Privatização da Eletrobras terá prioridade e deve terminar em 2018

Privatização da Eletrobras terá prioridade e deve terminar em 2018

08h57 - 23/01/2018

São Paulo - O governo federal está otimista com a possibilidade de concluir ainda em 2018 a privatização da Eletrobras, após o presidente Michel Temer oficializar ontem  o envio ao Congresso Nacional de um projeto de lei com a modelagem do negócio.

O secretário de energia elétrica do Ministério de Minas e Energia, Fábio Lopes Alves, disse à Reuters que a proposta será analisada com prioridade na Câmara dos Deputados e que a perspectiva hoje é de que será possível cumprir um cronograma que prevê a obtenção até julho de todas aprovações necessárias para levar o processo adiante.

A visão favorável sobre o andamento do processo vem mesmo após uma decisão judicial suspender um trecho da medida provisória 814, editada no final do ano passado para retirar vetos à desestatização da Eletrobras e suas subsidiárias. O governo perdeu na semana passada uma primeira tentativa de derrubar a liminar, proferida pela Justiça Federal em Pernambuco.

“Essas dificuldades já eram esperadas, nenhum processo assim segue sem nenhuma contestação, sem nenhum percalço, mas a avaliação é que será feito dentro do calendário que temos colocado... a parte decisória seria o ideal ficar aprovada até julho, e depois são as ações operacionais”, explicou Lopes.

Ele disse ainda que o Ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, irá participar em Davos, na Suíça, do Fórum Econômico Mundial, que acontece entre 23 e 26 de janeiro, onde deverá ter uma agenda “intensa”.

O presidente Michel Temer também irá ao evento, e a delegação brasileira deve ter como um de seus focos a divulgação a investidores da proposta de privatização da Eletrobras, maior elétrica do País, responsável por cerca de um terço da capacidade de geração de energia do Brasil e metade das linhas de transmissão.

Geração de caixa - O governo federal prevê em seu orçamento para 2018 uma arrecadação de R$ 12,2 bilhões em meio à desestatização da Eletrobras.

A privatização deve ser viabilizada com uma oferta de novas ações pela companhia, que com recursos da operação deve pagar um bônus de outorga bilionário à União em troca de melhores condições nos contratos de suas hidrelétricas.

Na semana passada, a agência de classificação de risco Moody’s disse que vê com bons olhos os planos do governo de privatizar a Eletrobras, mas alertou que a execução da medida pode se provar muito difícil ainda em 2018. Para a Moody’s, um sucesso no processo pode resultar em melhoria no perfil de risco financeiro da companhia e reduzir a influência política em sua gestão.

Fonte: Diário do Comércio (MG)

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