Uma casa só: Itaipu vai levar para a COP 23 o exemplo de empreendimento bem-sucedido

Uma casa só: Itaipu vai levar para a COP 23 o exemplo de empreendimento bem-sucedido

11h04 - 13/07/2017


Reunião do grupo de trabalho formado por profissionais de ambas as margens, nessa quarta-feira (12), para tratar da participação da Itaipu na COP 23.

A Itaipu vai levar para a Convenção das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 23), em Bonn, na Alemanha, o conceito de empresa única, que tem desde a sua origem – a binacionalidade – um exemplo mundial bem–sucedido de empreendimento que une dois países.

A convenção está marcada para o período de 6 a 17 de novembro. Um grupo de trabalho formado pelas duas margens foi constituído por Resolução de Diretoria Executiva (RDE-166/17) para tratar de assuntos relativos ao tema. Nessa quarta-feira (12), integrantes do grupo fizeram a primeira reunião conjunta.

Os trabalhos foram conduzidos pelo diretor de Coordenação executivo, Pedro Domaniczky, por videoconferência, em Assunção. No lado brasileiro, o diretor de Coordenação, Hélio Amaral, e o diretor financeiro executivo, Marcos Stamm, deram as boas-vindas aos participantes e ofereceram apoio para a operacionalidade das ações. Os coordenadores adjuntos do grupo são Jorge Augusto Callado Afonso, assessor do diretor-financeiro (CB/AS.FE), e Mirta Benitez de Castillo, assistente da Coordenação da margem direita.

Itaipu deverá ter ao menos um estande na convenção e participar de dois eventos paralelos, que tratarão dos temas água e energia e também biodiversidade, ecossistemas e economia circular. “Temos que mostrar que somos uma empresa de energia elétrica com uma missão diferenciada, de vanguarda, comprometida com o desenvolvimento sustentável de todo o nosso entorno”, disse Domaniczky.

No lado brasileiro, o Cultivando Água Boa, um dos mais importantes programas socioambientais de Itaipu, tem garantido inúmeros prêmios à empresa. No mês de agosto, está prevista uma visita do ministro de Meio Ambiente, Sarney Filho, à usina, para a assinatura de um convênio de replicação inédita do programa. A iniciativa é do novo diretor de Coordenação, Hélio Amaral.

Itaipu é a primeira usina a fazer parte da rede mundial de reservas da biosfera. A incorporação das áreas preservadas do lado paraguaio da hidrelétrica à iniciativa foi aprovada no mês passado, na 29ª sessão do Conselho Internacional de Coordenação do Homem e da Biosfera, do Programa MAB – Man and the Biosphere (MAB – ICC), da Unesco, em Paris, na França. “A COP 23 será uma grande oportunidade de dar visibilidade ao trabalho que temos feitos na área socioambiental”, reforçaram os diretores.


Os coordenadores adjuntos do grupo são Jorge Augusto Callado Afonso e Mirta Benitez de Castillo.

Também em Paris, a Itaipu foi convidada a apoiar a C40, uma plataforma que congrega mais de 80 das maiores cidades do mundo em ações para combater as mudanças climáticas. A rede representa cerca 600 milhões de pessoas e aproximadamente um quarto da economia global.

A binacional mantém várias parcerias com a ONU voltadas à proteção da água, educação, ações ambientais e combate à fome. Hoje, a Itaipu Binacional coopera em projetos com as três agências da Organização das Nações Unidas (ONU) – a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), a Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (Unido) e a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).

A empresa que atende 15% do consumo de energia do mercado brasileiro e 76% do paraguaio conta com um amplo programa ambiental para a região onde está localizada. A empresa está alinhada aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Na semana passada, em Curitiba, em Reunião de Diretoria Executiva - a primeira realizada na capital do Paraná depois de 16 anos, diretores brasileiros e paraguaios discutiram a possibilidade de criar um escritório conjunto com o Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais da Organização das Nações Unidas (Undesa).

A criação do escritório daria prosseguimento ao compromisso assumido pela empresa com a Undesa, no último mês de abril, em Nova York. Na ocasião, os diretores-gerais da Itaipu, Luiz Fernando Vianna (Brasil) e James Spalding (Paraguai), firmaram um acordo com o diretor de Desenvolvimento Sustentável da Undesa, Juwang Zhu. O convênio é voltado ao compartilhamento de boas práticas relacionadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 6 e 7, que tratam de água e energia.

Na ocasião, Vianna ressaltou que a “A Itaipu é um exemplo de empreendimento binacional que deu certo. Uma empresa que gera energia limpa e renovável, com responsabilidade socioambiental e com uma série de iniciativas que são referência”. Spalding foi na mesma linha. “A Itaipu, apesar de ser binacional, é uma empresa só e temos tido uma sinergia muito grande entre as diretorias brasileira e paraguaia.”

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