Tarifa branca entra em vigor em 2018 e pode reduzir a conta de luz

Tarifa branca entra em vigor em 2018 e pode reduzir a conta de luz

08h13 - 07/12/2017

Os consumidores que conseguirem mudar hábitos e deslocarem o consumo de energia poderão pagar uma conta de luz mais baixa em 2018. De acordo com a Associação Brasileira de Distribuidores de energia elétrica (Abradee), quem conseguir concentrar o consumo entre as 22 horas de um dia e as 17 horas do dia seguinte pode economizar (leia quadro ao lado). A tarifa branca é um regime tarifário que considera o horá- rio do consumo e o dia da semana para definir do preço da energia. Atualmente, o consumidor paga o mesmo valor pela energia em todos qualquer horário do dia, seja manhã, tarde, noite e madrugada. Inicialmente, apenas clientes com consumo médio mensal acima de 500 kWh poderão migrar. Novas ligações também poderão realizar a migração. A estimativa é que 5% dos consumidores possam fazer essa op- ção em janeiro, cerca de 4 milhões de unidades consumidoras. Entre eles, estão consumidores de renda mais alta, além de comércios e indústrias de menor porte. Ao avaliar a opção da tarifa branca, os clientes precisam ter cuidado, pois, dependendo do perfil do consumo, é melhor permanecer no regime atual. Quem não consegue deslocar o horário do banho da noite para a manhã, por exemplo, não deve fazer a migração, pois sua conta de luz pode ficar mais cara. Quem tem ar condicionado ou aquecedor, itens que consomem muito, deve mudar hábitos se quiser economizar. Segurança. De acordo com o presidente da Abradee, Nelson Fonseca Leite, o objetivo da tarifa branca é desestimular o consumo no horário de pico, para dar mais segurança ao sistema elétrico. O executivo não deu uma estimativa sobre quanto o consumidor pode economizar com a migração. Para escritó- rios que funcionam em horário comercial, das 8h às 17 horas, por exemplo, a migração vale a pena. Os valores da energia cobrada por cada empresa, bem como os horários de pico de cada uma, estão disponíveis no site da Agência Nacional de energia elétrica (Aneel). “Cada consumidor deve fazer seus cálculos para verificar se vale a pena ou não aderir”, disse Leite. A partir de janeiro de 2019, consumidores com consumo médio mensal acima de 250 kWh poderão migrar. Finalmente, a partir de janeiro de 2020, todos poderão migrar.

Fonte: Estadão

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