Roteiro de viagem: colega embarca numa aventura pela Patagônia

Roteiro de viagem: colega embarca numa aventura pela Patagônia

10h36 - 10/04/2018

A beleza das paisagens argentinas no registro do colega Wagner Swiderski.

Ah, as férias. Momento ideal para relaxar, colocar os pés para o alto e ficar bem longe do trânsito... ou não, se você for da turma do colega Wagner Swiderski, de Divisão de Segurança da Central (SEOC.AD) . Acompanhado pela esposa, Daniela Bartnicki, e da motocicleta BMW F800GS, ele aproveitou as últimas férias para percorrer 12.346 quilômetros pela América do Sul, ao longo de 32 dias – de 29 de dezembro de 2017 até 29 de janeiro de 2018. E voltou cheio de memórias incríveis e histórias para contar. 


Wagner Swiderski e Daniela Bartnicki diante do Glacial Perito Moreno.

A viagem já começou “puxada”: no primeiro dia, a caminho de Reconquista, na Argentina, pegaram muita chuva e, depois, muito calor. “Chegamos a Mendoza na tarde do dia 31, e a cidade estava deserta. Pretendia ficar dois dias lé e conhecer o Aconcágua, mas a Daniela não estava muito bem. Então, resolvemos sair cedo no outro dia para ir atrás da cereja do bolo: Bariloche”, conta ele.

Wagner levou um drone, que garantiu imagens incríveis como essa da ponte sobre o canal que liga o Lago Bertrand ao lago General Carrera.

Segundo Wagner, pior ainda que a chuva foi o “rípio” argentino – estradas de cascalho, areia e terra que são muito instáveis para se percorrer de moto e exigem um pouco mais de habilidade. “Enfrentamos um trecho de mais ou menos 40km e, como minha moto estava muito carregada, deu bastante trabalho e diminuiu muito o nosso ritmo”.

Paisagens cinematográficas em Cerro Castillo. 

Contratempos à parte, a viagem continuou – e eles sabiam que o melhor ainda estava por vir. “Enfrentando chuva e vento, muito vento, seguimos até Junín de Los Andes e aí a beleza natural começa a fazer com que valha a pena todo sofrimento. O trecho da RN40 entre Mendoza e Bariloche é maravilhoso! Todo mundo deveria percorrê-lo pelo menos uma vez”. Fica a dica!

Confira no mapa o caminho percorrido durante a viagem. 

Imprevistos

Até San Carlos de Bariloche foram 230 km percorridos bem tranquilamente, sempre pela RN40, parando para fotos e apreciar as belezas naturais, como animais e lagos de águas cor-de-esmeralda. E, agora, o novo “companheiro” de viagem era o frio dos ventos patagônicos: “o termômetro da moto chegou a indicar 3,5ºC”. 

Pausa para foto na ponte sobre o Rio Branco, em Hornopiren (Chile).

Já na cidade de Chaitén, uma parada forçada: o casal teve que esperar para poder embarcar na barca que estava fazendo a passagem, devido a uma avalanche que interrompeu a passagem da Ruta 7 naquele local. E mais um detalhe os fez esperar: “O pneu traseiro da moto furou em Chaitén e nenhuma borracharia na cidade tinha máquina para vulcanizar a câmara de ar. Tive de encomendar de Puerto Montt. Veio de avião e demorou 24 horas”.

Águas cristalinas do lago General Carrera. 

Logo adiante, foi hora de contemplar as águas cristalinas do gigantesco lago binacional General Carrera. E depois, El Calafate, famosa pelo gigantesco Glacial Perito Moreno. “Tinha mais brasileiros do que gente em Calafate!”, brinca Wagner.  

Glacial Perito Moreno, uma visão inesquecível. 

“Saindo de Perito Moreno, enfrentamos 70 km de rípio e ventos com rajadas de 80 km/h. O sofrimento foi recompensado pela fantástica ‘recepção’ do monte Fitz Roy, ou Cerro Chaltén”. Hora de escalar? Hum... nem tanto. “Fomos bater perna pela cidade, comprar presentes e conhecer o local. Encarar uma subida ao monte não estava nos planos”, garantiu.

Celebrando uma viagem repleta de diversão, boa comida e novos amigos. 

Caminho de volta

De volta à estrada, e novamente no Chile, o casal foi passeando até Punta Arenas e dali para Ushuaia, retornando para Argentina. “Visitamos o postal do fim do mundo e fomos até o fim da RN3 e, então, iniciamos o caminho de volta pela RN3, cruzando o Estreito de Magalhães de barca sob chuva gelada e avistando pinguins e golfinhos que faziam a festa nas marolas”. Leões-marinhos também apareceram para “cumprimentar” os viajantes, que seguiram caminho de volta até o Brasil. 

Chegando ao Ushuaia.

“Chegamos em casa no dia 29 de janeiro, às 22h30”, lembra Wagner. Foi uma jornada inesquecível, com novos amigos, novos sabores e paisagens inesquecíveis. Se eles gostaram? Dê uma olhada nas fotos que ilustram a matéria e tire suas conclusões!

Veja mais fotos:

 

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