RH alerta para o perigo do jogo baleia azul e orienta: há amparo psicológico na Itaipu

RH alerta para o perigo do jogo baleia azul e orienta: há amparo psicológico na Itaipu

12h23 - 20/04/2017


É preciso ficar atento ao comportamento dos adolescentes: proibir o acesso à internet não é a melhor opção, mas acompanhar a conduta do jovem.

As coordenações dos programas de Estágio e de Iniciação e Incentivo ao Trabalho (PIIT) de Foz do Iguaçu e de Curitiba emitiram, nesta quinta-feira (20), via Notes, um alerta aos supervisores dos jovens que trabalham na Itaipu sobre o jogo da baleia azul. A série de desafios virtuais, disseminada por Facebook e Whatsapp, pode estar associada ao suicídio de adolescentes. O trabalho teve apoio da Divisão de Medicina do Trabalho (RHSM.AD).

“A onda de casos suspeitos de envolvimento com esse jogo vem crescendo de forma preocupante. Não podemos banalizar ou deixar de dar a devida importância, pois há risco real de algo ruim vir a ocorrer com alguém que amamos muito”, destacou o psicólogo Werner Braga, da Divisão de Seleção de Acompanhamento de RH (RHDA.AD) que escreveu um texto sobre o tema, encaminhado ao JIE.

No material, Werner também dá dicas de como identificar comportamento suspeitos que indiquem a participação do jovem no jogo. Para o adolescente, ele lembra que é possível buscar amparo psicológico na própria Itaipu. A colega Denise Peres, da RHSM.AD, ressalta que é necessário atenção também a outros jogos virtuais que induzem ao mesmo tipo de comportamento.

Baleia Rosa - Em oposição à baleia azul, um movimento foi lançado na internet para defender a realização de tarefas virais "do bem", com enfoque no empoderamento e na valorização à vida. O desafio da baleia rosa faz apologia às boas lembranças, à amizade, à família e às coisas boas da existência. O site para conhecer a iniciativa é o https://www.baleiarosa.com.br/.

Confirma, abaixo, a íntegra do texto preparado por Werner Braga:

Cuidado com a baleia azul!

Um dos maiores e mais fascinantes mamíferos da fauna oceânica, a baleia azul está dando nome, atualmente, a um jogo que acontece através das redes sociais da internet. Apesar da aparência ingênua em forma de jogo, se apresenta como um perigo real à integridade e até mesmo à vida daqueles que se dispõem a jogá-lo.

Os alvos são os adolescentes, “desafiados a cumprirem certas tarefas”, sob ameaça de serem atacados fisicamente pelos moderadores do jogo caso não as cumpram. Segundo relatos coletados pela polícia, as vítimas são ameaçadas por pessoas que dizem conhecer suas rotinas, famílias e saberem onde moram. Não se sabe se é verdade, mas tais ameaças amedrontam os jovens, coagindo-os à ação.

Ao contrário do que se pensava no início, as vítimas não são somente pessoas emocionalmente frágeis ou sob risco, como os depressivos e os suicidas, mas quaisquer jovens que se disponham a entrar no jogo porque ao serem ameaçados, por medo, passam a executar as tarefas ‘cegamente’. No final, são desafiados a cometer suicídio e, se não o fizerem, ameaçam os moderadores, “suas famílias serão severamente punidas”.

A adolescência é uma fase do desenvolvimento humano durante a qual a pessoa sente um turbilhão de emoções, experimentando constantemente sentimentos de culpa, remorsos etc. Por isso, são facilmente levadas a realizar as tais tarefas, pois não querem que suas famílias paguem por algo cuja “culpa” é delas.

É muito importante que você, jovem, ou pessoa que tenha filhos jovens, esteja atento ao comportamento típico daqueles que se tornam vítimas desse famigerado jogo, para que possa ajudá-las. Os sinais são: o(a) adolescente passa a conversar pouco (ou menos que de costume), fecha-se ainda mais em seu mundo; mostra-se arredio(a) e mal humorado (mais que o habitual); fica acordado durante a noite, madrugada adentro; pode fazer mal a animais domésticos ou a outras crianças; muda seu comportamento habitual, buscando contato com temas mais sombrios, como terror, morte, assassinatos, entre outros (acima do normal); descuida da própria aparência; e pode apresentar distúrbios alimentares, de sono e de humor.

A onda de casos suspeitos de envolvimento com esse jogo vem crescendo de forma preocupante, não podemos banalizar ou deixar de dar a devida importância, pois há risco real de algo ruim vir a ocorrer com alguém que amamos muito.

Se você se sente assim ou conhece alguém que vem mostrando simultaneamente a maioria desses comportamentos, procure ajuda.

Aqui na Itaipu, os jovens do PIIT e estagiários podem buscar apoio nas divisões de Seleção de Acompanhamento de RH (RHDA.AD) e Regional de Recursos Humanos - Curitiba (RHGR.AD), por meio dos gestores dos respectivos programas (PIIT ou de Estágios, ramais 6299 e 4108 e 6314 e 4221) ou do Werner Braga (ramal 6509), nosso psicólogo organizacional. Outras fontes de apoio aqui na empresa são a área de Medicina do Trabalho e também a Andréia Trevisan (ramal 6982), nossa Assistente Social, da Superintendência de Recursos Humanos.

Werner Braga (RHDA.AD)

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