Profissionais da SMMT.DT passam por treinamento inédito em manutenção de linhas de transmissão

Profissionais da SMMT.DT passam por treinamento inédito em manutenção de linhas de transmissão

14h30 - 24/10/2017

Quinze colegas da Divisão de Manutenção de Equipamentos de Transmissão (SMMT.DT) participam, ao longo dos meses de outubro e novembro, de um treinamento inédito de trabalho em altura. Pela primeira vez, um curso de duração de quatro semanas é feito no ramal desenergizado na margem direita de Itaipu, criado especificamente para esta prática. O trabalho é acompanhado pelos profissionais da Segurança do Trabalho.

Por quatro semanas, os empregados da área se revezam entre aulas teóricas e práticas.

Na manhã desta segunda-feira (23), os alunos foram a campo para simular diversas atividades de manutenção nas torres e linhas. O curso, que começou em 16 de outubro e segue até 10 de novembro, é ministrado por instrutores da Funcoge (Fundação Comitê de Gestão Empresarial), entidade sem fins lucrativos mantida pelas empresas do setor elétrico brasileiro, e intercala aulas teóricas, ministradas no auditório da Divisão de Laboratório (SMIL.DT), e práticas, executadas no ramal de treinamento.

Eles simulam vários tipos de reparos feitos nas torres e linhas de transmissão.

De acordo com o coordenador da atividade, Gilberto Massanobu Yamamura, da Divisão de Engenharia de Manutenção Elétrica (SMIE.DT), é a primeira vez que todo o quadro de eletricistas de linhas de transmissão da SMMT.DT pôde se dedicar exclusivamente à capacitação por um período tão longo. Isso só foi possível depois da criação do ramal desenergizado, quando houve o seccionamento das linhas de transmissão à Subestação da Margem Direita, em 2014.

De acordo com Gilberto, um treinamento tão longo e com um número tão grande de participantes é inédito na Itaipu.

“Quando foi feito o seccionamento, nós pedimos que fossem mantidas estas estruturas para fazermos os treinamentos”, explica Gilberto. Outra torre foi colocada como ancoragem e, com três torres e dois vãos, a equipe da SMMT.DT ganhou um local para capacitação no “quintal de casa”. Essa infraestrutura é única na região; somente grandes empresas de transmissão possuem recurso desse porte.

Os empregados monitoram a subida de ferramentas pra o alto das torres.

Desta forma, conclui Gilberto, foi possível que toda a equipe possa treinar ao mesmo tempo. “Se acontecer algum problema real, os profissionais estarão por perto”, explica. No passado, os cursos eram feitos esporadicamente, em Furnas, com poucos empregados. Agora, eles poderão ser sistematizados e constantes.

O ramal desenergizado de treinamento tem três torres e dois vãos e pode ser utilizado a qualquer momento para as capacitações.

O treinamento tem como pré-requisito os cursos de NR-10, NR-35 e fundamentos de linhas de transmissão. Ele acontece devido à renovação do quadro pessoal e a necessidade de aperfeiçoamento. “No final do curso, poderemos criar um plano com sugestões de melhorias em nossos procedimentos”, resume Gilberto.

Manutenção constante

A Itaipu é responsável pela manutenção das linhas que ligam a usina hidrelétrica à subestação de Furnas, no setor 60 Hz, e da subestação da margem direita à Furnas, no 50 Hz. Nestes trechos, os profissionais da SMMT.DT precisam fazer constantes inspeções e eventuais reparos nos componentes das linhas.

A segurança é o ponto mais importante do treinamento. Empregados da Segurança do Trabalho, das duas margens, acompanharam a capacitação.

Segundo o coordenador do treinamento, o engenheiro eletricista Clenio Contijo Gonçalves Lisboa, aposentado de Furnas após 36 anos de experiência na área, uma das atividades mais comuns é a troca dos isoladores, as peças que isolam os condutores da estrutura metálica.

“Estes isoladores quebram devido às intempéries atmosféricas, mas, principalmente, por vandalismo”, conta. “As pessoas atiram contra eles. Elas acham bonito ver a chuva de vidro caindo”, lamenta. De acordo com Clenio, além do vandalismo, a invasão das faixas de torres e o uso de explosivo em pedreiras próximas das linhas também demandam manutenção.

Clenio Lisboa tem 36 anos de trabalho em alturas, em Furnas, e, agora, é instrutor da Funcoge.

Outra inspeção comum, continua o instrutor, é feita nos espaçadores-amortecedores, estruturas que mantém os cabos distantes uns dos outros. Ao longo da capacitação, os técnicos podem simular a troca destes componentes, assim como a melhor forma de trabalhar sobre as torres. “O fator primordial, em todo o treinamento, é preservar a segurança do profissional”, conclui.

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