Unila presta homenagem a Antonio Candido nesta sexta-feira

Unila presta homenagem a Antonio Candido nesta sexta-feira

08h44 - 18/05/2017

Os programas de mestrado Interdisciplinar em Estudos Latino-Americanos (IELA), em Literatura Comparada e em Integração Contemporânea da América Latina (ICAL) e o curso de graduação em Antropologia - Diversidade Cultural Latino-Americana prestam homenagem a Antonio Candido neste dia 19 de maio, às 14h, na sala C203, da Unila-Jardim Universitário (Avenida Tarquínio Joslin dos Santos, 1000). Antonio Candido, um dos mais influentes intelectuais brasileiros do século 20, faleceu no dia 12 de maio, aos 98 anos.

Entre as atividades está prevista uma roda de conversa com os professores da Unila Andrea Chiacchi, Senilde Guanaes e Débora Cota, entre outros. Eles irão falar sobre Antonio Candido a partir dos próprios trabalhos de pesquisa. Também haverá apresentação de vídeos com a trajetória do intelectual.

Andrea Chiacchi diz que Antonio Candido foi, ao mesmo tempo, “um dos mais relevantes cientistas sociais do Brasil e o mais destacado expoente dos estudos literários na América Latina”, tendo transitado entre as Ciências Sociais e a crítica literária, desde a sua graduação em Filosofia, em 1942. “Isso lhe permitiu escrever obras que ficaram como clássicos”, completa Ciacchi citando “Os parceiros do Rio Bonito”, no campo da Sociologia e Antropologia Rural, e “Formação da Literatura Brasileira”.

“Ele deixa uma lição primorosa de interdisciplinaridade ao ter insistido na indissolubilidade entre a leitura do texto artístico e a compreensão da sociedade. Além disso, formou várias gerações de estudiosos que, por sua vez, têm oferecido uma contribuição singular à interpretação do Brasil”, aponta o professor. Ciacchi lembra também que muitos intelectuais hispano-americanos tiveram Antonio Candido como referência teórica e metodológica decisiva.

Vida e obra

Antonio Candido, crítico literário, ensaísta, sociólogo e professor, nasceu no Rio de Janeiro, em 1918, mas passou a infância em Minas Gerais. Mais tarde, passou a residir em São Paulo, onde se formou em 1942, na Universidade de São Paulo (USP). A carreira como crítico literário teve início em 1941, na Revista Clima.

Tornou-se livre-docente de Literatura Brasileira, em 1945, e doutor em Ciências, em 1954, com a tese “Os parceiros do Rio Bonito”, sobre o caipira paulista e sua transformação, publicada em 1964. Em 1974, passou a professor titular de Teoria Literária e Literatura Comparada na USP, cargo em que se aposentou em 1978. É autor de uma das mais importantes obras brasileiras de crítica literária, “Formação da Literatura Brasileira”, de 1959, em que aborda os momentos decisivos da formação do sistema literário brasileiro. Foi professor emérito da USP e da Unesp, e doutor honoris causa da Unicamp e da Universidade da República do Uruguai (2005).

Antonio Candido recebeu dezenas de prêmios, entre eles estão o Prêmio Jabuti em 1965 e 1993, o Prêmio Machado de Assis em 1993, o Prêmio Anísio Teixeira em 1996 e o Prêmio Camões em 1998.

Foi defensor de causas humanitárias e teve uma atuação política importante nas lutas antifascistas dos anos 1940 e contra a repressão durante o regime militar, caminho que o levou à fundação do Partido dos Trabalhadores, em 1981.

Serviço:
Homenagem a Antonio Candido
Data: 19 de maio
Horário: 19h
Local: Sala C203 - Unila-Jardim Universitário (Avenida Tarquínio Joslin dos Santos, 1000)

Fonte: Unila

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