Produção de Itaipu deve aumentar em outubro para compensar escassez hídrica

Produção de Itaipu deve aumentar em outubro para compensar escassez hídrica

08h55 - 05/10/2017

De 1º de janeiro deste ano até esta quarta-feira (4), Itaipu produziu 70 milhões de MWh, ante 78 milhões de MWh no mesmo período de 2016.

Em meio ao cenário de escassez hídrica que o País enfrenta, a Itaipu Binacional tem perspectivas de aumentar a produção de energia elétrica em outubro. Se a previsão for confirmada, a geração da binacional ficará mais próxima à registrada no mesmo mês do ano passado.

Com a melhora do desempenho, a usina poderá também incluir 2017 no ranking dos cinco melhores anos de sua produção. De 1º de janeiro deste ano até esta quarta-feira (4), foram produzidos 70 milhões de MWh, ante 78 milhões de MWh no mesmo período de 2016, ano em que Itaipu estabeleceu um novo recorde mundial anual de geração, com 103 milhões de MWh.

Os cinco melhores anos de geração de Itaipu são: 2016, com 103.098.366 MWh; 2013, com 98.630.035 MWh; 2012, com 98.287.128 MWh; 2008, com 94.684.781 MWh e 2000, com 93.427.598 MWh.

Quanto mais Itaipu produz, menos o Brasil precisa acionar as usinas termelétricas e mais chances o consumidor tem de receber uma energia mais barata.

Geração acumulada

A previsão é que em novembro deste ano a Itaipu atinja mais uma marca histórica: 2,5 bilhões de MWh produzidos desde que entrou em operação, em 1984. A nova marca se somará a vários outros recordes de geração da usina.

Hoje, os desafios de Itaipu passam pela implantação do projeto de atualização de suas 20 unidades geradoras, valorização do capital humano e promoção de iniciativas sustentáveis tanto internamente como em toda a sua área de influência.

Energia renovável

A usina de Itaipu contribui para que a matriz elétrica do Brasil seja uma das mais limpas e renováveis do mundo. Em 2017, o percentual de energia renovável utilizada no Brasil chega a 83% do total, aproximadamente, enquanto no mundo este indicador é de apenas 24,1%.

A energia hidráulica responde por quase 68% da matriz elétrica brasileira, mas outras fontes, como a eólica e a biomassa, estão tendo desempenho cada vez mais importante. A energia produzida pelos ventos corresponde a 6,5%, enquanto a biomassa, principalmente a que resulta do aproveitamento dos restos de cana-de-açúcar, atinge 9% da matriz elétrica brasileira.

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