PIITs de Curitiba trocam experiência e fazem festa de confraternização

PIITs de Curitiba trocam experiência e fazem festa de confraternização

16h00 - 11/12/2017

Um dia diferente para os PIITs de Curitiba: oportunidade de refletir sobre o trabalho e se aproximar dos amigos.

Os 28 adolescentes do Programa de Iniciação e Incentivo ao Trabalho (PIIT) de Curitiba participaram na última quinta-feira (7), em um restaurante da capital, da festa de confraternização de final de ano. Além do tradicional almoço, o grupo se reuniu com os gestores do programa, no auditório do edifício Parigot de Souza, para um bate-papo informal sobre o trabalho e as normas básicas da Cartilha do Aprendiz.

“Este dia foi planejado não apenas para a troca de experiências, mas também de reflexão dos aprendizes sobre a excelência no trabalho”, disse a coordenadora do programa em Curitiba, Ivone Ferreira Nagamatsu, da Divisão Regional de Recursos Humanos - Curitiba (RHGR.AD).   

O bate-papo abordou questões de comportamento no ambiente de trabalho, uso de uniforme, asseio pessoal, saúde ocupacional e bem-estar e relacionamento interpessoal.

Rafaela: “A experiência de trabalhar na Itaipu é única. Desde já sinto saudades das pessoas que conheci e dos amigos que fiz".

“A experiência de trabalhar na Itaipu é única. Desde já sinto saudades das pessoas que conheci e dos amigos que fiz. Com certeza, levarei essas pessoas como inspiração para a minha vida profissional”, afirmou Rafaella Alves Zaltrão, de 17 anos, aprendiz na área de Informática (SIGG.CB). O contrato dela termina em abril de 2018.

Já Leonardo César Ossovski, de 15 anos, ingressou no PIIT há apenas dois meses, na área Financeira (AFDF.CB). Mesmo com pouco tempo de casa, ele reconhece que encontrou no programa não só uma porta de acesso ao mercado de trabalho, mas a oportunidade de se qualificar. “A Itaipu é uma mãe para a gente.”

Leonardo está há apenas dois meses no programa e já percebe os benefícios. "A Itaipu é uma mãe."

Eduarda: venceu a timidez e hoje está mais segura no relacionamento com os colegas e supervisores.

O adolescente acrescenta que, desde que começou a trabalhar, a relação familiar também mudou. “Tudo mudou para melhor. Eu adquiri autossuficiência financeira e até de mobilidade urbana ao me deslocar de ônibus de casa para o trabalho e vice-versa.”

Eduarda Rodrigues Gonçalves, de 16 anos, lotada na Divisão de Recursos Humanos (RHGR.AD), também destacou a questão da autonomia. “Eu me considerava uma pessoa tímida. Vencer essa dificuldade foi o primeiro passo para eu me sentir mais solta e confiante no relacionamento pessoal”, relatou.

Encontro dos supervisores com a Associação de Educação Familiar e Social do Paraná (AEFS-PR).

Reunião de diretrizes

Antes da confraternização, uma reunião com representantes da Associação de Educação Familiar e Social do Paraná (AEFS-PR) – parceira do programa que exerce o papel de contratante – serviu para esclarecer dúvidas dos supervisores. “Essa reunião foi bastante produtiva para dirimir algumas situações corriqueiras e outras mais complexas sobre as diretrizes do programa”, explicou a coordenadora da instituição, Mirian do Rocio Simione.

A iniciativa de reunir todos os supervisores é uma novidade da gestão da coordenadora do programa em Curitiba, Ivone Ferreira Nagamatsu. “A ideia é estreitar as relações entre nosso time de supervisores e a AEFS-PR, que trouxe com muita propriedade a legislação vigente”, disse Ivone.

Ivone Ferreira Nagamatsu e Mirian do Rocio Simione: relação entre os times da Itaipu e da AEFS-PR mais próxima.

Silvana Aro, da Divisão de Compras (COCT.DF), supervisiona duas menores e avaliou a iniciativa como “muito válida para alinhar a instituição e a empresa”. Ela disse considerar um desafio diário adequar atitudes no ambiente de trabalho. “Os jovens são adultos em formação. Eles captam nossas atitudes como modelo. Dar o bom exemplo é um desafio constante”, comentou. 

Sobre o PIIT

Desde a sua implantação em 1988, aproximadamente 6 mil adolescentes passaram pelo PIIT. Para participar, é necessário ter idade de 14 a 17 anos, pertencer à família comprovadamente carente e estar cursando o ensino fundamental ou, então, o ensino médio em escola pública. O tempo máximo de permanência no projeto é de dois anos. O adolescente recebe uma bolsa-auxílio mensal no valor de um salário mínimo vigente, seguro de vida, vale-transporte, vale-alimentação e outros benefícios.

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