivo o último obstáculo diplomático ao projeto de Itaipu. No ano seguinte, Brasil e Paraguai firmariam o Tratado de Itaipu, assentando as bases jurídicas do empreendimento. O que pouca gente sabe é que sua viabilização se deu por meio de uma resolução “esmagadoramente aprovada pela Assembleia-Geral da ONU”.
  
Resgatando o fio da meada
     
Transcorridos 43 anos desde os dramáticos lances das negociações entre Brasil e Argentina, que culminaram com o “Acordo de Nova York”, Itaipu volta a ser assunto na sede da ONU, desta vez longe de qualquer controvérsia, mas por ter sido agraciada com o prestigioso Prêmio ONU-Água, na categoria “Melhores práticas em gestão da água”.
   
A natureza desta premiação, instituída pelo Escritório da ONU para a Década Internacional da Água (2005-2015), remete necessariamente à Conferência Mundial sobre Meio Ambiente, de 1972, que logrou inserir defitivamente a questão ambiental na agenda internacional.
   
Se a Conferência de Estocolmo conheceu a objeção que a Argentina fazia ao projeto de Itaipu – brandindo a preocupação com os impactos ambientais, entre outros argumentos derivados do pensamento geoestratégico vigente, que refletia o clima tenso da Guerra Fria e o nacionalismo dos regimes autoritários que vigoravam na região – depois de quatro décadas, o empreendimento binacional recebe o reconhecimento da ONU pelas suas boas práticas de gestão da água.
   
Na próxima segunda-feira, dia 30 de março, às 12:45, no lobby dos visitantes da Galeria A, na sede da ONU, em Nova York, quando os diretores-gerais de Itaipu, Jorge Samek (Brasil) e James Spalding (Paraguai), forem chamados ao centro do palco para receber o Prêmio ONU “Água, Fonte da Vida”, simbolicamente estarão escrevendo um novo capítulo de uma história que, como vimos, poderia ter tomado um curso completamente diferente se o “espírito de Nova York” não tivesse prevalecido em 1972.
  
O palco é o mesmo. Mas o tempo histórico é outro. O mundo mudou. Os personagens são outros. A questão ambiental tem hoje outro peso na agenda internacional. A lição que fica da história que passa pela sede da ONU é uma só: o diálogo é o único caminho para a solução de conflitos e a água é um bem precioso demais para ser negligenciada.
   
Itaipu dissipou as desconfianças e temores que cercaram a sua concepção e implantação – repita-se, sob a tutela de governos militares no Brasil e no Paraguai – e, bafejada pelos ventos benfazejos da democracia que sopram incessantemente desde a década de 80, abriu-se para um diálogo genuíno com as comunidades do seu entorno, passando a promover ativamente, em colaboração com uma plêiade de parceiros institucionais e organizações sociais, um novo modelo de desenvolvimento territorial, que se assenta em dois pilares: inclusão social e ética da sustentabilidade.
   
O nome dado a este modo de atuação é Programa Cultivando Água Boa, justamente a experiência que agora ganha o reconhecimento da comunidade das nações. O ONU-Água, Fonte da Vida, é o triunfo da caminhada democrática realizada nas últimas décadas pelas sociedades brasileira e paraguaia.
   
Vida longa ao “espírito de Nova York”.
   
Paulino Motter, gestor-público, é assistente do diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional


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